AUTENTICAR

A moda da efemeridade

 

 

Quantas vezes já não ouviu dizer que o que está na web fica na web para sempre? E se não for bem assim?

A tendência parece ser para que cada vez mais o consumo na web seja rápido, dando lugar a conteúdos cada vez mais efémeros. Uma das razões que explica e incentiva o consumo rápido é a quantidade de informação disponível na web. Estima-se que em 2020 a quantidade de informação na web duplique a cada dois dias. Isto faz com que cada vez mais, o conteúdo seja rei. 
Quem certamente percebeu esta tendência e a necessidade de consumo de conteúdo rápido foram os criadores do Snapchat, uma app que permite enviar fotografias que apenas estão visíveis durante o máximo de 10 segundos depois de se abrir a mensagem que contém a fotografia. Aparentemente isto não teria grande interesse, mas esta app regista um crescimento internacional interessante, sobretudo nas camadas jovens entre os 13 e os 25 anos. Atualmente, o Snapchat regista já um tráfego de 400 milhões de mensagens por dia. Quem percebeu esta tendência e oportunidade foi Mark Zuckerberg que já tentou adquirir o Snapchat

E porquê?

Porque o público do Snapchat (sobretudo jovens dos 13 aos 25 anos) quer fugir das redes sociais onde se encontram os seus pais, os seus professores, os seus chefes e possíveis empregadores. E o que esta app oferece é um serviço que descompromete, porque não temos a preocupação de pensar nas consequências da fotografia que tiramos e enviamos. Hoje em dia sabemos que a privacidade é muito restrita e que necessitamos de ter muito cuidado com o que colocamos na web. O Snapchat surge neste contexto, procurando responder à necessidade de partilhar fotos e comentários sem nos preocuparmos com a posteridade da mesma, conseguindo saber ainda quando a mensagem é vista.

Mas será o Snapchat interessante para as empresas e marcas?

Sem dúvida, que para alguns negócios esta app pode integrar o plano de comunicação digital. Apesar de nos parecer pouco tempo para comunicar, 5 a 10 segundos são normalmente o tempo que se dispõe para captar a atenção do consumidor num primeiro contacto, e mais ainda este pouco tempo confere também importância e urgência à mensagem. Este canal de comunicação torna-se interessante porque pode funcionar como um teaser, ou seja podemos ir criando expectativa nos clientes sobre um novo produto, ou mostrando imagens dos bastidores de uma série, de uma novela ou de um filme.

Esta é portanto mais uma ferramenta que os marketeers têm ao dispor para manter as suas marcas no top-of-mind, e que pode ser certamente o ponto de partida para muitas vezes gerar buzz à volta de um produto ou evento, e ainda gerar mais leads nos demais canais de comunicação.

A importância do Marketing Digital em Hotelaria

 

O nosso tempo está a ser marcado por uma era digital que tem dado passos largos na criação de novas tendências, novas procuras e novas necessidades,  consequentemente, procurando novas respostas. Estas consideráveis mudanças e alterações de comportamento implicam que, por parte das empresas, deva existir uma nova adaptação a estes também novos conceitos.

Hoje, as novas tecnologias tornam a esfera digital como um meio privilegiado para comunicar, não apenas pela sua dinâmica inovadora, mas, acima de tudo, pelo seu carácter globalizante. Neste sentido, a internet e os seus canais digitais permitem um novo mundo de possibilidades na construção do modo como nos ligamos, comunicamos e nos relacionamos.

Numa época de demanda informacional é importante estar preparado para satisfazer as necessidades e as solicitações do mercado, assim como saber qualificar os serviços para caracterizar uma verdadeira diferenciação, criando, deste modo, oportunidades, mais-valias e novas propostas de valor perante uma concorrência que é cada vez mais forte e feroz. Num mercado hoteleiro cada vez mais saturado, em quantidade, nas mais diversas áreas, é imperioso acentuar a qualidade e eficiência.

É nesta base que o marketing pode marcar a diferença, pois poderá trazer inúmeros benefícios, tanto ao nível da gestão de serviços, como da rentabilização do negócio, servindo ainda como impulsionador nas vendas.

