AUTENTICAR

Comunicação p´ra que te quero...

De um lado temos um fenómeno crescente de adesão, interactividade, partilha e tempo gasto no mundo online, que tem despertado a curiosidade e o interesse de muitas marcas e entidades, pelo seu potencial de contacto com os consumidores. Do outro lado temos um sector vital para o crescimento da sociedade – o Ensino Superior e as suas Instituições – mas que enfrenta enormes problemas de sustentabilidade, quer pela sua frágil capacidade financeira, quer pela insuficiente captação de alunos. Relação entre novos media e ensino superior Ao nos debruçarmos sobre estas duas realidades, procuramos entender porque podem estes novos serviços representar uma oportunidade de marketing e comunicação para as Instituições de Ensino Superior. Com base na figura 1 verifica-se que os estudantes-alvo das Instituições de Ensino Superior são também os principais utilizadores da Internet – jovens entre os 15 e 17 92%), 18 e 24 anos (89,7%anos ).

 

 

(Imagem1__

Figura 1. Utilizadores da Internet – 2007 (www.marktest.com) A utilização da Internet pelos jovens é francamente maior em comparação com o conjunto de todos os utilizadores. Em 2006 (ver figura 2) foram 848 mil os jovens entre os 15 e os 24 anos que navegaram na Internet a partir de suas casas. Durante o mesmo período, estes jovens visualizaram um total de quase 15 mil milhões de páginas, uma média de 17 647, 135 horas e 46 minutos por utilizador. Imagem2___

Figura 2. Ranking de domínios e páginas visitadas por jovens entre os 15 e 24 anos (www.marktest.com) Estes resultados apresentam vários novos media nos primeiros lugares, o que confirma a proximidade destes indivíduos com estes serviços. Para Antunes (2008, p. 3) parece que “para esta geração o contacto físico não tem a mesma importância que para as gerações mais velhas. Rapidamente trocam uma conversa de café por horas num chat, diante do computador”. Dionísio et al. (2009, p. 35) descrevem os jovens desta geração como: “indivíduos que têm à sua disposição um conjunto de recursos que lhes permite estar permanentemente em contacto com tudo e com todos, que lhes dá uma visão global do mundo, um mundo sem distâncias e onde as barreiras linguísticas são cada vez menores, onde a máxima "anytime, anywhere, anything" faz parte da sua realidade diária”. Outros estudos apontam ainda a Internet e os contactos pessoais como as principais fontes de informação dos jovens (Torres, 2004 e Magalhães, 2009) tendo inclusive uma forte influência nas suas decisões (Dionísio et al., 2009; Tapscott, 2008).

Como se caracterizam e diferenciam os media sociais Para entendermos com clareza como explorar os novos media é fundamental caracterizar a sua natureza e funcionamento. Para Hartley (2004) media são qualquer meio pelo qual possam ser transmitidas mensagens (p. 168), pelo que a televisão, a Internet, os telemóveis, o cinema e um concerto podem ser identificados como tal. Os media sociais são serviços alojados na Internet que permitem, a qualquer utilizador, produzir, distribuir e consumir informação, num ambiente onde a transmissão de mensagens pode realizar-se em grande escala, sem qualquer controlo e reduzidos custos associados a essas actividades. Ao contrário dos tradicionais órgãos de comunicação social os media sociais não são controlados por nenhuma pessoa ou entidade e são os utilizadores que, efectivamente, decidem o que querem ver e difundir entre as suas redes de “amigos”. Reuben (2008, p. 1) considera que “os media sociais estão a redefinir como nós nos relacionamos uns com os outros enquanto humanos e enquanto humanos como nos relacionamos com as organizações que nos servem”1.

A televisão, a imprensa e a rádio são meios com características muito distintas mas todos percebidos como media tradicionais. Com base num dos mais importantes princípios do marketing – a identificação do benefício que cada serviço gera para o utilizador – podemos considerar que os media sociais também se apresentam de forma diferenciada entre si. Plataformas de publicação Estas plataformas satisfazem a necessidade de expressão – escrevo logo existo – que está relacionada com a necessidade de expor ideias e convicções com os outros. Permitem a interacção com os utilizadores, pela forma de comentários e de outras aplicações instaladas (sondagens, votações, visualizações) que indicam aos autores o interesse dos seus leitores nos artigos que escrevem. Identificar e acompanhar plataformas com relevância para a Instituição e contribuir para o desenvolvimento dos conteúdos dos autores mais influentes, é um trabalho de assessoria completo e moderno. Plataformas de discussão Estas plataformas, também associadas ao conceito de fórum, permitem o debate e a troca de ideias, com base em perguntas e respostas entre os utilizadores, numa praça pública virtual.

São inúmeras as plataformas que os estudantes utilizam para obter mais informações sobre determinado curso e/ou escola. Essas informações são normalmente fornecidas pelos actuais alunos desses cursos e instituições. Oportunidades que, aproveitadas pelas instituições, podem potenciar o contacto entre as duas partes, recolher as principais questões e dúvidas dos alunos aquando do acesso ao ensino superior e, como tal, melhorar os outros materiais informativos on-line e off-line. Plataformas de partilha O desejo de partilha é uma das principais motivações que explica a atractividade às plataformas de media sociais. Podem ser publicados e partilhados todo o tipo de ficheiros, como vídeos e imagens.

O conceito de partilha destas plataformas é de tal forma profundo que transcende o espaço “físico” da própria plataforma, uma vez que comungam, na sua maioria, da possibilidade de facultar, a todos os utilizadores, a possibilidade de publicar esses elementos noutros lugares da web. Estas plataformas são excelentes oportunidades para responder a vários constrangimentos de um serviço que, não sendo palpável tem a dificuldade de materializar a sua proposta de valor. Assim é mais fácil atribuir uma forma tangível à instituição, através de vídeos sobre as instalações, exemplos de aulas, de eventos e vida académica, testemunhos de alunos e professores, etc. Plataformas de relacionamento A oportunidade de conhecer outras pessoas ou reforçar relações já existentes (familiares, amigos, colegas) é ampliada pelas plataformas de relacionamento.

