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João Guedes

João Guedes

João Guedes é gestor de páginas de facebook, e consultor nas áreas de Comunicação e Marketing.
 
Mestre em Comunicação pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, encontra-se a frequentar a Pós-Graduação em Marketing Digital no IPAM.
 
Criador da página de facebook "Com'in". Assume-se um apaixonado por Marketing e Comunicação.

 

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A moda da efemeridade

 

 

Quantas vezes já não ouviu dizer que o que está na web fica na web para sempre? E se não for bem assim?

A tendência parece ser para que cada vez mais o consumo na web seja rápido, dando lugar a conteúdos cada vez mais efémeros. Uma das razões que explica e incentiva o consumo rápido é a quantidade de informação disponível na web. Estima-se que em 2020 a quantidade de informação na web duplique a cada dois dias. Isto faz com que cada vez mais, o conteúdo seja rei. 
Quem certamente percebeu esta tendência e a necessidade de consumo de conteúdo rápido foram os criadores do Snapchat, uma app que permite enviar fotografias que apenas estão visíveis durante o máximo de 10 segundos depois de se abrir a mensagem que contém a fotografia. Aparentemente isto não teria grande interesse, mas esta app regista um crescimento internacional interessante, sobretudo nas camadas jovens entre os 13 e os 25 anos. Atualmente, o Snapchat regista já um tráfego de 400 milhões de mensagens por dia. Quem percebeu esta tendência e oportunidade foi Mark Zuckerberg que já tentou adquirir o Snapchat

E porquê?

Porque o público do Snapchat (sobretudo jovens dos 13 aos 25 anos) quer fugir das redes sociais onde se encontram os seus pais, os seus professores, os seus chefes e possíveis empregadores. E o que esta app oferece é um serviço que descompromete, porque não temos a preocupação de pensar nas consequências da fotografia que tiramos e enviamos. Hoje em dia sabemos que a privacidade é muito restrita e que necessitamos de ter muito cuidado com o que colocamos na web. O Snapchat surge neste contexto, procurando responder à necessidade de partilhar fotos e comentários sem nos preocuparmos com a posteridade da mesma, conseguindo saber ainda quando a mensagem é vista.

Mas será o Snapchat interessante para as empresas e marcas?

Sem dúvida, que para alguns negócios esta app pode integrar o plano de comunicação digital. Apesar de nos parecer pouco tempo para comunicar, 5 a 10 segundos são normalmente o tempo que se dispõe para captar a atenção do consumidor num primeiro contacto, e mais ainda este pouco tempo confere também importância e urgência à mensagem. Este canal de comunicação torna-se interessante porque pode funcionar como um teaser, ou seja podemos ir criando expectativa nos clientes sobre um novo produto, ou mostrando imagens dos bastidores de uma série, de uma novela ou de um filme.

Esta é portanto mais uma ferramenta que os marketeers têm ao dispor para manter as suas marcas no top-of-mind, e que pode ser certamente o ponto de partida para muitas vezes gerar buzz à volta de um produto ou evento, e ainda gerar mais leads nos demais canais de comunicação.

Estar ou não estar no Facebook

Esta é ainda uma questão que muitas empresas colocam quando ponderam se devem estar nas redes sociais. Parece uma pergunta simples e cuja resposta deveria também ser simples: ou estão ou não estão. E se é para estar, então que seja a sério. Porque se os seus clientes estão lá, então a marca tem necessariamente de estar e bem representada.

É precisamente neste ponto que muitas empresas falham ao pensarem que por esta plataforma de comunicação ser de registo gratuito, não obriga a nenhum tipo de investimento. E, assim neste momento temos empresas com páginas no Facebook que simplesmente não comunicam! Já se imaginou a entrar numa loja e o funcionário não o cumprimentar?! Não ficava com boa impressão, pois não?

O digital não é portanto assim tão diferente do tradicional. As pessoas continuam a exigir uma boa aparência, respostas rápidas, conteúdo relevante, e envolvimento emocional com a marca. Acha que o site da empresa é suficiente? É importante sem dúvida, mas salvo raras exceções é feita uma comunicação unidirecional (empresa-cliente), e dessa forma o cliente não é ouvido, e acredite ele tem quase sempre opiniões, sugestões, criticas… Tudo o que o cliente diz ou pensa é importante para a marca e é nesse sentido que o Facebook surge, como uma ferramenta que permite essa bi-direcionalidade comunicativa.

Se ainda tem dúvidas sobre o Facebook, mas acredita no valor da sua marca pense que ela é falada por lá, bem ou mal, e você não sabe porque não está. Mas se estivesse e falassem bem, poderia aproveitar isso em seu benefício; e se falarem mal nada mais é do que uma oportunidade para melhorar. A grande vantagem  desta era das redes sociais é precisamente a possibilidade de haver uma comunicação bidirecional da empresa para o cliente e do cliente para empresa. 

 

O marketing no Facebook é assim tão importante porquê? A plataforma de publicidade desta rede social é a ferramenta de marketing mais poderosa da atualidade, atendendo ao nº de pessoas que pode alcançar (4,5 milhões de pessoas em Portugal) e à especificidade com que o pode fazer. Publicitar no Facebook pode gerar um alcance por vezes superior à TV e à rádio, possibilitando ainda uma segmentação do público-alvo superior e a preço mais baixo do que o AdWords do Google.

Todas estas potencialidades do Facebook podem ser alcançadas e usadas em benefício da sua empresa/marca, tanto numa fase inicial do negocio, como quando o objetivo é aumentar a carteira de clientes e/ou consolidar a ligação do cliente à marca. Estes benefícios só serão contudo conseguidos se despender tempo e recursos no planeamento estratégico de marketing e comunicação que irá implementar para ter uma presença no Facebook eficiente e eficaz.

O problema é que provar que o investimento no Facebook dá lucros nem sempre é fácil, mas ainda assim é importante que ninguém tenha dúvidas do seu real potencial.

Posto tudo isto, já se perguntou: O que tem andado a fazer nas redes sociais??

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