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6 “insights” para organizar a sua estratégia de Marketing Digital

Muito se tem discutido sobre o futuro do Marketing Digital contudo, a imprevisibilidade desta área faz com que ninguém consiga ter uma resposta exacta.

O que me parece comumente aceite é que estamos a caminhar para a “era da relevância” ou seja, o conteúdo será cada vez mais orientado em função dos comportamentos do consumidor fazendo com que as estratégias de Marketing se tornem cada vez mais orientadas e focadas nas necessidades e desejos do consumidor e menos nas características do produto.

Destaco 6 pontos essenciais que devem acompanhar a definição estratégica de uma Marca, no ambiente digital:

  1. Mobile – Os dispositivos móveis estão já a mudar muitos paradigmas do Marketing e da Comunicação. As Marcas têm que estar preparadas para um consumidor muito mais informado e com acesso a tudo em tempo real. Compara preços, pesquisa informação especializada, questiona especialistas e investe na solução que satisfizer as suas necessidades. Agregado a esta tendência temos alterações ao nível do processo de decisão de compra, como por exemplo, as novas formas de pagamento (mobile payment). O consumo mobile está a crescer e há um “mundo” de oportunidades a este nível. Se está a preparar a sua estratégia de Marketing Digital, não pode ignorar esta realidade.
  1. “Trust Based Marketing” – Não é de agora que as Marcas apostam na relação de confiança com os consumidores contudo, com o crescimento do mundo digital, esta começa a ser uma imposição para todas as Marcas. Ser transparente e investir no paradigma relacional é crucial. Mais do que dizer os atributos de um produto ou serviço, importa mostra-los (Tryvertising). Com a evolução das plataformas sociais, têm surgido novos líderes de opinião e o “novo” consumidor valoriza mais a opinião de pessoas que conhece ou simplesmente segue nas redes sociais do que as mensagens provenientes da Marca. Quer isto dizer que as Marcas vão ter que se preocupar em mostrar, efetivamente, os seus benefícios, adaptados a cada segmento. Um bom produto ou serviço gera recomendações e tem clientes satisfeitos.
  1. Coopetição – (competição + cooperação) Numa altura em que a otimização de recursos é fundamental, as empresas concorrentes tendem a procurar sinergias entre si para explorarem novos mercados ou para melhorarem a sua capacidade de resposta. É uma decisão estratégica que pode fazer toda a diferença para as PME. No digital, estamos a assistir à união de algumas Marcas com o intuito de se diferenciarem da concorrência.
  1. Foco nos resultados – Este é um dos pontos mais sensíveis que destaco. Foram e são muitos os investimentos em Marketing & Comunicação sem qualquer foco nos resultados. O paradigma está a mudar e isto remete também para uma mudança de cultura nos gestores de Marketing. Não chega investir porque há dinheiro, é importante medir o que realmente funciona e contribui para o sucesso da organização. Errar é uma coisa, desperdiçar é outra. O nosso foco deve estar essencialmente no retorno e não apenas no custo.
  1. Real Time – Mais do que nunca a informação é recolhida em “tempo real” e, as Marcas devem criar mecanismos para atuar com rapidez sempre que necessário.
  1. Integração – Complementar o on-line com o off-line poderá ser uma “arma” poderosa para uma Marca. A forma como o online pode complementar o offline e vice-versa, fará a diferença em muitos sectores e na forma como as Marcas se vão relacionar com os diversos stakeholders. Queremos estar onde está o nosso “target”, independentemente do meio.

Muitos outros pontos poderiam ser mencionados porém importa relembrar que muitas vezes, uma boa presença digital obriga a uma reflexão sincera sobre todos os processos da empresa, recursos alocados e respetiva área de negócio. Obriga também a reformulações e ajustes na cultura organizacional. Não caia no erro de investir no digital só porque alguém diz que é barato e fácil, ou porque parece ser uma “moda” que funciona.

Social media marketing no desporto: contexto, relevância e timing

Social media marketing no desporto: contexto, relevância e timing

 

Quando pensamos em social media marketing, ou seja, numa estratégia que vise a promoção de comportamentos favoráveis à concretização dos objetivos da organização nos públicos pelos quais se interessa utilizando as plataformas de social media, como as redes sociais, por exemplo, devemos sempre equacionar a integração de três fatores fundamentais e críticos na criação de conteúdos: o contexto, a relevância e o timing.

 O contexto refere ao enquadramento no qual é emitida/percebida determinada mensagem, sendo aqui importante considerar fatores como o local e/ou a cultura do emissor/recetor. A relevância relaciona-se com a importância do conteúdo para o nosso público, isto é, se vai de encontro às suas necessidades e expectativas. Por fim, o timing indica o momento no qual o conteúdo é emitido/recebido.

 A articulação correta destas três variáveis leva à criação de bons conteúdos, com taxas de engagement interessantes, atingindo-se assim o principal objetivo de qualquer estratégia: a criação de valor, que pode assumir diferentes formas consoante os objetivos definidos (financeiros, awareness do produto ou serviço, etc.).

 Mas o que será que acontece quando não existe uma articulação correta entre estas três variáveis? Normalmente, têm lugar situações embaraçosas e constrangedoras, que na maioria das vezes demoram a ter uma resposta assertiva em tempo útil (a variável “timing” é fundamental em situações de crise).

