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Introdução ao Marketing Digital

Introdução ao Marketing DigitalA ideia deste artigo é fazer uma abordagem introdutória ao Marketing Digital. O artigo irá ser complementado com outros artigos, divididos da seguinte forma:

  1. Web 2.0
  2. Geração “proconsumer”
  3. Redes sociais e Networking
  4. Comportamento de compra e consumo via Internet
  5. Segmentação de mercados
  6. Novas formas de pensar (Marketing Mix).

A geração “y” tem uma taxa de utilização de internet, próxima dos 100%

      Cada vez mais há utilizadores de internet e quanto mais jovens são as pessoas, maior é o seu conhecimento e capacidade de adaptação a novas tecnologias.Relembro uma notícia do Publico, publicada a 16.10.2009: O número de utilizadores de Internet em Portugal Continental aumentou dez vezes nos últimos 13 anos. Em 2009, perto de 4,5 milhões de portugueses acedem regularmente à Internet, de acordo com os mais recentes dados do Bareme Internet da Marktest. Este valor é altamente significativo e não deixa dúvidas de que a internet, independentemente da indústria onde trabalhamos, deve ser uma aposta clara. O estudo refere ainda: Os 5,6 por cento de indivíduos que em 1997 acediam à Internet passaram, em 2009, para 53,9 por cento - mais 863 por cento do que então, indica o relatório. A profissão dos utilizadores é ainda marcante no acesso à Internet: entre as domésticas apenas 9,1 por cento assume aceder à Web, ao passo que entre os estudantes a percentagem aumenta para 98,5 por cento. Nota-se igualmente uma grande discrepância no que toca à idade

: 96,7 por cento dos jovens entre os 15 e 17 anos

      já não dispensa a Internet, um valor muito acima dos 7,3 por cento de idosos com mais de 64 anos que também navegam. Os dois sexos apresentam igualmente diferenças: 62,19% dos homens acede à Internet, ao passo que esse valor baixa para 46,5% junto das mulheres. Entre as regiões é onde encontramos menor heterogeneidade, embora os residentes na Grande Lisboa e no Grande Porto apresentem taxas superiores de utilização de Internet: 63,0 por cento e 60,8 por cento, respectivamente. Não tenhamos dúvidas que os “novos clientes” já estão pela internet à procura de informação. Será através da internet que vão ser influenciados iniciando o seu processo de decisão de compra (que falaremos noutro artigo)

Internet e Web são a mesma coisa?

      Para começar a falar sobre este assunto, convém perceber um pouco alguns conceitos que por vezes se misturam. Recorremos ao livro de

Filipe Carrera

      -

Marketing digital na versão web 2.0

      para encontrar algumas definições. É  preciso clarificar que Internet é diferente de Web (World Wide Web, que em português significa "Rede de alcance mundial"), ou seja, de uma forma simplista, podemos assumir que a Web é uma ferramenta da Internet. Para além da Web, a Internet tem outras ferramentas, como por exemplo o correio electrónico e os chats (messenger, skype, etc.). É de facto extraordinário tentar perceber todas estas definições que se interligam, mas não é esse o motivo para que serve este artigo. Aqui procuro dar uma visão que, ao contrário do que se possa pensar, adapta-se à nossa Indústria, a Indústria Farmacêutica. Nos dias de hoje, é indispensável que os Marketeers e Gestores olhem para a Internet como uma ferramenta única, que merece uma análise individual e particular, tem variáveis próprias que têm e devem ser analisadas. Toda a estratégia deve passar pelo mundo Digital, mesmo que seja apenas numa perspectiva Institucional. É essencial que as empresas e o Marketing se adaptem à nova realidade, estruturando os seus recursos, procurando tirar o maior partido deste mercado. É importante que haja uma estratégia clara, que integre o Marketing Tradicional com o Marketing Digital, porque a Internet veio para ficar e está em forte crescimento.

Web 2.0 e a geração PROCONSUMER

      A “nova” Web, chamada de Web 2.0, veio impulsionar a geração

proconsumer

      (produtor + consumidor), a geração que para além de se servir da Internet para recolher informação, também a partilha, entrando numa óptica de produtor/consumidor de conteúdos e informação. Criámos um quadro para exemplificar melhor as alterações da antiga Web (designada por web 1.0) para a recente Web 2.0.
Web 1.0 Web 2.0
Eu publico, tu lês Nos publicamos, nós lemos
Eu forneço Nós partilhamos
Era da Produção Era da colaboração
Webpage, site Wiki, Blog, CMS (Content Management Systems), LMS (Learning Management Systems)
Sociedade da Informação Sociedade do conhecimento

Fonte: Marketing Digital na versão 2.0

        A mobilidade causada pelo

gadgets

      (dispositivos electrónicos portáteis), e pelo forte aumento da velocidade de banda larga, tem vindo a aumentar a interacção na Internet e permitiu que cada vez mais se partilhassem conteúdos e informação. Actualmente, em qualquer lado do mundo, uma pessoa pode aceder à Internet, partilhando ou recolhendo informação em tempo real. Aguarde pelo próximo artigo, onde aprofundarei o tema

WEB 2.0 (fazendo referência à web 3.0)

Paulo Morais

É atualmente responsável pela Follow Reference: Digital Health & E-business, onde tem desenvolvido grande parte do seu trabalho colaborando com Marcas de referência.

Mestre em Gestão de Marketing e pós-graduado em Direção de Marketing e Vendas pelo ISCTE.

Coordenador da Pós Graduação em Marketing Digital e Ebusiness da ANJE/UMINHOEXEC, docente na Pós-graduação em Marketing Digital e Comércio Eletrónico do ISVOUGA e Docente na Pós Graduação em Gestão de Marketing do IPAM.

Defende que só é possível acompanhar a dinâmica dos mercados se estivermos constantemente em “modo de partilha” razão pela qual criou o Marketing Portugal, um espaço de referência para partilha de conhecimento e debate de ideias sobre Marketing.

 

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