Mas porquê tanta importância em investir em marketing hoteleiro? E de que forma é que o marketing digital poderá verdadeiramente ser um factor determinante na estratégia empresarial? A resposta é simples. Quando falamos em marketing para hotéis, falamos não só na necessidade em aumentar o interesse na compra dos serviços, mas, também, na criação de um sentimento de segurança do seu potencial cliente nesse mesmo processo de compra. A verdade é que enquanto ele não usufruir da estadia no seu hotel, não sabe, na realidade, o que está a comprar. É baseado nesta ideia que uma estratégia de Web marketing bem preparada trará determinantes vantagens ao seu hotel, pois a sua operacionalidade, quando bem delineada, terá uma importante influência no processo de decisão do cliente.

 Vejamos então alguns exemplos, e de que forma estes canais digitais poderão ajudar a melhorar o seu negócio:

 Presença forte na internet

  • Ter uma presença forte na internet é cada vez mais importante uma vez que possibilita um maior alcance de mercado, isto é, chegar “mais longe” e a mais pessoas.

 Optimização para motores de busca (SEO – Search Engine Optimization)

  • Optimiza o seu posicionamento nos principais motores de busca (Google, Yahoo, Bing, etc.), aumentando a visibilidade e o tráfego ao seu website e, por conseguinte, ao seu hotel.

 Website 

  • O website é a primeira porta de entrada do seu hotel para o mundo, e, por isso, a página web deve ser capaz de captar e transmitir ao cliente uma sensação positiva do momento da sua chegada ao hotel. Com um website de design atrativo, bem estruturado, intuitivo e de fácil navegabilidade, o cliente conseguirá visualizar online todos os momentos únicos que o seu hotel lhe poderá proporcionar.

 Redes Sociais

  • Estar fortemente presente nas redes sociais, através da interatividade por excelência que permitem, para além da forte componente de partilha de conteúdos, potencia a criação de uma relação de proximidade com os seus seguidores, que se reflecte em laços mais fortes e duradouros, promovendo a fidelização de clientes.

E-mail Marketing

  • As campanhas de e-mail marketing tornam-se numa ferramenta muito útil e importante para personalizar produtos e serviços para os seus clientes, assinalando datas importantes e aproximando-se das suas necessidades e preferências, construindo, assim, uma relação mais forte e de maior longevidade.

 Ferramentas de e-commerce

  • A web é um meio fantástico para implementar estratégias comerciais, como o lançamento de campanhas ou novas promoções, tornando a comunicação substancialmente mais abrangente, mais barata, mais rápida e mais eficaz.

Propõe-lhe ainda ferramentas como o Channel Manager e o Booking Engine.

O Channel Manager permite-lhe receber reservas automaticamente no seu sistema de reservas e fazer, simultaneamente, toda a distribuição das suas disponibilidades por todos os canais de reservas mais importantes, tais como a «booking.com», «expedia.com», «hoteis.com», etc.

Por seu lado, o Booking Engine proporciona-lhe o aumento do número de reservas directas através do seu próprio website e facebook, reduzindo assim as comissões que paga a esses mesmos canais de distribuição.

 Análise e Estatística de Resultados

  • Possibilita-lhe um maior e melhor controlo na análise da sua presença na internet, oferecendo-lhe mecanismos que permitem efectuar estatísticas e relatórios demonstrativos e de medição da sua eficiência online, para que possa acompanhar a evolução do seu hotel e tomar decisões orientadas para o futuro.

 Gestão da Reputação Online

  • Permite-lhe a visualização e controlo de comentários, opiniões e sugestões apresentadas pelos utilizadores, que, com melhorias em conformidade, poderão alcançar um melhor nível de satisfação dos seus hóspedes e, consequentemente, aumentar a sua notoriedade e melhorar a sua imagem e reputação.

 Na perspectiva de um proprietário, gestor ou representante de um estabelecimento hoteleiro, este último ponto é muito importante, uma vez que é transversal a toda a comunicação que diz respeito ao seu hotel, tendo a mais-valia de poder ser, de certa forma, gerido pelo próprio, de uma forma simples e independente, sem recurso a terceiros. Para isso, claro, é essencial e absolutamente necessário que dedique algum do seu tempo na sua gestão e na consequente implementação das respectivas melhorias.