Os utilizadores criam um perfil mais completo, dando a conhecer as suas preferências (livros, programas de televisão, música, cinema), habilitações académicas, experiência profissional, etc. Estas plataformas são enormes fontes de pesquisa de informação sobre comportamentos, valores e estilos de vida – atributos essenciais para a melhor compreensão das necessidades dos estudantes. Porque representam também bons veículos de informação, pretende-se que as Instituições sejam capazes de criar perfis atractivos e actualizados, condições sine qua non para o sucesso neste ambiente. Plataformas de agregação de conteúdos Apesar dos motores de pesquisa utilizarem critérios próprios para apresentar os resultados procurados (em forma de listas e organizados por ordem de relevância), estes resultados podem ser influenciados, quando conhecidos alguns princípios – optimização de sites (search engine optimization – SEO).

Já a utilidade das plataformas de  social bookmarking está na possibilidade de um utilizador poder agregar, num só local, e sob a sua própria taxonomia, informação do seu interesse. Por outro lado, pode ainda aceder aos favoritos de outros utilizadores e encontrar os conteúdos mais “populares” de cada tema – cenário muito relevante para o gabinete de informação de qualquer Instituição que pode aumentar o interesse e o acesso aos conteúdos que produz.

 

Nota 1 - Tradução aplicada a Social media is redefining how we relate to each other as humans and how we as humans relate to the organizations that serve us. Referencias Bibliográficas Antunes, José (2008), Mundos virtuais, Porto Editora Dionísio, Pedro et al. (2009), b-Mercator, Dom Quixote Hartley, John (2004), Comunicação, estudos culturais e media, Quimera Magalhães, António et al. (2009), Avaliação nacional da satisfação dos estudantes do ensino superior, Centro de Investigação de Políticas de Ensino Superior Reuben, Rachel (2008), The use of social media in higher education for marketing and communications: a guide for professionals in higher education http://doteduguru.com/wp-content/uploads/2008/08/social-media-in-higher-education.pdf [consultado em Agosto, 2009] Tapscott, Don e Williams, Anthony (2008), Wikinomics, QUIDNOVI Torres, Maria (2004), Função do marketing em instituições de ensino superior, Dissertação de Mestrado, Universidade do Minho.

 

Artigo escrito por: Paulo Taveira

Planeie a sua presença Online

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A presença online, não corresponde só à presença nas redes sociais, mas sendo estas  "plataformas", das mais dinâmicas neste mercado, vamos tentar centrar-nos nesta matéria e planear a nossa presença online, nas redes sociais. A metodologia apresentada neste artigo, poderá servir para qualquer “plataforma”, o procedimento é o mesmo e todas as etapas aqui apresentadas podem ser “moldadas” para os diversos tipos de solução online. Quase diariamente surgem novas redes sociais e novas ferramentas para dinamizarmos a nossa rede de contactos.

Com este artigo pretendo demonstrar que para tirar partido de todo este universo, é preciso utilizar uma metodologia, por mais simples que seja, para planearmos a nossa presença online. Existem inúmeras formas de planear, talvez tantas como o número de redes sociais disponíveis, por isso tenham este exemplo como uma solução, simples, para porem em prática o vosso “plano”. É importante ainda referir que este tipo de “plano” pode ser feito a título individual, para proveito pessoal, ou a título empresarial, tendo em conta os objectivos propostos pela empresa. Nas empresas e sem me alongar muito nesta introdução, relembro que um plano de Marketing deve ser desenvolvido em 2 fases (estratégica – médio e longo prazo e operacional – curto prazo). Seguramente, devido à evolução destas redes, devemos enquadrar este planeamento no curto prazo, numa vertente mais operacional, ou seja, se estamos a desenvolver um plano de presença online, para uma empresa, devemos ter a noção clara de que este plano, a curto prazo, deve ter como finalidade, contribuir para a estratégia de médio e longo prazo. A presença nas redes sociais deve ser utilizada para atingir uma finalidade clara, seja para as empresas, seja a título individual. Todos nós temos que estar consciencializados que não estamos sozinhos na “rede”, é preciso termos a noção de que uma “presença” descuidada, poderá trazer consequências desagradáveis. Por exemplo; Um estudante que não tem propriamente objectivos profissionais na “mira” da sua presença online e gosta de partilhar momentos de diversão, por vezes em excesso, deve ter a noção que um dia quando estiver numa fase de recrutamento para uma empresa, toda esta informação está livre e pode ser consultada pela empresa. Se a empresa recolher informação que não lhe agrade, todo o processo de recrutamento pode ser posto em causa. Quando refiro que devemos planear a nossa presença online, não estou propriamente a dizer que devemos fazer um plano, de 100 páginas. Se não quisermos fazer um planeamento exaustivo, basta tirar umas notas e pensar em cada etapa da estrutura que irei referir a seguir. Mesmo sem aprofundar muito, esta linha de raciocínio obriga-nos a pensar e a tomar medidas para o que queremos, não só hoje, mas também no futuro. No mínimo, recomendo que, os objectivos sejam escritos, para poderem ser acompanhados.

 

 

Plano Redes sociais

Neste esquema, abordamos, de forma simplista, todas as etapas a ter em conta no planeamento de Marketing. Na presença online, todos estes campos poderão e deverão ser analisados, embora com uma finalidade diferente daquela que por vezes utilizamos nos planos de Marketing. Não devemos ser demasiado exaustivos na análise, até porque este mercado é muito dinâmico e temos que estar sempre atentos. Quando analisamos cada rede social, temos que ter noção que na semana a seguir tudo pode estar diferente. É importante termos a capacidade de acompanhar as redes que consideramos indispensáveis, cruzando diversas variáveis (nº de utilizadores, taxa de crescimento, dinâmica da rede, adesão dos nossos pares ou clientes, etc.) O planeamento da nossa presença online deve então passar por 5 etapas:

1. Análise de diagnóstico: Se estivermos a preparar a presença online para "fins" profissionais, está etapa é crucial. Temos que saber responder a questões como;

  • Que redes e ferramentas para gerir as redes existem no mercado?
  • Quais as principais funções que cada rede disponibiliza?
  • Onde estão os meus concorrentes/clientes/pares/amigos?
  • Quais os indicadores dessas redes? (taxa de crescimento, traffic rank, nº de utilizadores, impacto na sociedade, etc.)
  • Qual o “target” de cada rede?
  • Regras e restrições na utilização das redes?
  • Como se comportam os utilizadores de cada rede?
  • O que diferente a rede X da rede Y?
  • Que recursos preciso para gerir todas as redes?
  • Tem custos?
  • Em que língua está a rede social? (domino o idioma? É nesta língua que quero comunicar com os meus clientes/pares/amigos?)
  • Tenho tempo para gerir muitas redes e muitos contactos? Que soluções tenho?
  • Quais os meus “pontos fortes” e “pontos fracos”? De que forma posso trazer valor acrescentado à rede?

