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As cidades digitais

As cidades digitais

As novas tecnologias são as principais responsáveis pelo processo de mudança da sociedade atual, constituindo instrumentos fundamentais não só para a atividade empresarial como também para o relacionamento pessoal.

Este novo modelo de sociedade assenta num desenvolvimento social e económico no qual a informação desempenha um papel fundamental não só na criação de riqueza mas contribui significativamente para o aumento do bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos. A título de exemplo, veja-se o caso das redes sociais virtuais que se apresentam como um meio de aproximação entre as pessoas e até mesmo como meio de criação de conhecimento pois esta realidade virtual projeta-se para além do ecrã, proporcionando aos utilizadores uma partilha constante de opiniões e de experiências, assumindo-se, por isso, como um verdadeiro desafio para produtos e empresas.

Sendo um veículo de excelência para apelar aos sentidos, permite explorar esse lugar especial na mente dos consumidores que tem a ver com pensamentos inspiradores sobre conforto e prazer, bem como sobre elevar o desejo de experienciar determinado produto ou serviço. This means that the marketer needs to have a firm grasp on the mindset of the target audience he or she wishes to attract.

E o Turismo, que vive fundamentalmente de sensações, as cidades, regiões ou até mesmo países, têm na Web um verdadeiro desafio que urge vencer, sob pena de se verem ultrapassados na mente dos seus públicos-alvo, por qualquer outro lugar do mundo. O não cumprimento de requisitos considerados imprescindíveis pelo público-alvo nesse país ou numa qualquer parte do mundo, levará à ocupação do seu lugar.

Numa sociedade marcada por uma ligação cada vez mais fraca entre as marcas e os consumidores, este também se pode tornar num veículo para o desenvolvimento de relações duradouras entre uma determinada região e os seus públicos. Ou seja, um veículo de excelência para a prática das técnicas de marketing relacional.

Atualmente a internet surge como um veículo de promoção barato e de largo alcance, quando comparado com os suportes tradicionais. Mas não basta criar um site com fotos e textos sobre determinada região ou cidade para se chegar definitivamente ao coração daqueles que se pretende atingir.

Sendo o marketing relacional um projeto de longo prazo, implica uma interatividade constante entre as marcas e os seus públicos. A ideia surge ainda reforçada ao pensar num ambiente virtual, pois a dinâmica da internet é de tal forma elevada que necessita de atenção permanente, quer para corrigir desacertos quer no sentido de ir ao encontro das necessidades de quem se quer conquistar ou com quem é desejável manter um relacionamento estreito.

Assim, qualquer cidade ou região deverá ter uma posição na Web dinâmica, inovadora e, principalmente, interativa. Um relacionamento entre a marca e o público implica reciprocidade. Nesse sentido, estes suportes devem permitir e incentivar a que o público se expresse, manifeste a sua vontade, os seus desejos e mesmo insatisfações para com a marca.

Assumir uma postura de escuta, para além de permitir avaliar o alcance das ações de promoção de um determinado destino, é também uma forma de tornar o público num parceiro com vista à disponibilização de uma oferta adaptada às expectativas dos diferentes públicos. Mais do que clientes, estes públicos assumem a posição de parceiros e acérrimos defensores da região ou cidade.

 

Paulo Henrique Moreira

Consultoria estratégica de marketing organizacional e City Marketing e City Branding


Mestre em Marketing, MBA e Licenciado em relações Internacionais. Com vasta experiencia em Marketing e Comunicação, desenvolveu a sua actividade profissional em contexto nacional e internacional.

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