AUTENTICAR

Primeiro pessoa depois consumidor

 

1 - Primeiro Pessoa depois Consumidor

            - Unir os consumidores à empresa e aproximar as marcas às pessoas

            - Querem-se marcas que inspirem para uma sociedade responsável

            - Estar em comum connosco e com os outros

Sob a cabeça dos dirigentes empresariais, dos marketers em geral e dos profissionais da comunicação em particular pende um triângulo de responsabilidades, desenhado por um conjunto de estímulos comunicacionais que, antes de unirem o consumidor às empresas e seus produtos, aproximam as pessoas das marcas, com o propósito de construir entre ambas as realidades um clima de reciprocidade e salutar convivência.

As alterações sociais, a evolução tecnológica, com especial relevo para os meios digitais, a saturação dos mercados e a postura do homem contemporâneo exigem das empresas, hoje transformadas em marcas, uma visão holística (SCHMITT, 1999), a criação de experiências enquanto momentos únicos (PINE II E GILMORE, 1999), uma relação “apaixonada” pelos clientes (ROBERTS, 2005), um “pensar diferente” (YOUNG E AITKEM, 2007) a dinâmica relacional numa sociedade hedonista, onde o prazer dita as regras (LIPOVETSKY, 1989) e onde valores outrora absolutos (família, escola, estado) parecem estar em causa (GIDDENS, 2005), sendo que as marcas poderão assumir um papel decisivo na transformação da sociedade, como agentes inspiradores e exemplos de atuação sustentada e responsável.

Comunicar é um ato intrínseco à condição da vida humana, mas é cada vez mais uma arte para se viver e saber viver em sociedade. Desde os atos mais banais do nosso quotidiano – como olhares que se cruzam, omissões que tanto comunicam... - às decisões e atitudes profissionais mais decisivas, a comunicação é uma constante, cujas técnicas se aprendem a dominar. Mais do que um lugar-comum, a comunicação é um passo determinante para estarmos em comum, connosco, com os outros, com o mundo.

Não se trata de uma tarefa afastada das pequenas empresas; trata-se antes de saber quais são as áreas a privilegiar também entre o vasto universo das PME portuguesas, sobretudo porque gestão é, acima de tudo, comunicação; e gestão quer-se tanto numa pequena como numa grande empresa!

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Comunicação Integrada da marca : Conectar com o individuo-consumidor a uma só voz

 

Rubrica “DA MINHA JANELA…” 

Não basta abrir a janela para ver os campos e o rio. Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma.

Alberto Caeiro

 “Da minha Janela…” comunico com o mundo, reflito o dia-a-dia, aprendo e sou induzida a saber mais. Desde há muito, encontro refúgio entre a moldura de uma janela, para analisar e responder a inquietações pessoais e profissionais. Inspirada pela imensidão do universo, ou pela beleza das estrelas ou pela lucidez da proximidade do lugar contemplado, procuro encontrar soluções para assuntos concretos do meu quotidiano.

“Da minha Janela…” constitui o nome da rubrica que assinarei a partir de hoje no Marketing Portugal, onde procurarei expor temas que ocupam a minha vida profissional, podendo algumas vezes extravasar para o lado pessoal, pois é difícil separar Comunicação, Marca e Marketing se o foco é a Pessoa. Embora com abordagens e ferramentas específicas, são três áreas que se complementam, quando pretendemos compreender e atrair o individuo-consumidor, interno ou externo. Fazem a rotina que me proponho partilhar, numa perspetiva muito próxima da realidade, sem contudo ignorar o conhecimento técnico que muito me serve de conforto nas decisões e pareceres.

Num estilo de narrativa pessoal, que melhor reflete a alma do autor, e na forma de white paper, este espaço propõe-se ser mais um instrumento de comunicação e marketing de apoio à decisão nas empresas portuguesas, independentemente da sua dimensão e setor de atividade.

Depois de apresentar a missão deste novo desafio, parto para um conjunto de reflexões demonstrativas de como a comunicação é uma importante ferramenta – talvez a mais decisiva - para as empresas em tempos de crise. Trata-se de uma perspetiva profissional da comunicação, que se quer integrada, em plena sintonia com os objetivos da empresa e com a identidade da marca que a representa e humaniza.   

  Comunicação Integrada de Marca

Conectar com o individuo-consumidor a uma só voz

A comunicação está para as empresas como o sangue para a vida. A comunicação liga cada membro da empresa, independentemente da função ou posição hierarquia, quer seja baseada em técnicas formais ou mecanismos informais, pelo que é decisiva na dinâmica dos negócios e na energização das suas marcas, sobretudo neste “tempo de Troika”.

Praticada ativamente, mas de forma consistente e organizada, é uma tarefa árdua, porque pode obrigar à reformulação interna de estruturas, à reafectação de pessoas e procedimentos e a uma visão de fora (do consumidor) para dentro (empresa), contrariando uma longa história de comunicação unidirecional, que a Internet veio desestabilizar a diferentes níveis.

Exige-se agora uma abordagem integradora de toda a atividade, com o objetivo de criar uma mensagem única, formatada para a pessoa e diferenciada pela criatividade, afetividade e personalização, porque antes do Consumidor está a Pessoa.

 

Cada um destes "itens" será analisado em artigos posteriores

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