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Copywriting: Como se preparam os copywriters para o copy?

No artigo anterior "Copywriting: Mas afinal, o que faz exactamente um copywriter?"disse que o copywriter escreve o copy, mas que essa tarefa não é unicamente sentar-se e escrever escrever e escrever que nem um "maluco"!

Também, no artigo anterior lancei o desafio de se sentarem à frente do vosso computador, abrirem o vosso processador de texto, e começarem a escrever sobre qualquer assunto. É natural que fiquem um bocadinho "bloqueados" e "perdidos" sem saber exactamente como começar, especialmente se vos pedir para escrever sobre um tema que não dominam! E o mesmo acontece aos copywriters, só que nós ainda temos mais alguns desafios (e não são nada pequenos), tais como:
  • Escrever copy que "prenda" o leitor do princípio ao fim
  • Incentivar o leitor a tomar uma acção pretendida (que pode ser fazer o download de um documento, contactar a empresa, efectuar o registo na newsletter, efectuar uma compra)
  • Escrver copy para um cliente e produto/serviço que, à partida, desconhecemos

Então como é que os copywriters conseguem ultrapassar o tal "sindroma da página branca" e simultaneamente escrever copy que cumpra os objectivos descritos acima? E ainda ... ter o copy quase todo escrito, mas sem terem propriamente começado a escrevê-lo! -- mais abaixo explico melhor esta última afirmação :) A resposta é simples. É necessário que o copywriter, antes de começar a escrever a primeira letra de qualquer copy, tenha as respostas às seguintes perguntas:

  • Que informação necessito de obter antes de começar a escrever?
  • Como obter essa informação?
  • Como processar essa informação?

Nota: Nota: Vou partir do princípio que estamos a falar de copywriters freelancers, pois para os copywriters que trabalham numa agência, é natural que certos passos sejam executados pelos directores criativos (ver "Agências de Publicidade - Funções e Carreiras")

Passos que um copywriter necessita de seguir para preparar qualquer trabalho de copywriting
 

Primeiro Passo: Recolha de informação sobre a solução. Como já escrevi um artigo sobre esse tema, em vez de estar a repetir aqui tudo o que escrevi, peço-vos que consultem http://blog.mariaspinola.com/2010/04/processo-de-recolha-de-informacao-para.html no entanto nesse artigo não mencionei uma das fontes de informação mais importantes: são as entrevistas. Nota: Embora o artigo referenciado seja num contexto B2B (Business to Business) esse processo apica-se igualmente a B2C (Business to Consumer). Segundo Passo: Organizar a informação recolhida.

Cada copywriter terá a sua metrologia para organizar toda a informação recolhida de acordo com o projecto para o qual deverá efectuar o copy, e de acordo com o seu estilo pessoal de organização. Pessoalmente crio vários ficheiros, e divido toda a informação que recolhida, por "categorias". Por exemplo, para escrever o White Paper "An Essential Guide to Possibilities and Risks of Cloud Computing --- APragmatic, Effective and Hype-Free Approach For Strategic Enterprise Decision Making" criei e organizei/filtrei toda a informação que recolhi nos seguintes ficheiros:
  • Título
  • Definição
  • Problemas
  • Benefícios
  • Indicadores de Mercado
  • Considerações a ter em conta
  • Exemplos

Nota: Em futuros artigos irei indicar outras formas possíveis de organizar toda a informação recolhida, pois cada tipo de trabalho (White Paper, Case Study, artigos, newsletters, sales pages, etc,), tem a sua própria metodologia a qual ajuda, quase que "automaticamente", na definição do processo de organização. No entanto, como disse anteriormente, cada um deve definir e implementar a organização com a qual mais se identifica de modo a que não fique preso a formas/fórmulas e passe à acção. Ainda se lembram que mais acima disse o seguinte: "ter o copy quase todo escrito, mas sem terem propriamente começado a escrevê-lo"? Isso é possível através dos passos acima descritos. Mas então perguntam "No segundo passo, não foi escrito nada?". Sim, foi escrito, mas não o copy, apenas o estivemos a preparar. O copy propriamente dito ainda não começou, pois na prática ainda vamos ter de começar a escrever na tal folha em branco, mas não a partir do nada pois todo o trabalho feito até aqui pode representar, em certos casos, mais de 50% do copy que precisamos de escrever, e sobre o qual irei escrever muitos mais artigos. É é claro que para escrever este artigo, que estão a ler agora, também segui uma metodologia :) P.S.Tenho ainda muitos artigos por escrever sobre este tema, e neste artigo prometi escrever vários, mas o próximo irá ser sobre as "competências" que os copywriters devem possuir.

Maria Spinola

Engenheira de Software das Palavras.

Ajuda profissionais de Marketing a criar conteúdos eficazes- inspiram a audiência a clicar, ler, converter, partilhar e comprar.

 


Maria Spínola ajuda profissionais de Marketing a criar conteúdos eficazes --inspiram a audiência a clicar, ler, converter, partilhar e comprar.

À partida, o seu percurso académico e profissional poderá parecer estranho, mas é devido a eles que é “Engenheira de Software das Palavras”:

  • De 1988 a 1990 frequentou a Licenciatura em Psicologia (ou Engenharia Humana). O conhecimento do comportamento humano é essencial para escrever conteúdos persuasivos e emocionais que incentivam a ação.
  • Em 1991 descobriu o mundo das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Tirou um curso profissional e trabalhou durante mais de 18 anos em grandes empresas TIC. Em 1998 licenciou-se em Engenharia Informática. O conhecimento lógico e estruturado é essencial para escrever conteúdos que seguem uma ordem e estruturas que maximizam o resultado final pretendido. Nesses 18 anos, adquiriu bastante conhecimento e experiência sobre o ciclo de compras/vendas complexas empresariais – essencial para produzir conteúdos apelativos e adequados a cada uma das fases do ciclo de compra do cliente mapeados ao ciclo de venda empresarial.
  • Quando, em 2005, descobriu o Copywriting soube, imediatamente, que teria de juntar os dois universos (Engenharia Humana e Engenharia Informática) para ajudar as empresas a produzir conteúdos persuasivos e emocionais (incentivam a ação) e simultaneamente lógicos (justificam a ação).

Também possui uma pós-graduação em Marketing e Inovação para o Retalho e Distribuição. É uma profissional certificada em Inbound Marketing e em Marketing Writing.

Escreveu vários White Papers, com destaque para o "Content Marketing Mapping: O Que Necessita Saber Para Criar Conteúdos Que Vendem (B2B)".

Exerce a atividade de consultora e formadora nas áreas de Marketig Copywriting, Web Copywriting, B2B (e Social Meda) Content Marketing. É responsável, e docente, pelo módulo Web Copywriting na Pós-graduação de Marketing Digital no IPAM Lisboa.

 

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Sítio: www.mariaspinola.com

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