Esta nova era trouxe-nos, sobretudo, novas formas de receber, pesquisar, partilhar e divulgar informação, assim como novos mecanismos que potenciam a interacção entre os mais variados grupos, em especial através das redes sociais.

Nos dias de hoje, tudo o que acontece é partilhado na internet, independentemente de o seu conteúdo ser positivo ou negativo, e, assim, da mesma forma, torna-se provável que alguns comentários ou críticas sobre o seu hotel também o sejam, por isso é muito importante compreender a urgência no cuidado com a reputação do seu negócio, especialmente no meio hoteleiro, em que a concorrência é cada vez maior e mais forte. Deste modo, deve existir uma avaliação e gestão de todas as plataformas que permitam a monitorização e o controlo da informação veiculada sobre a sua empresa, sendo que as redes sociais desempenham um papel fundamental na gestão dessa reputação.

Mas o que é na realidade a reputação online? Em que é que consiste, em que se traduz e de que forma, realmente, ela é importante na minha estratégia de marketing?

A reputação online é tudo o que é feito, dito ou escrito por si ou sobre si, neste caso, sobre o seu hotel, na internet. Como tal, a sua reputação estará dependente e será influenciada por todos os comentários, críticas ou avaliações que sejam feitas online por qualquer utilizador.

Mas não se iluda, se tal lhe parece estar fora do seu controlo ou que de nenhuma forma depende de si. Conforme indiquei anteriormente, a gestão dessa reputação online pode, e deve, ser cuidada.

A gestão da reputação é algo que é essencial e deve ser imprescindível a qualquer empresa, organização ou estabelecimento comercial. Todavia, numa área como a do turismo, nomeadamente no sector hoteleiro, esta gestão torna-se ainda mais importante, uma vez que é um sector particularmente sujeito a comentários e críticas dos visitantes e utilizadores, e, assim, é uma área em que a sua rentabilidade está directamente relacionada com esses mesmos comentários ou opiniões.

Deste modo, é essencial que a estratégia de marketing do seu hotel seja consideravelmente direccionada para o meio digital, uma vez que o universo online “rouba”, cada vez mais, o espaço influenciador e de decisão do cliente aos restantes meios de marketing e promoção mais convencionais.

Mas estes são apenas alguns exemplos em que o marketing digital e o e-commerce lhe poderão ser úteis para a promoção e valorização do seu hotel, assim como para a melhoria dos seus processos de venda. No web marketing encontrará um elemento chave para que o seu hotel se destaque de todos os outros. Encontrará um apoio essencial para melhorar a construção da sua imagem, reputação e notoriedade, maximizando o seu negócio e tornando-o mais rentável.

Estar ou não estar no Facebook

Esta é ainda uma questão que muitas empresas colocam quando ponderam se devem estar nas redes sociais. Parece uma pergunta simples e cuja resposta deveria também ser simples: ou estão ou não estão. E se é para estar, então que seja a sério. Porque se os seus clientes estão lá, então a marca tem necessariamente de estar e bem representada.

É precisamente neste ponto que muitas empresas falham ao pensarem que por esta plataforma de comunicação ser de registo gratuito, não obriga a nenhum tipo de investimento. E, assim neste momento temos empresas com páginas no Facebook que simplesmente não comunicam! Já se imaginou a entrar numa loja e o funcionário não o cumprimentar?! Não ficava com boa impressão, pois não?

O digital não é portanto assim tão diferente do tradicional. As pessoas continuam a exigir uma boa aparência, respostas rápidas, conteúdo relevante, e envolvimento emocional com a marca. Acha que o site da empresa é suficiente? É importante sem dúvida, mas salvo raras exceções é feita uma comunicação unidirecional (empresa-cliente), e dessa forma o cliente não é ouvido, e acredite ele tem quase sempre opiniões, sugestões, criticas… Tudo o que o cliente diz ou pensa é importante para a marca e é nesse sentido que o Facebook surge, como uma ferramenta que permite essa bi-direcionalidade comunicativa.

