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Redes Sociais - Um fenómeno das Sociedades Actuais

Se o Facebook fosse um país, os seus cerca de 400 milhões de "habitantes" fariam dele um dos países mais povoados do mundo. O Twitter (criado em 2006) com os seus 105 milhões de utilizadores equivaleria quase a um Japão virtual. Tudo isto em poucos anos e sem sabermos “onde vai parar”. Subitamente as Redes Sociais adquiriram uma quase dimensão planetária, transformando comportamentos, hábitos e consumos. De repente podemos ter 200/300 (supostos) “amigos” e partilhar informação livremente (e ao segundo). No entanto, é urgente ter consciência daquilo que partilhamos (e com quem partilhamos) e das mensagens e imagem que de nós passamos. Expor orgulhosamente fotografias dos nossos filhos “ao mundo”, dizer que somos “anti-isto” ou “anti-aquilo”, que estamos de férias (portanto podem-nos assaltar a casa à vontade) pode ter consequências a evitar. E, se tiver o seu patrão como “amigo”, lembre-se que ele poderá saber de tudo… Há estudos que referem que se passa hoje mais tempo nas Redes Sociais do que a consultar, por exemplo, o correio electrónico. Apesar das Redes Sociais – nomeadamente o Facebook – terem sido criadas a pensar na pessoa como individuo, as empresas cada vez mais têm que estar atentas a este fenómeno, e tirar partido das suas potencialidades para comunicar com os clientes. Como em todos os canais, físicos ou digitais, de nada adianta uma empresa “estar” numa rede social se não gerar e disponibilizar informação relevante, de qualidade, consistente com a imagem da empresa e que produza um efeito positivo junto do seu público-alvo. É pois importante que as empresas tenham noção que algo de novo se está a passar e, embora com a cautela que deve caracterizar estes tempos conturbados, não percam mais este “comboio”. TENDÊNCIASUma das maiores dificuldades é saber até que ponto esta desenfreada adesão às Redes Sociais não sofrerá do Síndrome da Bolha que afectou muitas startups tecnológicas em finais da década de 90. Outra questão importante é determinar o ROI (Return of Investment). No entanto, com o que existe hoje, é possível antever algumas tendências:

  • Perfil único: os utilizadores tenderão a exigir um único perfil que será transversal a todas as Redes Sociais.
  • Modelo de Negócio: as acções de Marketing serão valorizadas de acordo com a influência social dos utilizadores. Haverá assim uma disputa entre Redes Sociais para se conseguir ter os utilizadores com maior influência. Cada um de nós terá o seu próprio CPC (Cost per Click).
  • Centralização de Gestão: ferramentas específicas irão aparecer permitindo optimizar a gestão das relações e da comunicação. As ferramentas de correio electrónico e web introduzirão funcionalidades para os utilizadores estarem informados da actividade social da sua rede de contactos.
  • Semântica: os utilizadores irão ter experiências cada vez mais interactivas e ricas. No futuro, as aplicações passarão a interagir entre si, criando espaços mais transparentes e adaptados a cada um de nós.

 

Artigo escrito por: Carlos Lopes

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