Se pretendermos podemos criar uma “matriz” para analisarmos cada rede social, esta rede social irá dar-nos o “panorama” geral.

2. Objectivos Esta é obviamente uma fase crucial do plano. Estes objectivos surgem depois de um bom diagnóstico de situação. Devem ser objectivos mensuráveis, realistas e ambiciosos. É importante definir muito bem os objectivos da nossa presença online, respondendo a uma questão indispensável – para que quero estar online? Seguem algumas sugestões de objectivos na presença online;

  • Quero aumentar a minha visibilidade junto dos meus pares;
  • Quero aumentar a notoriedade da minha empresa;
  • Quero aumentar o “buzz” sobre o meu produto;
  • Quero avaliar a aceitação a um novo produto, a uma nova ideia;
  • Quero comunicar um produto/serviço;
  • Quero aumentar as minhas vendas
  • Quero aumentar a minha rede de parceiros;
  • Quero angariar mais clientes;
  • Quero fazer amigos;
  • Quero ser identificado como um especialista;
  • Quero recrutar profissionais
  • Quero encontrar emprego
  • Quero dar visibilidade a um projecto.

Os objectivos são infinitos e variam de pessoa para pessoa, de empresa para empresa, mas devemos ser exigentes nessa fase e ir ao pormenor das questões. É importante ainda quantificar os objectivos para cada rede. Por exemplo; Tenho uma serie de artigos que considero importantes de partilhar e quero aumentar a sua visibilidade. Para isso quero ter pelo menos 200 cliques no facebook, 100 no linkedin e 20 RT´s no Twitter.

3. Opções estratégicasEstas opções, para além de nos permitir “filtrar” as redes sociais em que queremos marcar presença, vão nos permitir diferenciar e sermos identificados pelo nosso “alvo”.

  • Segmentação

Para atingir os nossos objectivos, qual é o “taget” que me interessa? Cruzando a resposta a esta pergunta com a análise de diagnostico, vamos perceber rapidamente onde está o “target” que definimos ser importante para nós. Por exemplo; O meu objectivo é aumentar a minha rede de parceiros profissionais. Respondendo à questão de quem é o meu “target”, percebo que o meu “target”, são profissionais de Marketing com experiência na área. Ao recorrer à minha análise de diagnóstico, poderei verificar que, por exemplo, o Linkedin é, provavelmente, uma rede social em que tenho que trabalhar a minha presença online.

  • Posicionamento

O posicionamento é aquilo que nos vai diferenciar da concorrência e é a forma como vamos ser identificados pela nossa rede. Por exemplo; Recorrendo ao exemplo anterior, quisemos aumentar a nossa rede de parceiros profissionais, mas para isso quero que eles me vejam como uma empresa especialista em Marketing, para terem interesse em estabelecer a dita parceria. Se eu quero ser visto com um especialista em Marketing, ou a minha empresa quer ser vista como tal, não vou estar a escrever, por exemplo, artigos de arte. E importante que o posicionamento pretendido seja o posicionamento percebido e para tal não podemos “confundir” a nossa rede.

4. Marketing – MixEstas variáveis operacionais (curto prazo), são aquelas que nos permitem atingir os objectivos estratégicos numa empresa (longo prazo). Recorrendo aos tradicionais 4 P´s do Marketing, estas variáveis são;

  • Produto (product)
  • Preço (price)
  • Distribuição (place)
  • Comunicação (promotion)

No planeamento da presença online, também temos estas variáveis, embora adaptadas ao plano em questão. Produto – O que vamos “vender” no mundo online? Que produtos temos?. É importante referir que nos próprios podemos ser trabalhados como um produto. Se eu quiser aumentar a minha visibilidade e ser reconhecido como um especialista, tenho que analisar o “produto” que tenho para partilhar com os meus contactos, com a minha rede. Preço – Aqui analisamos o preço. Quanto vale cada produto meu? Posso desenvolver uma estratégia de “pricing” para as redes sociais? Qual? Distribuição – Onde vou distribuir o meu produto? Em que redes faz sentido? (por exemplo, numa empresa posso ter um conjunto de produtos, com diversos preços. Quando distribuímos o produto nas redes, temos que conseguir perceber se os utilizadores da rede terão algum interesse neste nosso produto. Se tivermos um relógio de 5.000 euros para vender, possivelmente será ineficaz distribui-lo numa rede social, maioritariamente, constituída por jovens estudantes). Comunicação – Como vai comunicar? Que mensagem quero passar? Qual o “alvo” para cada mensagem? Devo adaptar uma mensagem a cada rede? Como? Que tipo de “linguagem” devo usar? (por exemplo, para uma rede social constituída, maioritariamente, por adultos, profissionais, deveremos utilizar um tipo de comunicação diferente, do que para uma rede, maioritariamente, constituída por jovens estudantes). Devemos sempre procurar comunicar aquilo que se traduza em valor acrescentado para o utilizador de cada rede.

5. Plano de acções Para acabar o plano, devemos definir algumas acções para a nossa presença online. Há varias formas de o fazer e obviamente que as acções depende daquilo que queremos fazer na nossa presença. Entenda-se acção, tudo aquilo que poderemos fazer para dinamizar e rentabilizar a nossa presença online, desde o contacto com a nossa rede, actualização de perfil, inserção de uma mensagem publicitária paga numa das redes, publicação de um artigo, até à simples mensagem na “wall”. Cada acção deve ser definida, tendo em conta os objectivos definidos, o “target” escolhido e o posicionamento pretendido. Procurem que o plano de acções seja o mais completo possível. Que tenha datas, objectivos, alvos, mensagem a transmitir e um plano de contingência (que servirá para prevenir alguns imprevistos que nos desviem dos objectivos).

