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Serão as suas Redes Sociais um espelho de si próprio?

A aparição das Redes Socais veio a alterar os paradigmas de comportamento das pessoas, o que obrigou as marcas a reconsiderarem as suas estratégias de comunicação e marketing, fazendo-as direcionar investimentos para estas redes, não só pelo seu poder de alcance, como também pelo elevado tempo que os consumidores passam nas mesmas.

No entanto, numa perspetiva de socialização, é certo que as redes sociais modificaram em muito a forma de estar das pessoas na WEB. Nunca até então o ser humano teve tanta necessidade de partilhar com o mundo onde está, com quem está, o que está a fazer, o que está a pensar ou como se sente. Desde as selfies, aos desabafos, às opiniões, o ser humano expõe nas Redes Sociais muito daquilo que é o seu dia-a-dia, as ideologias que defende, a sua opinião em relação a determinados assuntos que marcam a atualidade, ao ponto de até mesmo alguns traços da sua personalidade poderem ser evidenciados.

Nos últimos tempos temos assistido a vários episódios de diversos colaboradores que foram despedidos por tecerem comentários depreciativos acerca da empresa para a qual colaboram. Em Portugal, no final do ano de 2013, foi proclamada pela primeira vez uma sentença sobre um trabalhador que foi despedido por justa causa por ter proferido comentários ofensivos na rede social Facebook acerca da empresa para a qual trabalhava, tendo o Tribunal dado razão à entidade empregadora, no âmbito da impugnação que o trabalhador apresentou após o seu despedimento.

No que toca a processos de recrutamento e seleção de colaboradores para empresas, existem já diversas entidades que para além de analisarem os CV's que recebem, hoje em dia procuram analisar a atividade social de um potencial colaborador nas Redes Sociais em que está presente, tentando conhecer melhor o candidato mediante os hábitos quotidianos que este partilha, o padrão de conteúdos que publica, o género de linguagem que utiliza, com o intuito de compreender de que forma o seu perfil encaixa no perfil de colaborador que procuram e que a empresa necessita.

O que é certo é que numa rede social não estamos sozinhos. Existem muitos olhares sobre nós, sobre as nossas opiniões, sobre o que fazemos, sobre o que partilhamos. E quando partilhamos algo nas redes sociais, partilhamos para alguém. Alguém que nos segue e que ao analisar esse conteúdo, de forma voluntária ou involuntária, poderá criar uma perceção sobre nós. As Redes Sociais podem revelar-se autênticas ferramentas de promoção pessoal, como podem ser desastrosas no que toca à transmissão de uma perceção errada sobre nós, ou até mesmo no que toca à transmissão de traços que corresponderão ou não à realidade, e que não pretendemos difundir para quem nos segue, dado que estes poderão trazer-nos consequências desagradáveis, a nível social, familiar ou profissional.

Mas serão mesmo as redes sociais espelhos de nós próprios? Creio que a resposta está na forma como as utilizamos. Tudo o que pretendemos transmitir ou dar a conhecer sobre nós está muito dependente da forma como utilizamos as redes sociais. É certo que cada indivíduo é livre para utilizar as redes sociais em que está presente da forma como entende, no entanto, nos dias de hoje, a sua gestão equilibrada nunca foi tão crucial.

 

 

Rui Pinto

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Mestre em Relações Públicas e Publicidade pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Pós-Graduado/Executive Master em Marketing Management pelo IPAM-Porto.

Atualmente é Técnico de Comunicação & Marketing na Direção Corporativa de Pessoas, Marca e Comunicação do Grupo Salvador Caetano, exercendo funções no âmbito das Empresas da Salvador Caetano Indústria e Responsabilidade Social Corporativa.

É formador certificado pelo IEFP, com especialidade nas áreas de Comunicação e Gestão de Marketing.

 
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