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Quem deve gerir as redes sociais da sua empresa?

 

Deverão as empresas fazer o outsourcing da gestão das suas redes sociais? Prós e contras de cada decisão..

Não é novidade para nós, profissionais de marketing, que há muito que o Facebook se tornou a rede social de eleição por grande parte do mundo.

Existem cerca de mil milhões de utilizadores ativos em todo o mundo, sendo esta a rede social mais popular na maioria dos países, como poderemos verificar na imagem abaixo demonstrada:

 

 

Segundo o Sociabakers, existem mais de 4,5 milhões de utilizadores desta rede social em Portugal. Na prática, este valor corresponde a 85,9% de taxa de penetração da população online Portuguesa.

A Netsonda, uma das primeiras empresas nos nosso país a operar na área de estudos de mercado através de plataformas tecnológicas, realizou recentemente um estudo onde  apurou que as marcas atraem cerca de 67% dos utilizadores entre os inquiridos e, segundo o mesmo «41% dos inquiridos admite que depois de ter passado a seguir marcas no Facebook, a sua opinião/impressão sobre as mesmas melhorou».

Devido a estes fatores existe, durante os dias de hoje, uma preocupação crescente de muitos marketeers em integrar esta, e outras redes sociais, parte integrante na sua estratégia de comunicação.

Saber que a marca tem obrigatoriamente de estar presente junto dos seus consumidores é um dado adquirido pelos profissionais de marketing, mas quando toca ao “como o fazer?” as opiniões são divergentes: Segundo muitos profissionais, estes não sabem como o utilizar na implementação da sua estratégia.

Talvez por esta razão muitas marcas recorram a agências externas para fazer o outsourcing da gestão das suas redes sociais.

 

Comecemos pelas vantagens que poderá obter ao subcontratar alguém para essa função:

  • Equipa disponível 24h, 7 dias por semana, independentemente do fluxo de trabalho que a sua empresa possa ter;
  • Equipa (teoricamente) experiente, caso seja hábito trabalhar com marcas em gestão de redes sociais;
  • Sabem exatamente o que fazer e como fazer para que exista um maior engajamento por parte dos seus seguidores.

 

Por fim, a razão pela qual deverá ser a própria empresa a fazer a gestão da sua rede social:

  • Não existe ninguém que conheça tão bem a empresa como a sua equipa. Este é um facto;
  • Por melhores profissionais que possa contratar para a gestão das suas redes sociais, ninguém sente a marca como eles próprios;
  • Muitos consumidores utilizam as redes sociais como um serviço de apoio ao cliente. Fazer questões e reclamações é uma das atividades que os consumidores mais fazem. Responder de forma errada por parte de uma pessoa que não siga a filosofia da empresa poderá ter consequências devastadoras para a mesma.
  • É arriscado fazer o outsourcing quando é a imagem da sua empresa que está em jogo;
  • É mais económico se for alguém internamente a fazer a gestão das redes sociais.

 

Depois do que foi descrito, deverão as empresas fazer o outsourcing da gestão das suas redes sociais? Como em todo o outsourcing, a resposta é: depende. Qual é o tamanho do negócio? Existe na equipa alguém com competências necessárias para gerir redes sociais? Deseja apostar em formação ou delegar essa função a alguém externo à empresa?

A realidade é que o que dantes era feito através de outsourcing por muitas empresas é agora feito internamente pelas próprias. É o caso da Nike, empresa de materiais desportivos que dispensa apresentações. Recentemente a Nike retirou a gestão das suas redes socias de agências como AKQA, Wieden & Kennedy, Mindshare e a R/GA para ela própria conhecer melhor os seus seguidores e sentir-se mais próxima dos mesmos[1].

Será o outsourcing a estratégia mais correta para a sua empresa? Cabe ao leitor decidir se é mais vantajoso ou não para a mesma. Como em todas as decisões que possa fazer, existirão sempre prós e contras na decisão que possa tomar.

 


[1] MarketingWeek - Nike takes social media in-house – Visitado a 10.01.2013.

 

Bruno Futre

Licenciado em Gestão de Marketing pelo Instituto Português de Administração (IPAM) de Lisboa.


Apaixonado pela área onde trabalha, procura constantemente novos conhecimentos, competências e desafios. Gestor de marketing numa empresa ligada ao ramo da saúde.

Consultor de marketing e marketing digital em regime de freelancer.

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