Por exemplo; Objectivo – Aumentar a visibilidade pessoal e ser visto como especialista de Marketing Alvo – Profissionais de Marketing e estudante Mensagem – Acompanhem o meu trabalho! Acção – Elaboração de um artigo especializado, sobre Marketing. Data – 31/03/2010 Objectivo da acção – 120 cliques na rede A, 200 na rede B, 300 na rede C. Plano de contingência – Se no dia 20/03 estiver longe dos objectivos, reforço a divulgação nas redes com menos cliques. Envio mensagens personalizadas para os membros que poderão divulgar o meu artigo e promovo o BUZZ através de publicidade na rede Z. Para finalizar, faço referência a mais um ponto indispensável a ter em conta que considero fazer parte da execução do plano e não do plano em si – Controlo, Avaliação e Actualização.

Um plano de pouco serve se não for controlado, avaliado e actualizado. Como referi anteriormente o mercado das redes sociais é muito dinâmico e está em constante actualização, é importante mantermo-nos em alerta e periodicamente voltarmos a fazer o diagnóstico da situação, reformulando tudo o que for “afectado”. Por exemplo; Se surgir uma nova rede social, que “reúna” utilizadores com o perfil que procuramos, temos obrigatoriamente estar presentes nesta rede e reformular o plano com esta nova “aposta”.Para além da actualização é indispensável que haja um controlo, efectivo, dos resultados para que possamos avaliar a eficácia da estratégia “desenhada”. Só assim conseguimos perceber se estamos a atingir os objectivos, ou, o que podemos fazer para os atingir de forma mais eficaz e eficiente.

Bom plano e boa presença Online!

Redes Sociais - Um fenómeno das Sociedades Actuais

Se o Facebook fosse um país, os seus cerca de 400 milhões de "habitantes" fariam dele um dos países mais povoados do mundo. O Twitter (criado em 2006) com os seus 105 milhões de utilizadores equivaleria quase a um Japão virtual. Tudo isto em poucos anos e sem sabermos “onde vai parar”. Subitamente as Redes Sociais adquiriram uma quase dimensão planetária, transformando comportamentos, hábitos e consumos. De repente podemos ter 200/300 (supostos) “amigos” e partilhar informação livremente (e ao segundo). No entanto, é urgente ter consciência daquilo que partilhamos (e com quem partilhamos) e das mensagens e imagem que de nós passamos. Expor orgulhosamente fotografias dos nossos filhos “ao mundo”, dizer que somos “anti-isto” ou “anti-aquilo”, que estamos de férias (portanto podem-nos assaltar a casa à vontade) pode ter consequências a evitar. E, se tiver o seu patrão como “amigo”, lembre-se que ele poderá saber de tudo… Há estudos que referem que se passa hoje mais tempo nas Redes Sociais do que a consultar, por exemplo, o correio electrónico. Apesar das Redes Sociais – nomeadamente o Facebook – terem sido criadas a pensar na pessoa como individuo, as empresas cada vez mais têm que estar atentas a este fenómeno, e tirar partido das suas potencialidades para comunicar com os clientes. Como em todos os canais, físicos ou digitais, de nada adianta uma empresa “estar” numa rede social se não gerar e disponibilizar informação relevante, de qualidade, consistente com a imagem da empresa e que produza um efeito positivo junto do seu público-alvo. É pois importante que as empresas tenham noção que algo de novo se está a passar e, embora com a cautela que deve caracterizar estes tempos conturbados, não percam mais este “comboio”. TENDÊNCIASUma das maiores dificuldades é saber até que ponto esta desenfreada adesão às Redes Sociais não sofrerá do Síndrome da Bolha que afectou muitas startups tecnológicas em finais da década de 90. Outra questão importante é determinar o ROI (Return of Investment). No entanto, com o que existe hoje, é possível antever algumas tendências:

  • Perfil único: os utilizadores tenderão a exigir um único perfil que será transversal a todas as Redes Sociais.
  • Modelo de Negócio: as acções de Marketing serão valorizadas de acordo com a influência social dos utilizadores. Haverá assim uma disputa entre Redes Sociais para se conseguir ter os utilizadores com maior influência. Cada um de nós terá o seu próprio CPC (Cost per Click).
  • Centralização de Gestão: ferramentas específicas irão aparecer permitindo optimizar a gestão das relações e da comunicação. As ferramentas de correio electrónico e web introduzirão funcionalidades para os utilizadores estarem informados da actividade social da sua rede de contactos.
  • Semântica: os utilizadores irão ter experiências cada vez mais interactivas e ricas. No futuro, as aplicações passarão a interagir entre si, criando espaços mais transparentes e adaptados a cada um de nós.

 

Artigo escrito por: Carlos Lopes

Era uma vez na Galáxia das Redes Sociais

 

Era uma vez uma galáxia onde as Redes Sociais proliferavam uma Rede porventura desconhecida pela grande maioria. O seu nome era Picotea. Picotea? Sim, escutaram bem, Picotea. Este nome nada mais acrescentaria a essa bela e florescente Galáxia se não fosse um “Twitter versão espanhola”. Esse “Twitter” começou como uma ferramenta de comunicação entre trabalhadores de várias lojas. Mais tarde, optou-se por utilizar essa aplicação como “Ferramenta para Comunicação Interna em Organizações”. Esta Rede começou a ganhar notoriedade em Espanha e em Países de Expressão Hispânica. Estarão a perguntar-se: Quais eram as diferenças entre este “Twitter” e o “Original”? Procurar-se-á, no seguinte quadro, estabelecer esse paralelo:

Picotea

Twitter

-Grupos;

-Eventos;

-Círculos de Conversa;

- Grupos;

-Eventos;

- Inexistência de Círculos de Conversa;

- Sincronização com o Twitter, FriendFeed e Facebook (o que poderá ser uma mais-valia ao nível do Posicionamento);

- Inexistência de Sincronização com o Picotea;

- Próxima versão terá ainda mais possibilidades de Sincronização;

- Não aplicável ao Twitter;

- Num futuro próximo será utilizado como Media Digital [permitir aos meios de comunicação divulgar as suas notícias e vídeos e permitir a interacção com os “picoteadores” (utilizadores do Picotea)];

- Não aplicável ao Twitter;

Mensagens com 160 Caracteres;

Mensagens com 140 Caracteres;

A nível da sua utilização, o Picotea, é bastante simples e intuitivo. Esta rede poderá ser encontrada em http://picotea.com/es/. O registo na mesma é gratuito e bastante célere. Actualmente, a Rede conta com alguns utilizadores com grande notoriedade social. Temos como exemplo: O Palácio da Moncloa que actualiza diariamente os seus conteúdos relativos à actividade política do Governo Espanhol. De realçar que esta estratégia de Comunicação por parte do Governo Espanhol tem sido bastante proveitosa.

