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João Correia

João Correia

 

Especialista em Web Analytics, Search Engine Marketing e Optimização de performance.


João Correia é um profissional de Marketing Online com quase duas décadas de experiência na web. Trabalha na Califórnia, USA como Web Analytics Strategist. A sua especialidade é definir e implementar estratégias de medição da performance do marketing online orientadas ao negócio.

 

Linkedin Twitter blogger Gplus

Como ser ignorado numa Rede Social

Twitter

Twitter ... mensagens em 140 caracteres cujo contexto é maioritariamente impessoal.Cada mensagem é dirigida a quem quiser segui-lo, a não ser que seja dirigido a alguém (i.e. parte de uma conversação). A maior parte dos seguidores são desconhecidos ou pessoas com quem não temos grande intimidade.Fazendo uma analogia o Twitter é como que um mercado onde cada um apregoa a mensagem que lhe apetece.

  • Contexto principal: impessoal
  • Tipos de comunicação: frivolidades, conversas, links, notícias, auto-promoção, spam.
  • Ligação a: desconhecidos, conhecidos, colegas, amigos, público em geral

LinkedIN

Vamos olhar para o LinkedIN. O LinkedIN defini-se como "The Largest Professional Network", a maior rede social profissional. O LinkedIN foi concebido para potenciarmos a nossa rede profissional; logo o contexto é claramente profissional.

  • Contexto: profissional
  • Tipos de comunicação: CV, contactos, troca de conhecimentos, networking.
  • Ligação a: clientes, fornecedores, colegas, conhecidos do contexto profissional, alguns amigos.

 

Exemplo: Na minha timeline tenho os seguintes status updates:

São 17 updates (sem contar com updates agregados a rosa mais escuro) dos quais:

  • 7 via Twitter (a rosa)
  • 10 LinkedIN (a azul)

41% destes status updates são alimentados automaticamente via Twitter. Será que dados os diferentes contextos/objectivos/perfis de ligação deveriamos publicar a mesma mensagem nas diferentes redes sociais ? Se eu já sigo determinado utilizador no Twitter porque é que tenho de visualizar as mesmas mensagens no LinkedIN ?

A consequência

O que acontece a uma mensagem com um conteúdo desajustado do contexto onde se encontra ? No e-mail chamamos estas mensagens SPAM. No LinkedIN para cada status update temos um botão Hideque nos permite esconder todas as futuras mensagens desse utilzador. Se os seus status updates forem escondidos das timelines dos seus contactos, estes deixarão também de consultar todas as suas actualizações, vindas do Twitter ou do LinkedIN. Você é agora invisível!

Como comunicar ?

    • Não comunicar a mesma mensagem em redes sociais de contextos diferentes.
    • Abrir uma conta no Friendfeed. Este serviço agrega toda a sua actividade online (e.g. Flickr, Picasa, Twitter, Youtube, Vimeo, Blogs) num feed RSS.
    • Medir a efectividade da sua comunicação (um post sobre isto em breve!)

Friendfeed

 

Promover uma cultura de medição e performance

A cultura portuguesa está pouco orientada à medição e à performance. Alguns exemplos:

  • A falta de rigor e má gestão das finanças do Estado levou o país à beira da falência.
  • Não se conhecem os números precisos, nem existem responsáveis.
  • Gestores de empresas públicas deixaram acumular milhões de euro de passivo e continuam incólumes nos seus cargos.
  • A taxa de desemprego é 10% ou 15%? Os critérios de medição são uma “zona cinzenta” onde não há clareza nem rigor.
  • Os números das greves nunca batem certo, com sindicatos e Governo a defenderem sempre números bem diferentes.

Face a tudo isto, haverá espaço na sociedade portuguesa para uma cultura de medição orientada à performance?Por uma questão cultural o povo português parece ser portador do gene da “zona cinzenta”. No seu todo, são os portugueses os principais prejudicados por esta cultura anti-medição e anti-rigor. O resultado é a falta de responsabilização que assola todos os sectores da nossa sociedade. A “zona cinzenta” é como que um deserto onde todos vivemos, onde se aponta para o vazio e se atiram frases ao vento que o tempo se encarrega de contradizer: Portugal está em crescimento e a recuperar da crise; as finanças estão de plena saúde; o desemprego está a diminuir, etc. A realidade, essa ninguém a conhece! Pelo menos o povo que vive sob o calor abrasador do deserto e cuja prioridade é encontrar o que comer e beber nos intervalos da bola e da telenovela. Por estar ligado a um meio digital, o online, e pela minha profissão estar intimamente relacionada com a performance, custa-me ver o desaproveitamento de recursos materiais e humanos, e a falta de cultura de medição e rigor que assola a nossa sociedade. Pensando que a mudança começa em nós mesmos e nos contextos em que nos movimentamos, neste artigo sugiro algumas orientações-chave sobre como promover uma cultura de medição e melhoria contínua da performance do canal web.

