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Palavras, para que vos quero…..

 

 

Grande parte da comunicação humana ocorre numa categoria onde a importância das palavras é apenas indireta. O não verbal deve ser visto como linguagem que deve ser compreendida em distintos espaços e não deve ser entendido apenas no sentido físico, mas particularmente psicossocial. Os estudos confirmam que o impacto de uma mensagem é:

7% verbal (palavras escritas)

38% vocal (voz, tom e inflexões)

55% não verbal (gestos e movimentos)

Cerca de 70% daquilo que o recetor percebe da mensagem é fornecido através do comportamento não verbal do emissor: a linguagem corporal ajustada confirma e acentua o que se diz, pelo que deve ser concordante com o conteúdo da mensagem. De uma forma geral, dentro do processo comunicativo o aspeto verbal serve para transmitir informação e o não verbal para estabelecer e manter relações interpessoais. Segundo Knapp, existem 7 dimensões dos sinais não verbais:

1- Cinésica: movimentos corporais - gestos, expressões faciais, olhar fixo, tempo e intensidade do olhar.

2- Paralinguagem: uso vocal, inflexões de voz, tom, intensidade do discurso, pausas.

3- Aparência física: apenas a manipulada, tal como roupas, penteado, maquiagem.

4- Proxémica: uso da distância interpessoal e normas de territorialidade. Manipulação do espaço- zona íntima (0,5m), zona pessoal (0,5- 1,20m), zona social          (1,20 -3,30m) e zona pública 3,5 a 7 m).

5- Tempo: uso do tempo como sistema de mensagens - pontualidade, tempo de espera, quantidade de tempo passado com o outro.

6- Artefatos e adornos: jóias, sapatos.

7- Contato físico: o toque nas suas variáveis - Casuais. Género sexual. Tipo de espaço.

Acrescentam-se ainda os comportamentos amigáveis que aparecem em rotura com o comportamento esperado.

 - Vestuário excêntrico, abraço demasiado expansivo, tratamento segunda pessoa singular

- “Tocar” inesperadamente a outra pessoa - É bem aceite quando seu autor goza estatuto forte. Caso contrário, é mal aceite...

- Perfumes - Discrição... Bem aceite. Significa “querer dizer algo”.embora o próprio possa perder a noção da intensidade (habituação).Perigo: significado de difícil domínio.

O não verbal garante assim, maior liberdade de fantasias e uma maior espontaneidade, enquanto que o verbal está associado ao controle. De facto, consegue-se controlar mais facilmente o impacto verbal da nossa comunicação; mais difícil se torna o manusear da comunicação não verbal que é mais polivalente em conteúdos de caráter emocional ou atitudional. Em consequência disto, a comunicação não verbal poderá ser determinante nas estratégias de resolução de conflitos, na persuasão e na regulação social.

 

 

Cristina Tereza Rebelo

Investigadora do CEL-CELCC com artigos publicados nas áreas da comunicação, TV local e marketing.

Doutorada em Comunicação pela Universidade de Vigo.


Professora Auxiliar do ISMAI.

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