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Imagem 1- Página de Perfil do Governo Espanhol “Desde la Moncloa” no Picotea

Esta tipologia de Redes Sociais, de âmbito nacional, poderá ser um trunfo a utilizar pelas empresas que pretendam penetrar em dados mercados. Neste caso, uma estratégia de divulgação dos produtos da empresa X tendo em mente o mercado espanhol seria sem dúvida proveitosa. Serão as Redes Sociais de âmbito nacional o futuro no que ao Web Social Marketing diz respeito? Abordando uma particularidade desta rede, o tamanho neste contexto poderá revelar-se fulcral. No Twitter as mensagens podem conter até 140 caracteres, enquanto que no Picoteaelas podem conter até 160 caracteres. 20 caracteres; poderão parecer irrelevantes aos olhos do comum dos mortais, mas aquando da divulgação dos conteúdos poderão ser de extrema importância.

Convido-vos a “picotear”! Deverão antes disso ver o vídeo do Criador do Picotea:

¡ Hasta pronto en Picotea!

Referências:

[ data de acesso: 15 de Maio de 2010]

 

Artigo escrito por: João Miranda

Global e transmissível!

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A Globalização foi um dos elementos fulcrais na expansão de conteúdos graças ao aparecimento dos mídia de distribuição de informação/conhecimento a uma escala global. Na verdade, global torna-se um conceito importante, pois com a globalização económica e de informação o mundo mudou: o que era longe passou a ser perto, o que era local passou a ser global. A globalização teve a capacidade de criar uma ideia global e que através dos seus processos técnicos a adapta às diferentes culturas, que por sua vez a torna particular de um local, como afirma Malcolm Waters (1999:131), “ A globalização é de um modo geral, um processo de diferenciação e de homogeneização. Pluraliza o mundo ao reconhecer o valor dos nichos culturais e das capacidades locais.” Instalou-se assim a era da informação. As organizações insistiam numa desmedida passagem de informação, muitas vezes sem a articulação necessária com a própria organização e seus interesses. O termo “sociedade da informação” parece ter surgido no Japão em meados dos anos 60, segundo Denis Mcquail (2003:123), embora a sua genealogia seja associada ao conceito de sociedade “Pós-Industrial”. Com a massiva passagem de informação através dos órgãos de comunicação de massas, as organizações perceberam que não bastava passar informação. Era fundamental comunicar. Para Nuno Brandão, “Comunicar significa estabelecer uma relação de partilha, de passagem ao individual ao colectivo e de transmissão de sentidos. Mas implica também possuir uma atitude crítica perante realidades vistas e estudadas na vida quotidianas, de modo a que seja possível que a comunicação proporcione a união do cidadão e das suas comunidades, aproximando-os dos seus valores e das suas diferentes e particulares culturas, com vista a atingir o indispensável conhecimento, com a comunicação gerada e a consequente diminuição das distâncias que ela proporciona.” (Brandão, 2005: 15). Shannon criou a teoria da informação com o objectivo de melhorar a velocidade da transmissão de informação, diminuindo distorções, aumentando assim o rendimento global do processo de comunicação. A teoria de Shannon é largamente aplicável a todas as questões da comunicação humana. Distingue três momentos fundamentais: A velocidade de transmissão das mensagens; A medida da quantidade de informação e Rendimento informacional. Umberto Eco relativamente à teoria da informação salienta que,“Ligada a uma hipótese comunicativa, ela não é garantia de comunicação mas de coerência estrutural, de trâmite entre sistemas diferentes. (…) Que depende de uma dupla acepção de comunicação: como transferência de informação entre dois pólos e como transformação de um sistema em outro sistema, ou em elementos do mesmo sistema.” (Eco, 1991:150) Considerando isto, podemos falar de informação sem comunicação mas não podemos falar de comunicação sem informação. A informação limita-se à transmissão de dados quantificáveis, a comunicação estimula a relação entre pessoas e contribui para a alteração de comportamentos, pois “ é precisamente no contexto em que as empresas se movimentam, que se determina a forma como elas influenciam e são influenciadas pelo seu meio ambiente.” (Quintela, 2006:36)

Identidade, Imagem, Posicionamento e Públicos devem estar bem reconhecidos

Para que a comunicação (interna ou externa) das organizações seja eficaz, para que não haja más interpretações da mensagem nem erros na transmissão de informação, é necessário que alguns conceitos estejam bem claros e definidos. Conceitos como Identidade, Imagem, Posicionamento e Públicos devem estar bem reconhecidos dentro da organização de modo a auxiliar qualquer acção, atitude e/ou evento que a mesma queira realizar tendo sempre em consideração os seus interesses bem como os interesses dos seus envolventes. Ao definir Identidade, antes de mais, devemos sempre saber separá-la de Imagem. Apesar de interligados estes conceitos diferem bastante no sentido em que a identidade é gerida pela organização em si, baseando-a nos valores que esta pretende transmitir, é o modo como a organização pretende “ser vista” pelos outros; Kapferer (1991:75) descreveu a identidade precisamente como o conjunto de características específicas da marca, resultantes da sua história, dos seus valores, das suas propriedades, do seu aspecto físico, do clima de relação que mantém com o público, do reflexo. Já a imagem é a ideia que os outros têm da organização; “A imagem de uma organização são percepções que estão na cabeça dos públicos ou das pessoas individualmente, formadas pelo contacto directo ou não com essa organização”(Ruão, Teresa, 2008), é o modo como os outros “vêem” a organização. Encontramos então aqui uma das maiores dificuldades na definição de Identidade, visto que o objectivo final de qualquer organização é que os seus públicos a vejam como ela quer ser vista. Aaker (1996) escolhe falar de identidade nuclear e extensa: no primeiro caso referindo-se à ideia de elementos intemporais, tal como no ser humano, a sua personalidade, os seus valores, a sua moral, enfim os seus elementos mais profundos e no segundo caso reportando a uma ideia mais momentânea, tal como as particulares físicas, ou os espaços de inscrição e leitura.

