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Comunicar é estabelecer pontos de con(tato)

 

Comunicar é estabelecer pontos de con(tato)

            - Agregar todo o estímulo comunicacional com os públicos-alvo

            - Articular as “diversas expressões” da empresa

            - Um verdadeiro trabalho em equipa

Excedendo a realidade circunscrita aos canais de comunicação, a comunicação integrada reúne todo o tipo de estímulo que dá significado à marca (LENCASTRE, 2007), abrangendo o processo comunicacional na sua globalidade. A esta proposta, aplica-se o conceito de ponto de contacto (touch point) traduzido em todo o tipo de estímulo que interfere na comunicação com os públicos-alvo, tendo, inclusive, a vantagem de facilitar a árdua tarefa que é enquadrar no âmbito das técnicas tradicionais determinadas ferramentas como, por exemplo, o product placement, a publireportagem, as pop-up stores, entre tantas outras, que bebem das várias áreas do saber comunicacional.

A articulação das “diversas expressões” da empresa (WESTPHALEN, s.d.: 19) remete, assim, para uma necessária comunicação transversal a todos os públicos e para uma interdependência dos vários atos de comunicação, salvaguardando-se a especificidade e necessária autonomia de cada um dentro do processo comunicativo global.

Na sua atividade, as empresas utilizam muitas vezes fornecedores externos ou serviços especializados para auxiliá-las na gestão dos vários aspetos da comunicação, tendo como parceiros agências de publicidade, empresas de relações públicas, agências de promoção de vendas, entre outras. Para se atingir a necessária orquestração de todos os agentes que atuam na relação com os públicos urge uma coordenação estreita de todos os elementos de um programa de comunicação, um verdadeiro sentido de trabalho em equipa, o que poderá complicar-se quando diferentes serviços especializados operam de forma independente e quando a falta de uma organização cuidadosa por parte do coordenador do processo impede a eficácia na comunicação.

Uma estratégia integrada pressupõe a utilização, maximização e complementaridade de toda e qualquer forma de contacto, com os públicos, com potencial de transmissão de mensagens devidamente planeadas ou acauteladas, constituindo uma plataforma de interação entre públicos internos e entre estes e os externos, toda a dinâmica de vendas e após venda, relação e ação entre fabricantes, distribuidores e retalhistas, não ignorando ainda o papel dos fornecedores (sintonia com os valores da marca e postura social), assim como acionistas, nem o contexto relacional, culminando com a avaliação dos resultados face aos objetivos traçados e apresentação de medidas de melhoria (BURNETT & MORIARTY, 1998; SIRGY, 1998; PICKTON &, BRODERICK, 1999).

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