Definição de objectivos e indicadores de performance (KPIs)

Ter um website orientado ao negócio pode ser mais ou menos importante consoante o negócio, em alguns casos é crítico, noutros nem por isso. Se o website da Galp estiver offline durante uma semana, isso não afectaria consideravelmente as vendas, já no caso da Pixmania, isso teria um impacto financeiro bastante real! Importa então definir objectivos e perceber a importância do website para o nosso negócio. Reflicta sobre a seguinte questão:

Se estivesse a pagar por cada visitante do seu site, que acções gostaria que essa pessoa tomasse?

Exemplo: Gostaria que os visitantes do meu website se mostrassem impressionados pelo meu portfólio e usassem o formulário de contacto ou o telefone para pedir um orçamento. Quantas acções consegue encontrar?O ideal será não pensar sobre este assunto sozinho: trabalhe com os vários departamentos da sua empresa e veja como cada um deles consegue encontrar diferentes respostas! O seu parceiro para a web irá então ajudá-lo a definir objectivos com base na identificação destas acções, sugerindo os respectivos indicadores de performance (KPIs), e apoiá-lo no desenvolvimento e implementação de uma estratégia de medição adequada.

A análise

Se o/a colocassem como operador de um ecógrafo para analisar uma familiar grávida, confiaria na sua capacidade de interpretação da ecografia? Olhar sozinho para as estatísticas, seja na forma de gráficos ou tabelas, não lhe permite retirar a mesma informação que um analista web. À semelhança da ecografia, o resultado final da análise deverá ser um documento elaborado pelo analista, onde este interpreta os KPIs e/ou outros dados do tráfego do seu website, e sugere medidas que visam a melhoria da performance orientada ao seu negócio. Na relação com o analista, é vital a troca de informação sobre as actividades do negócio pois quanto mais informação fornecer sobre as suas actividades, melhor e mais valiosa será a análise. Exemplo de uma análise

  • Apresento uma lista dos 10 piores portfólios na captação de contactos. Sugiro que sejam substituídos por outros ou as suas fotografias/textos revistos.
  • A taxa de abandono do tráfego pago está em 70% quando no tráfego natural é de 30%. As keywords/anúncios/landing pages necessitam de ser revistas com urgência.
  • Este mês existiu um grande número de páginas não encontradas para o url: http://domain1.com/campanha1 que resultaram de um anúncio de imprensa que saiu com o URL errado. Observando-se esse acréscimo logo nos primeiros dias, o problema foi corrigido fazendo um redireccionamento para o URL correcto: http://domain1.com/campanha2.

Conclusões

Definir objectivos e uma estratégia para os medir é essencial à cultura da performance. O processo de definição dos objectivos e estratégia deve iniciar-se preferencialmente na fase de projecto, antes de quaisquer gráficos ou funcionalidades. O analista web tem um papel principal no delinear da estratégia e na interpretação dos dados. A análise vai fornecer-lhe insights e recomendações que visam aumentar a performance do canal web e o valor que este acrescenta ao seu negócio. Quando foi a última vez que tomou uma acção para melhorar a performance do seu website ?

Sou Director de Marketing e tenho um novo site para adjudicar, e agora?

 Já ouviu falar de optimização para motores de pesquisa (SEO), usabilidade e acessibilidade mas na prática não sabe se a agência/parceiro que vai fazer o seu site vai ou não cumprir as boas práticas de desenvolvimento web.

Neste artigo revelo algumas orientações para que o seu próximo site cumpra os objectivos para que foi projectado.

Fazendo uma analogia, digamos que você quer construir uma casa e precisa de contratar uma construtora. O problema é que a maioria das construtoras poupa na qualidade dos materiais / boas práticas para poupar tempo, dinheiro e maximizar assim a margem de lucro. No final, a obra é entregue bonita por fora e defeituosa por dentro.