Facetas da Identidade

Desta forma, recorremos ao prisma da Identidade de Kapferer (1991:76) para melhor explicarmos este conceito. Kapferer distingue seis facetas da Identidade das quais três são mais permanentes e outras três mais mutáveis. As três primeiras (mais sólidas) são: a Personalidade – é conduta da organização, o que esta é, a sua missão e estilo de liderança; a Cultura – baseada nos valores pelos quais a sociedade em que a organização está inserida se rege; a Mentalização – a forma como a organização se vê a si própria, como se caracteriza. As três facetas restantes são: o Reflexo – “espelho exterior” como o público vê a organização, a forma como a imagem que o público tem da organização a afecta; o Físico – o logótipo, resultados financeiros da empresa, a frota, as instalações e o que o representa é o próprio nome da empresa; finalmente, a Relação – de todas é a faceta mais mutável, pode ser a curto, médio ou longo prazo e é o elo que caracteriza a organização com os seus públicos. Assim sendo é credível dizer-se que uma organização não tem apenas uma imagem, mas imagens, em função das leituras que distintos públicos de interesse fazem dela ou seja, os diferentes públicos têm diferentes imagens da organização que as retiram da comunicação feita pela organização. Quando falamos de Identidade, de Imagem, de Públicos é obrigatório, também, esclarecer os conceitos de Reputação e de Posicionamento não somente pelo impacto que estes têm na gestão da identidade da organização mas também por implicar quase toda a credibilidade da mesma. Quando mencionamos posicionamento, é necessário referir que este não é nada mais que escolhas estratégicas, não é mais que o conjunto de elementos visuais que possibilitam os vários tipos de públicos localizar a marca/produto/organização na sua própria mente e diferenciá-los em relação aos seus rivais. É através do posicionamento que o público elabora mentalmente o seu “top of mind”.

8 Fases do plano de comunicação

Dado isto, de acordo com João Pinto e Castro, tudo isto exige trabalho, e trabalho árduo. Por isso, a qualidade da publicidade reflecte, antes de mais, a qualidade do plano de comunicação e da sua gestão no dia-a-dia, o que só se atinge com uma combinação rara de disciplina e imaginação. O desenvolvimento de qualquer plano de comunicação abrange, pelo menos, oito fases: 1. Análise da situação 2. Definição dos objectivos e posicionamento 3. Selecção do publico alvo 4. Escolha da mensagem 5. Escolha dos canais de distribuição 6. Determinação do orçamento do programa 7. Execução do plano 8. Avaliação dos resultados Um plano que não se apoia num conhecimento aprofundado da situação de partida é algo tão absurdo como uma árvore sem raízes (João Pinto e Castro, 2002:99). Após esta abordagem sobre Comunicação e a sua génese, é então possível referenciar quais os impactos da internet na comunicação, desta forma in Mercator “O conteúdo de comunicação apresentado aos utilizadores pode e deve ter características inovadoras face aos outros media” isto porque considerando também os impactos que a internet têm face aos consumidores, estes procuram conteúdos diferenciados e cada vez mais específicos e interactivos, esperando mesmo uma comunicação com a marca/empresa individualizada e bidireccional. Também poderei destacar os tipos de comunicação, tendo em consideração que com a crescente utilização da internet, também o consumidor procura novos tipos de comunicação, tanto na sua forma como no teor, in Mercator (10ºedição:668)são destacados os vários tipos de comunicação na internet: “teor informativo, a comunicação publicitária e a de entretenimento.” Por último, outro factor que me parece ter, claramente, sofrido impactos com as novas formas de utilização da internet foi a função que a comunicação apresenta, sendo que in Mercator (10ºedição:668) “a primeira função da comunicação online passa por facilitar a entrada dos cibernautas no(s) site(s) da empresa.” Tendo já presente o conceito de Comunicação e os impactos que a Internet e as novas de formas de utilização que a mesma apresenta, é então possível efectuar o enquadramento com a chamada Web 2.0, tendo em consideração que o Protocolo de Operações Tipo terá como vista a realização de estratégias de Social Media e como tal estará presente aos desafios e mecânicas da Web 2.0 Desta forma Web 2.0 é “uma segunda geração de comunidades e serviços baseados na plataforma Web, como wikis e aplicações baseadas em redes sociais.”(Carrera, Filipe; Marketing Digital na Versão 2.0 – O que não pode ignorar), desta forma posso afirmar que a Web 2.0 é algo mais que uma alteração técnica ou funcional na Web, mas sim a forma como a Internet é encarada pelos seus utilizadores. Filipe Carrera (2009:167) refere que “O que muda radicalmente é o comportamento do internauta que deixa de ser figura passiva e receptora de conteúdos, para passar a ser um agente activo(…)”, assim é fundamental saber que novo consumidor é este e que característica apresenta, Filipe Carrera (2009:168) refere que existe um consumidor 2.0 dando-lhe o nome de Prosumer “(…)um misto de produtor e consumidor(…). Também em “B-Mercator” (2009:31) é referido “Do ponto de vista do consumidor, é passar de uma aboradagem passiva, impactada pelos mídia tradicionais, para uma abordagem proactiva, também designada de “brain on” (…) a atenção do consumidor focados numa determinada experiência de consumo." É realmente no “B-Mercator” (2009:44) que existe a introdução ao conceito de Blended Marketing , referido como “(…)uma abordagem distinta, que procura entender uma realidade que já está à nossa volta, que já existe, mas sobre a qual ainda não compreendemos bem os contornos e a amplitude do seu impacto. Uma realidade moldada, em particular, pela internet.”. Um outro ponto que considero fundamental é o efeito social que o ritmo de crescimento digital actualmente apresenta, sendo mesmo possível encontrar terminologia para o efeito, crowdsourcing, podendo mesmo ter resultados devastadores ou potenciadores de negócio. Desta forma poderemos concluir que com o aparecimento da Web 2.0 apareceram também novas formas de realizar comunicação e novas fases de desenvolvimento de um Plano de Comunicação 2.0 que devem ser consideradas, tendo sempre em mente o novo tipo de consumidor e as características do mesmo. Referências:

  • Carrera, Filipe (2009). Marketing Digital na Versão 2.0 – O que não se pode ignorar. Edições Sílabo.
  • Hughes, Mark (2006). Buzzmarketing, Actual Editora, Lisboa
  • Lanbin, Jean-Jacques (2000). Marketing Strategic.4ª edição. Mc Graw-Hill.
  • AAKER, D. (1996). Building Strong Brands. New York: The Free Press
  • BRANDÃO, Nuno Goulart (2002),“O espectáculo das notícias”, Editorial Notícias
  • BRETON, Fhipippe (1992), A Utopia da Comunicação, 1º Edição, Lisboa, Instituto Piaget.
  • KAPFERER, Jean-Noël (1991). Marcas: Capital das Empresas. Oeiras: Edições CETOP
  • QUINTELA, José de Lemos (2006) Comunicação Financeira, 1ª Edição, Lisboa, Presselivre.
  • Mercator XXI; 10ºedição (2004).
  • CARRERA, Filipe (2009).Networking – Guia de Sobrevivência Profissional. Edições Sílabo.
  • DIONÍSIO, Pedro (2009) b-Mercator.Dom Quixote
  • RUAO, Teresa, A comunicação de imagem. Um estudo de caso, Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho,http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/1615/1/truao_ComImagem_2000.pdf
  • RUAO, Teresa, O estado da arteem Comunicação Organizacional, http://www.bocc.ubi.pt/pag/ruao-teresa-estado-arte-comunicacao-organizacional.pdf
  • O MODELO DE SHANNON – WEEVER, http://www.esurp.edu.br/ElianeTCOM_MODELOdeSHANNON-WEAVERtrans25a27.pdf

 

Artigo escrito por: Pedro Garcia

12 dicas para promover o Word-of-Mouth (Social Media Marketing)

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1. Criem conteúdo relevante, de interesse e que consiga gerar conversa…evitem o ruído. 2. Identifiquem os influenciadores e os líderes de opinião/prescritores de informação. Certamente eles irão ajudar a espalhar a mensagem junto do nosso público-alvo 3. Envolva este segmento de pessoas e criem um compromisso com eles para que participem activamente nas campanhas e acções em causa. 4. Contactem emocionalmente com a vossa audiência e identifiquem os seus objectivos para lhes conseguirem oferecer valor acrescentado, satisfazendo as suas necessidades. 5. Animem e motivem os que participam activamente na campanha de Social Media, criando círculos de influência (amigos, familiares, contactos de rede, etc.) 6. Recompensem a actividade dos líderes de opinião e dos membros mais activos (descontos, promoções, ofertas, etc..) 7. Identifiquem a acção e a mensagem que passou para o vosso público depois de contactarem com eles. 8. Mantenham-se atentos e estejam presentes em plataformas interactivas (twitter, Facebook, Digg, Tuenti, Del.ici.ous, blogosféra, etc.) para recolher feedback e para dar resposta às exigências do vosso ”target” 9. Reconheçam e agradeçam a todos os que têm ajudado, enviem mensagens personalizadas (evitem as mensagens massificadas). Procurem transmitir a importância desse envolvimento e dessa colaboração em todo o processo (distinguindo-os publicamente, por exemplo) 10. Contactem com o vosso público – alvo e criem uma comunidade à volta da tua marca, seja qual for. Cria uma “tribo”. É um processo delicado, lento e que exige bastante dedicação. 11. Sejam transparentes, conscientes, realistas e sinceros com os envolvidos no processo de comunidade. Não criem falsas expectativas. 12. Tenham muito desejo, ambição, vontade e paciência. Ao contrário do que se quer fazer parecer, uma estratégia de Social Media Marketing pode demorar a atingir resultados eficazes. Workshop sobre a matéria: Slides

Vídeo Workshop:

Impedir acesso a medias sociais nas empresas, why?

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Hoje venho partilhar convosco a minha opinião sobre um assunto que tem preocupado muitas empresas, que corresponde à utilização das redes sociais em horário de trabalho.

Muitas empresas, têm decidido cortar o mal pela raiz, bloqueado o acesso aos diversos medias sociais. No meu ponto de vista, esta situação levanta dois inconvenientes imediatos para a empresa; 1º consiste na procura de soluções por parte dos funcionários que acedem através do telemóvel ou pesquisam formas de desbloquear conteúdo. Correm o risco de entrar num ambiente de "caça ao rato". 2º desmotivação que será, cada vez mais, uma problemática, tendo em conta as gerações que entrarão para o mercado, As gerações são envolvidas por épocas, marcadores temporais e valores. A geração “Y “é marcada pela época da “conectividade”.

Para que se tenha noção, há bebés que já nascem com perfis criados em redes sociais em que os pais mantêm o perfil como que um “diário” do bebé. Esta realidade pode vir a ser um grande problema para as empresas que não se adaptem. É essencial perceber as pessoas e tentar antecipar algumas tendências, tomando medidas em prol dos colaboradores e dos progressos da empresa. Obviamente que ninguém está aqui a apelar às empresas que tolerem que os seus colaboradores, indisciplinados, cheios de trabalho andem a jogar no Facebook, a trocar ideias no Twitter, ou a ver vídeos no Youtube. Quando levantamos a necessidade de adaptação por parte das empresas, é numa perspectiva de incentivar à(re)configuração organizacional que visa disciplinar os colaboradores relativamente ao uso destes medias. Muitos jovens profissionais, já dão privilégio à mensagem instantânea face ao e-mail e, a sua utilidade começa a ser inquestionável. Vejamos um exemplo claro. Se eu tenho o meu cliente/colega/fornecedor na minha rede de contactos online (permitindo o contacto via mensagem instantânea), mesmo que ele tenha o meu e-mail, qual a forma mais eficaz para interagirmos?