 Ultimamente, isto acontecido por diversas vezes no desporto.

 

O mais recente caso foi o do futebolista Cristiano Ronaldo que aquando da visita da seleção nacional a Israel, em jogo de apuramento para o Mundial 2014, viu a sua página oficial no Facebook ser inundada por milhares de comentários de supostos fãs (mais de 70 mil até ao momento!) após postar uma fotografia na qual aparece com alguns colegas de equipa, onde diz “Excelente manhã com os meus colegas em Israel”. O que é que Ronaldo, ou quem lhe faz a assessoria da página, não percebeu? O “contexto”, nomeadamente o local onde estava, que há várias décadas tem sido o epicentro do conflito israelo-palestiniano. Na sua maioria, os comentários são de pessoas a reclamar que Ronaldo está na Palestina, e não em Israel. Neste exemplo, Ronaldo parece não ter esboçado nenhuma reação.

 

 

Situação semelhante de apatia aconteceu com Lance Armstrong há uns meses atrás. O norte-americano, fortemente pressionado pelos media e adeptos do ciclismo, acabou por admitir num programa da Oprah o uso de doping para aumentar a sua performance, o que possibilitou/ajudou à vitória de sete “Voltas a França” em bicicleta. O que não se percebe é como um atleta que sempre usou as redes sociais para fazer o engagement dos seus fãs, conseguindo 2,3 milhões de fãs na sua página do Facebook e quase 4 milhões de seguidores no Twitter, deixa, de um momento para o outro, de utilizar estes canais para comunicar. De facto, entre inícios de Janeiro e Março de 2013, o atleta desapareceu por completo das plataformas digitais, perdendo o “timing” para poder, através dos seus próprios canais oficiais, esclarecer os seus fãs e toda a comunidade mundial de ciclismo sobre aquilo que realmente se passava. Não teria sido melhor estabelecer um diálogo diretamente com os fãs, ser transparente e verdadeiro com quem o seguiu durante anos, tomando-o como um exemplo de vida, do que ir a um programa televisivo admitir algo que todos sabiam que acontecia (principalmente depois de antigos colegas seus de equipa o terem admitido)?

 Por último, resta perceber a importância da relevância como fator crítico fundamental para o sucesso da comunicação no social media, concretizando-o com um exemplo.

 

 

Viajamos até á Escócia, onde o clube de futebol Glasgow Rangers enfrenta o período mais negro da sua história, disputando atualmente, devido à falência decretada na época passada, a quarta divisão daquele país. Sendo o clube com mais títulos na Escócia, e estando neste momento na divisão em que estão, o mais importante é o regresso à primeira divisão. Por isso, além do embaraço de verem o seu clube na situação em que está, os adeptos resolveram manifestar há dias durante um jogo o seu desagrado com os constantes tweets de alguns jogadores, colocando uma tarja no estádio onde se podia ler “Menos tempo a twittar, mais tempo a treinar”. Eles não estão preocupados com a relevância daquilo que os atletas publicam, eles estão é preocupados com a relevância dos resultados desportivos conseguidos.

 Em suma, o que pretendo transmitir nesta reflexão é a importância de uma estratégia integrada e agregadora para o social media marketing, não nos podendo nunca esquecer que a nossa presença online é uma extensão do que fazemos no offline.

 

 

12 dicas para promover o Word-of-Mouth (Social Media Marketing)

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1. Criem conteúdo relevante, de interesse e que consiga gerar conversa…evitem o ruído. 2. Identifiquem os influenciadores e os líderes de opinião/prescritores de informação. Certamente eles irão ajudar a espalhar a mensagem junto do nosso público-alvo 3. Envolva este segmento de pessoas e criem um compromisso com eles para que participem activamente nas campanhas e acções em causa. 4. Contactem emocionalmente com a vossa audiência e identifiquem os seus objectivos para lhes conseguirem oferecer valor acrescentado, satisfazendo as suas necessidades. 5. Animem e motivem os que participam activamente na campanha de Social Media, criando círculos de influência (amigos, familiares, contactos de rede, etc.) 6. Recompensem a actividade dos líderes de opinião e dos membros mais activos (descontos, promoções, ofertas, etc..) 7. Identifiquem a acção e a mensagem que passou para o vosso público depois de contactarem com eles. 8. Mantenham-se atentos e estejam presentes em plataformas interactivas (twitter, Facebook, Digg, Tuenti, Del.ici.ous, blogosféra, etc.) para recolher feedback e para dar resposta às exigências do vosso ”target” 9. Reconheçam e agradeçam a todos os que têm ajudado, enviem mensagens personalizadas (evitem as mensagens massificadas). Procurem transmitir a importância desse envolvimento e dessa colaboração em todo o processo (distinguindo-os publicamente, por exemplo) 10. Contactem com o vosso público – alvo e criem uma comunidade à volta da tua marca, seja qual for. Cria uma “tribo”. É um processo delicado, lento e que exige bastante dedicação. 11. Sejam transparentes, conscientes, realistas e sinceros com os envolvidos no processo de comunidade. Não criem falsas expectativas. 12. Tenham muito desejo, ambição, vontade e paciência. Ao contrário do que se quer fazer parecer, uma estratégia de Social Media Marketing pode demorar a atingir resultados eficazes. Workshop sobre a matéria: Slides

Vídeo Workshop:

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