O que é que isto me afecta ?

Hoje em dia a maioria dos sites são avaliados apenas pelo seu aspecto visual. Habitualmente são negligenciadosobjectivos a cumprir, arquitectura de informação, usabilidade, acessibilidade, etc. Isto tem várias implicações no resultado final:

  • Elevada taxa de abandono (visitantes saem do site assim que entram)
  • Fraca visibilidade nos motores de pesquisa (menos visitantes)
  • Fraca performance em gerar contactos (leads)
  • Campanhas online com fraca performance (desperdício de dinheiro)

Como me posso proteger de um mau desenvolvimento web ?

Você necessita de alguém que zele pelos seus interesses. Assuma que não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar o portfolio de uma agência. A componente gráfica é um factor extremamente subjectivo e não é sinómimo de qualidade de construção.

Como numa obra em que os empreiteiros “atalham” caminho em nome de maior rendimento, a maioria das empresas de desenvolvimento não cumpre as boas práticas, a não ser que exista um agente fiscalizador.

Embora o resultado final possa parecer o mesmo com ou sem fiscalização (para olhos destreinados) a obra ficará diferente, especialmente o que não se vê (o HTML, estrutura e usabilidade no nosso caso).

Você necessita de um consultor, alguém que irá coordenar a construção do seu novo site e que deve cumprir a meu ver dois requisitos básicos:

  • Não estar ligado a qualquer empresa de desenvolvimento web.
    A fiscalização só será eficaz se não existir ligação entre a consultoria e o desenvolvimento, senão desenvolve-se um conflito de interesses do qual você irá sair prejudicado em nome de uma maior rentabilidade para a empresa de desenvolvimento.
  • Apresentar porfolio e case studies na área de consultoria web.
    Que problemas similares ao seu já foram resolvidos e qual o resultado final ?É importante que o consultor tenha vários anos de experiência e know-how técnico, pois ele será o interlocutor entre si e a empresa de desenvolvimento.O consultor web deverá possuir experiência em desenvolvimento web, caso contrário a sua capacidade de fiscalização será sériamente limitada.

O trabalho do seu consultor web

O trabalho do seu consultor web é estabelecer a ponte entre si e a empresa de desenvolvimento garantindo que as boas práticas são cumpridas e agilizando o processo (inventariação dos conteúdos necessários, requisitos legais, características técnicas, etc).

O workflow de desenvolvimento de um site

Objectivos

Para projectar um site necessitamos definir objectivos (gerar leads, divulgar produtos/serviços, venda de produtos online, etc). É importante pensar na sua estrutura de acordo com os objectivos e numa estratégia de web analytics que nos permita medir a performance do site no cumprimentos desses mesmos objectivos.

O trabalho do consultor web é perceber o seu negócio e ajudá-lo na definição desses objectivos.

Entregáveis (documentos essenciais para o desenvolvimento)

Depois dos objectivos estarem definidos é necessário reflecti-los em documentos de apoio ao desenvolvimento. Estão são essenciais para um processo “stress-free”:

  • Arquitectura de Informação
    A arquitectura de informação é como que a árvore do site. Especifica todas as páginas que irão existir e a sua hierarquia.
    É extremamente importante para o processo de navegação ser claro e intuitivo, além de ajudar na inventariação de todos os conteúdos necessários à sua construção.
  • Especificação funcional
    A especificação funcional descreve em pormenor funcionalidades específicas do site e é feita através de wireframes, um modelo funcional do site sem design.
    Pode ser mais ou menos aprofundado dependendo da complexidade do site. A especificação funcional clarifica o funcionamento do site, tornando o processo de desenvolvimento muito mais fácil.
  • Estratégia de Web Analytics
    Web Analytics é uma disciplina que analisa o comportamento dos utilizadores nos websites, por exemplo, se visitam 2 ou 20 páginas em cada visita, qual a duração média de cada visita, etc.
    Seria o equivalente a, por exemplo, num supermercado saber o tempo de permanência médio dos clientes no corredor das bolachas, os produtos mais vendidos no corredor das bolachas, o tempo de permanência no supermercado, os corredores visitados antes da caixa, etc.
    A estratégia de web analytics estabelece quais os indicadores de performance a monitorizar de acordo com os objectivos delineados no início do projecto. Quase todas as acções são passíveis de ser medidas num website.