O E-mail, para muita gente e essencialmente para os jovens, começa a ser uma solução “passada” e pouco eficaz. Este é um assunto delicado e cada caso é um caso, mas como finalidade deste artigo, gostava de deixar claro que não são as redes que tiram produtividade. São as pessoas que fazem uma má utilização das redes, muitas vezes por falta de disciplina organizacional. Cortar o mal pela raiz, bloqueando os acessos, é a medida mais fácil, mas seguramente a menos eficaz para o médio prazo. Para que possamos estar conectados ao mundo, temos que nos auto-disciplinar e definir prioridades (como em tudo na vida) e cabe às empresas, fornecerem as “bases” para essa auto-disciplina nos seus colaboradores. O uso dos media sociais e da internet em geral, deve estar disponível em todas as empresas e para todos os colaboradores, desde que o seu uso seja consciente, racional e produtivo. Será certamente um desafio inicial, mas se a empresa “se defender”, com códigos de conduta e adquirir competências, para disciplinar os seus colaboradores para esta nova realidade, ninguém ficará desmotivado e a produtividade pode mesmo vir a aumentar. Quem é que nunca teve um momento no trabalho em que a produtividade é quase nula, em que mais vale ir “arejar” um bocado e depois voltar? Os media sociais podem ser a solução para este “arejar”, e para as pessoas regressarem ao trabalho com outra postura e determinação. Desta forma, as empresas conseguem ter também um maior controlo relativamente à actividade dos seus colaboradores (monitorização). Em vez de estarem contra a sua utilização, devem estar ao lado dela. Neste processo de adaptação é indispensável que a empresa deixer claro que existem regras e normas a seguir e quem não as cumprir terá que assumir as devidas consequências. 

Já são mais de 4.500.000 utilizadores de Internet, de diversas idades, dos quais, segundo a Marktest - um mínimo de 2289 mil utilizadores únicos e um máximo de 2534 mil utilizadores únicos acederam a redes sociais a partir de suas casas no primeiro semestre do ano. . É um número demasiado elevado para continuar a ser desprezado. Um mau profissional, será sempre um mau profissional,  independentemente das formas de distracção que tiver à disposição. Para ver estudo sobre Comportamento dos internautas portugueses (Redes Sociais) clique AQUI

SOCIAL MEDIA, 1, 2, 3...vou ver isto outra vez!

Imaginemos que, por trás deste texto se encontra uma estratégia bem delineada, objectivos escorreitos, percursos tácticos alinhados como deve ser e capacidade operacional de escrita de excelente nível. Tudo isto pode ser deitado por terra por força de um qualquer impulso irreflectido, empurrado pelo vício e pela febre de «twittar» que, literalmente, é capaz de nos comer vivos. Esta manhã, aberto o LinkedIn, podia ver-se – no meu sítio – uma notícia oriunda de um profissional que exerce cargo hierarquicamente poderoso, numa das 8 estruturas desiguais, que compõem um colectivo de 1450 pessoas. Explicitamente, podia seguir-se o rasto a um PDF de 6 páginas, onde se contava a história de uma fusão difícil, que tem vindo a ser negociada desde Setembro de 2008 e que, parece, finalmente concluída. O comentário que «linkei» minutos após a fonte ter drenado o texto na «rede» chamava a atenção para a elevada complexidade do conteúdo! Obviamente, o PDF desapareceu, em seu lugar foram colocados «links» para jornais «online», que haviam recortado o original segundo métodos e técnicas adequadas, aparentemente assépticas. Este pequeno parágrafo, real q.b., toca em dois pontos sensíveis dos «social media»: primeiro, a questão comunicacional; depois, a importância do «face-to-face». A minha declaração de interesses é rápida e informal: Sou a favor da inserção dos profissionais no circuito «social media»; tenho conta no «facebook» para não desiludir meia dúzia de amigas e conhecidos; sou primitivo evangelista do «twitter», ferramenta de utilidade incomparável em actividades de instrução & educação; mantenho diariamente, uma a duas horas vivas nos vários espaços «LinkedIn», que vou rodando à medida que a minha vida profissional se vai reorientando em volta do SOL.

Regressemos aos factos; o meu amigo não resistiu ao apelo de dar a notícia em primeira-mão, diamante bruto por lapidar, navegando numa onda de comunicação selvagem, que sabe tão bem qual grito de independência e de poder na ponta do teclado. É este tipo de notícias que enchem o ego de qualquer um, independentemente do nível e patamar da localização no organigrama. Seguramente, no seio do grupo dirigente que negociou tão melindrosa fusão, não faltaria quem quisesse ser o primeiro a dar novas do sucesso. O meu amigo chegou primeiro às ondas do «twitter», quem estava na lista do «mobile» fez multiplicar por «miles» e «miles» as mensagens que levaram, a tantas e tantos, os paradoxos de tranquilidade e preocupação que fazem parte da reinvenção das empresas. Depois, depois funcionou esse percurso único da comunicação, aparentemente um-para-um, onde quem recebe a mensagem – cada um sentirá a unicidade que lhe cabe – percebe, interpreta, age como se aquilo que mexeu na «rede» fizesse parte intrínseca do seu modo de ser, assim, toma as atitudes que se impõem no tal posicionamento de «centro do mundo». Responde, critica, aplaude, reforça, nega, muda muitas vezes (tal qual neste caso) o fluir da notícia, transferindo o caudal tumultuoso do excesso das palavras para um universo mais ponderado, consensual, morno, hipoteticamente hipócrita q.b. Este espaço comunicacional, têm vindo a ser construído par e passo com a evolução/inovação e respectivos saltos tecnológicos. Falta-nos rodagem suficiente, experiência, horas de voo, para equilibrar a influência dos inefáveis «gurus», sabedores de mais coisas do que a mão cheia de nada que nos acompanha no dia a dia, por isso, se pede compreensão para todos nós – só sábios, somos meia dúzia – opinantes sem força bastante face à irresistível tentação do comentário imediato. A tecnologia está presente na palma da nossa mão, precisamos agora do «manual», «user guide», «trial-and-error», «levanta-te e anda», dos ganhos que advêm de estar por aí, andar por aí, mexer sem medo nestas coisas dos «social media». Podemos ser comidos pelo «twitter»? Podemos! Podemos «queimar», com mais ou menos fervor, o nosso tempo? Podemos! Podemos fazer de conta que isto não é connosco? Claro que não podemos!

 

Artigo escrito por: Alexandre Sousa

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