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Empreendedorismo e criação de empresas na sociedade actual

Como referi no artigo Empreendedorismo? porquê? Para quê?, Vivemos o “tempo certo” para as micro e PME´s, pois estas são, pela sua estrutura, dimensão, flexibilidade e dinamismo, assim como, pela assumpção de risco por parte dos seus responsáveis, geradoras de inovação.

Agora que já desenvolvemos a nossa veia empreendedora ou, como ouvi muito recentemente, que resolvemos “pular a cerca”, já temos uma ideia, ou melhor “a ideia” e percebemos que esta é uma oportunidade pois tem espaço no mercado. Vamos, agora, passar para a planificação do nosso negócio; isto é, vamos elaborar um plano de negócios.

 

E como pensamos o “negócio”? Que DNA terá a nossa empresa? Qual será a sua estrutura?

Para desenhar o nosso modelo de negócio, temos obrigatoriamente de o fazer tendo em conta a sociedade em que vivemos actualmente e o ambiente que nos rodeia, ambiente que se caracteriza, entre outros aspectos,

  • por um mundo de constantes e rápidas mudanças;
  • por uma incerteza e maior complexidade;
  • por uma, cada vez, maior competitividade local e global;
  • e pela situação económica e social actual.

Para assumir a flexibilidade e dinamismo fundamentais que referimos, devemos apostar claramente numa estrutura leve, numa dimensão reduzida, isto é, numa “máquina leve” e na especialização, focalizando-nos no nosso “core business”.

Uma estrutura leve obriga-nos a pensar num quadro fixo de colaboradores, limitado aos elementos essenciais; Para além disso, devemos, ser capazes de reunir os melhores profissionais em regime de freelancers, isto é, procurar os mais empreendedores, os mais empenhados e dedicados, numa relação de total transparência e sempre em relações “win-win”. Para isso, teremos de ser capazes de remunerar bem o trabalho desenvolvido. Se falarmos em concreto no sector de serviços, o que nos irá diferenciar será, sem dúvida, a nossa capacidade de gerar, produzir e gerir conhecimento; devemos, por isso, estar reunidos com os melhores dos melhores.

Devemos realizar o máximo investimento possível no nosso “core business”, no que fazemos bem ou muito bem, para perseguirmos a excelência, a especialização é cada vez mais determinante. Podemos e devemos desenvolver soluções que não sendo do nosso “core business” sejam respostas a desafios dos nossos clientes, mas para as desenvolver devemos ir estabelecendo parcerias com outros Empreendedores e empresas, que detenham as competências necessárias em cada caso, para garantir serviços/produtos de qualidade.

Quanto a custos fixos, devemos ainda questionarmo-nos se precisamos de um escritório tradicional “físico,”ou se fará sentido recorrer a uma oferta de serviços de escritórios virtuais, que facilite a utilização esporádica de postos de trabalho, de salas de reuniões e, ainda, de uma série de serviços partilhados a custos reduzidos; Estão também disponíveis serviços de secretárias virtuais, passíveis de gerir comunicação e a agenda, permitindo aos empreendedores e às empresas pensarem e dedicarem-se ao negócio.

Sozinhos, seremos sempre pequenos, pequenos demais. Estabelecer parcerias estratégicas irá permitir-nos desenvolver soluções com mais qualidade, entrar em novos mercados, obter melhores e mais diversificados canais de distribuição, assim como, aumentar a nossa credibilidade e notoriedade da marca.

É essencial, ainda, apostar numa presença digital, interna, optando quando possível por software opensorce ou sas (software as a service), que garanta a eficácia e a eficiência de uma plataforma tecnológica de suporte ao desenvolvimento das nossas actividades. Por outro lado, num pendor externo, optando decididamente por uma estratégia de marketing digital, que nos viabilize uma entrada mais rápida no mercado nacional ou nos mercados internacionais, com uma presença digital, podemos sem dúvida, mais facilmente alcançar uma projecção internacional.

Em resumo, devemos ter estruturas leves, pequena dimensão, custos fixos reduzidos e especialização no “core “business” complementados com o estabelecimento de parcerias, o “networking” e a presença digital. Trata-se de sugestões que não garantem sucesso; podem, isso sim, reduzir o risco sempre existente no processo empreendedor. Por último, o modelo de negócio é “a cereja no topo do bolo”, a forma como o desenhamos deve ser pensada “fora da caixa”; a criatividade e inovação devem estar na sua génese e os objectivos devem ser a efectiva criação de valor e a diferenciação. O próprio modelo de negócio deve ser objecto de reflexão permanente e, quando necessário, adaptado de acordo com os novos desafios e com o ambiente que nos rodeia, bem como, com a experiência acumulada e com os sucessos alcançados e erros cometidos, transformando fraquezas em forças e ameaças em oportunidades.

Empreendam e acima de tudo divirtam-se !!!

 

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