A escolha de um gestor de conteúdos

Geralmente as empresas de desenvolvimento usam um gestor de conteúdos, sejam proprietários, comerciais ou open-source. Se o seu site requerer alguma funcionalidade específica, ela é incorporada através de módulos pré-existentes e/ou desenvolvidos à medida. O seu consultor web saberá qual o gestor mais apropriado para o seu caso.

  • Gestores de conteúdos proprietários
    Existem algumas empresas que desenvolveram o seu próprio gestor de conteúdos. Quanto a mim este tipo de solução apresenta uma grande desvantagem para si pois fica completamente dependente de um produto ao qual mais ninguém presta suporte. Não tirando o mérito a estas plataformas altamente eficientes, são exemplos as plataformas da Elemento DigitalSeara e da Mr. NET.
  • Gestores de conteúdos comerciais
    Existem gestores de conteúdos comerciais como o VignetteInterWovenStellent ou Microsoft Office Sharepoint Server. Estes estão geralmente reservamos a organizações com capacidade financeira para suportar os elevados custos de licenciamento. Existem inúmeros parceiros prontos a prestar suporte comercial.
    Este tipo de solução é preferida porque “ninguém foi despedido por comprar IBM” . Quanto a mim existem outras soluções com as mesmas capacidades e mais económicas.
  • Gestores de Conteúdos Open Source
    Os gestores de conteúdos open source são gratuitos e alguns deles superam mesmo as capacidades de gestores comerciais ou proprietários. É o caso do PloneWordPress ou Drupal. Alguns gestores de conteúdos são baseados em plataformas MVC (open source) que permitem um desenvolvimento aplicacional ultra-rápido e eficiente.
    Ao utilizar um gestor licenciado no modelo open source tem logo à partida inúmeras empresas especialistas nessa plataforma prontas a prestar-lhe todo o apoio necessário. Empresas que trabalham com soluções Open Source: RupealQuodisCorefactorLog.

Conclusões

Na escolha de um parceiro de desenvolvimento assuma que não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar o portfolio. A componente gráfica é um factor extremamente subjectivo e não é sinómimo de qualidade de construção.

Hoje em dia, a visibilidade nos motores de pesquisa, usabilidade e acessibilidade são mais importantes para a sua performance do que o aspecto gráfico.

O desenvolvimento acompanhado por um consultor web isento garante-lhe à partida mais hipóteses de ter um site que cumpra as boas práticas, o que irá traduzir-se em melhores resultados.

“Para que serve um site bonito se não aparece nos motores de pesquisa ?”

 

 

O que um director de marketing não pode ignorar sobre campanhas digitais

O que um director de Marketing não pode ignorar sobre campanhas digitais. Porque com a chamada "crise" o consumo está a cair a pique, as empresas têm um desafio pela frente: eliminar desperdícios e passar a justificar os investimentos feitos em marketing, nomeadamente em campanhas digitais.

Objectivos

Regra geral muito websites continuam a ser pensados com base no HiPPO (highest paid person’s opinion). Em empresas orientadas ao negócio isso não acontece. O website é pensado em função e com o objectivo de servir o negócio.

Para ilustrar vamos incluir um exemplo.

A Cofidis é uma empresa sem presença física, tem parceiros mas não possui lojas ou balcões. Os produtos têm de ser vendidos via Internet ou telefone, quanto mais vender pela Internet menores os custos com o call-center.

Esta é uma empresa para quem a optimização de umas décimas no online  pode ser bastante significativa ao final do mês. O objectivo do negócio da Cofidis é claro: vender crédito.

Vamos analisar como esse objectivo se reflecte no website.

Na imagem estão assinalados os elementos:

  1. Uso do Simulador/Pedido de crédito - O simulador está numa posição de destaque com três números indicando a facilidade em fazer um pedido de crédito, passos 1, 2, 3. É extremamente fácil de usar, quanto mais fácil maior a taxa de conversão.
  2. Slideshow - Destaque com imagem de um tipo de crédito + reforço da confiança. Aqui adicionam o factor humano com uma situação específica, "crédito auto" (pai e filho) e "lar e recheio" (casal), para criar empatia e envolvimento emocional com o visitante. Procuram reforçar a confiança e idoneidade da empresa com um banner da Escolha do Consumidor. De notar que toda a área é clickável e não apenas o botão Crédito Automóvel.
  3. Vários tipos de crédito - Provavelmente os mais populares e temáticos ou sazonais.

O Objectivo do site é claro. A homepage está bem concebida e claramente orientada ao objectivo do negócio.

Objectivo: Levar os visitantes a usar o simulador e fazer o pedido de crédito online.

Estratégia Web Analytics

Os objectivos estão claramente definidos. O que medir ? Aqui pode surgir um problema, a recolha de informação para produzir relatórios com informação "não actionable".

A homepage da Cofidis está a cometer esse erro, faz tracking aos clicks em inúmeros elementos.

Porque é que a informação é irrelevante ? Até poderia não ser irrelevante não estivesse o site a usar o código do tracker antigo para os links quando já estão a usar o novo tracking code do Google Analytics, ou seja, estes clicks não estão a ser registados no Google Analytics. Isto está assim à provavelmente algum tempo.

Se a informação fosse usada já alguém tinha notado. Lição a reter: não recolher informação que não vai usar.

<a onclick="pageTracker._trackEvent('LinhaCredito', 'HP-Dest-ZonProd-LC')" href="http://www.cofidis.pt/html/produto_linha_credito_cofidis.html">

Ao clicar, o link funciona mas o evento não é registado: ReferenceError: pageTracker is not defined.

O nosso objectivo de negócio é bastante claro, gerar simulações e pedidos de crédito.

Como podemos medir e usar a informação sobre o uso do website para medir e melhorar a sua performance ?

Quais são as questões às quais queremos resposta ?

Primeiro é muito importante segmentar o tráfego em cinco perfis distintos (Clientes, Parceiros, Visitantes, Leads e Visitantes+Leads)  porque cada um destes visitantes faz um uso muito diferente do website.

Se não segmentarmos o tráfego toda e qualquer análise fica comprometida.

Estes são alguns exemplos de informação "actionable" que podemos retirar de uma estratégia de Web Analytics para o perfil de Visitantes+Leads (todos os visitantes menos clientes e parceiros).

Questão 1  Quais os tipos de crédito com mais simulações/pedidos ?

Ao medir o uso do simulador/pedidos podemos adequar a oferta na homepage ou perceber quais as melhores fontes de tráfego e campanhas a gerar simulações/pedidos para determinado tipo de crédito.

Questão 2 Quanto tempo decorre e quais as fontes de tráfego envolvidas entre a primeira visita e um pedido de crédito de tipo X ?

Sabendo o tempo que decorre entre a primeira visita e uma simulação/pedido de crédito tipo X  e quais as fontes de tráfego envolvidas podemos saber mais sobre o processo de decisão para cada um dos tipos de crédito e adequar a nossa estratégia.

Questão 3 Quem são os visitantes com maior valor potencial ?

Sabendo que a empresa ganha mais dinheiro quanto maior for o valor do crédito e maior prazo, vamos poder identificar os clientes de maior valor potencial.

Imaginemos que identificámos que os visitantes que simulam 10.000 € a 84 meses para crédito do tipo Lar e Recheio são provenientes da zona do Algarve.

Dado que houve um furacão recentemente podemos reforçar as campanhas online e offline no local e a nossa rede de parceiros na região.

Questão 4 Quais são as melhores fontes para gerar pedidos de crédito que se efectivam ?

Podemos identificar o site/campanha de email marketing com melhor taxa para pedidos de crédito que realmente se efectivam e assim melhorar o ROI para as campanhas digitais.

Informações específicas que vamos recolher com recurso ao Google Analytics.

  • Tipo de visitante ( cliente, parceiro, visitante, lead (quem efectuou pedido online)).
  • Utilizador do simulador ou não ( user, non-user).
  • Tipo de crédito (auto-novo, auto-usado, outros-projectos, lar-recheio, pack-ferias, credito-consolidado ) usado na simulação.
  • O montante inserido ( 5000, 10000, 20000, etc) na simulação.
  • O prazo em meses inserido (24, 30, 36, 42, 48, etc) na simulação.
  • Acção "simulaçao" e a acção "pedido de crédito".
Com a informação recolhida poderiamos criar dashboards para o Director Financeiro, Director de Marketing e para cada um dos responsáveis de cada um dos produtos de crédito com informação de acordo com as suas funções.

Campanhas Digitais

Vou abordar apenas campanhas de search pois não encontrei nenhum anúncio de display da Cofidis. Agora que temos uma estratégia de web analytics podemos analisar a performance das campanhas digitais de search marketing em cumprir os objectivos do nosso site (negócio).

Pontos fulcrais para qualquer campanha digital de search marketing.

  • Relevância entre keywords, anúncios e landing page. A página de destino (landing page) deve estar de acordo com o contexto do anúncio e da keyword que o mostrou.
  • Saber quanto está efectivamente a pagar por click.

Relevância entre keywords, anúncios e landing page

Os principais produtos da Cofidis são:

  • Crédito automóvel
  • Crédito pessoal
  • Crédito lar e recheio
  • Crédito consolidado

Ao pesquisarmos no Google por crédito automóvel obtemos um anúncio para o crédito automóvel para uma landing page dedicada ao crédito automóvel.

Mas se pesquisarmos por crédito consolidado obtemos um anúncio para crédito automóvel e somos direccionados para uma página sobre crédito automóvel.

O mesmo acontece para a pesquisa por: crédito férias.

Um exemplo de um anúncio mostrado a uma pesquisa irrelevante para a campanha: cartão crédito xbox live.

 

O call-to-action dos anúncios também poderia ter mais referências ao simulador já que esta funcionalidade serve o principal objectivo de negócio, angariar pedidos de crédito.

Os padrões acima são indicativos de uma gestão não cuidada que acaba por afectar o bottom line. Especialmente para empresas como a Cofidis que baseiam grande parte do seu negócio no online.

Na prática quais são as consequências ?

  • Menor taxa de conversão e CTR (click through rate)
  • CPC (custo por click) mais elevados
  • Menor ROI das campanhas digitais
  • Pior posição para os anúncios (cpc mais elevado para compensar ou perca de posição)

Quanto estou efectivamente a pagar ao Google  ?

Sabe efectivamente quanto está a pagar por click ao Google ?  É indispensável obter estes dados para poder calcular o ROI das campanhas digitais. De acordo com os termos e condições do Google a conta é da sua propriedade, se não tem acesso,  deveria ter.

Deve ligar a conta de Google AdWords ao Google Analytics, o que lhe irá permitir analisar a performance das campanhas digitais em relação aos objectivos definidos para o seu site, só assim pode determinar o ROI das campanhas digitais.

Remarketing em campanhas digitais

O que é o Remarketing ? Já teve a sensação que há anúncios que o "perseguem" onde quer que vá ? aparecem em todos os sites, alguns até fora de contexto ?

Imagine que visita o site da Cofidis, seja através de um anúncio ou não.  Ao chegar ao website o seu computador é identificado como visitante do site da Cofidis. A partir daí você vai passar a encontrar anúncios da Cofidis em sites que servem anúncios da rede Google. À data deste post a homepage da Cofidis tem uma tag de remarketing na homepage, que corresponde a uma campanha, activa ou não.

Este é o exemplo que não queremos seguir.

O Remarketing deve ser pensado estratégicamente, não só para não fatigar os seus potenciais clientes como para não estar a mostrar anúncios em situações que não são relevantes.

Imaginemos se trata de um cliente da Cofidis. Porque é que este cliente há de visualizar anúncios para aderir a crédito pessoal se já é cliente de crédito pessoal ?

A estratégia de Web Analytics permitir-nos segmentar os utilizadores e fazer Remarketing em situações muito mais relevantes, passo a ilustrar com um exemplo:

Um visitante (não cliente) foi ao site e fez uma simulação de crédito automóvel. Sabendo através do histórico que o prazo máximo entre a simulação e o pedido de adesão é de 60 dias, após o qual se considera o cliente perdido, podemos mostrar a esse visitante anúncios sobre crédito automóvel durante os próximos 60 dias com um limite de x visualizações por dia.

Este seria um exemplo de uma boa utilização do Remarketing.

Conclusões

Os websites devem ser pensados de maneira a servir os negócios. É essencial definir uma estratégia de medição alinhada com o negócio e que permita à organização tomar decisões ao invés de produzir reports. Só assim podemos promover uma cultura de performance dentro da nossa organização.

Como Director de Marketing é essencial ter acesso ao custo real das campanhas digitais, este custo deve ser importado para o Google Analytics de modo a que se possa avaliar o ROI de cada campanha.

Nao possuo qualquer ligação com a Cofidis, este artigo não inclui quaisquer dados que não sejam do domínio público.

 

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