Se ainda tem dúvidas sobre o Facebook, mas acredita no valor da sua marca pense que ela é falada por lá, bem ou mal, e você não sabe porque não está. Mas se estivesse e falassem bem, poderia aproveitar isso em seu benefício; e se falarem mal nada mais é do que uma oportunidade para melhorar. A grande vantagem  desta era das redes sociais é precisamente a possibilidade de haver uma comunicação bidirecional da empresa para o cliente e do cliente para empresa. 

 

O marketing no Facebook é assim tão importante porquê? A plataforma de publicidade desta rede social é a ferramenta de marketing mais poderosa da atualidade, atendendo ao nº de pessoas que pode alcançar (4,5 milhões de pessoas em Portugal) e à especificidade com que o pode fazer. Publicitar no Facebook pode gerar um alcance por vezes superior à TV e à rádio, possibilitando ainda uma segmentação do público-alvo superior e a preço mais baixo do que o AdWords do Google.

Todas estas potencialidades do Facebook podem ser alcançadas e usadas em benefício da sua empresa/marca, tanto numa fase inicial do negocio, como quando o objetivo é aumentar a carteira de clientes e/ou consolidar a ligação do cliente à marca. Estes benefícios só serão contudo conseguidos se despender tempo e recursos no planeamento estratégico de marketing e comunicação que irá implementar para ter uma presença no Facebook eficiente e eficaz.

O problema é que provar que o investimento no Facebook dá lucros nem sempre é fácil, mas ainda assim é importante que ninguém tenha dúvidas do seu real potencial.

Posto tudo isto, já se perguntou: O que tem andado a fazer nas redes sociais??

Medição e análise do Marketing Digital

3 Pontos-chave que deves ter em especial atenção no Marketing Digital

Nos dias de hoje com o aumento da exposição das organizações aos canais digitais é importante que se estabeleça o que se vai medir e o porquê.

 1º Público-alvo 

O meu público-alvo está aumentar ou a diminuir nas últimas semanas em comparação com o mesmo período do ano transato.

Para uma análise mais coerente deve-se verificar se houve aumento ou diminuição de conversões e aumento das taxas de rejeição (Bounce Rate).  Também se deve ter em conta se o número de páginas por visita está a aumentar na área do website que queremos, pois um nº elevado de páginas por visita na zona de suporte indica que as pessoas não estão a encontrar o que procuram.

No Google temos dados, que bem segmentados podem ser uma mais-valia para as organizações, porque melhoram:

- Aumento da procura de informação em 1º lugar no website

- Aumento das taxas de conversões por objetivos

- Aumento da satisfação do cliente nos canais digitais

2º Conversões

As conversões no nosso website podem ser macro ou micro, macro podem ser venda no website,  pedido de contacto “Lead”. As  micro conversões são igualmente importantes porque queremos ter mais pessoas interessadas em receber as nossas comunicações de acordo com o seu desejo.

 As conversões são todas as ações que queremos que os nossos visitantes façam como por exemplo:

  • Comprem na nossa loja online para empresas B2C
  • Subscrevam o nosso cartão promocional
  • Subscrevam a nossa newsletter para a nossa organização B2B

Se não estabelecermos objetivos para  a nossa organização, nunca conseguiremos lá chegar .

Exemplo:  Para a loja online queremos ter mais de 2% de conversão, logo teremos que otimizar as páginas de destino que levam à conversão.

3º Segmentação dos dados

A segmentação é muito importante para colocar as diferentes camadas de dados em contexto para distinguir  o que interessa.

Os dados tem de estar contextualizados, porque se não o fizermos caímos no erro de analisar coisas diferentes e tratá-las como iguais .

O exemplo disso é tratar da área de “Lead generation” do Website, como se fosse a área de suporte.

A segmentação permite-nos verificar quais as localizações dos públicos-alvo que convertem mais numa determinada campanha. Saber quais as campanhas com mais impacto para o nosso objectivo é de extrema importância.

Os comportamentos do público-alvo, juntamente com a sua localização e idioma são muito importantes para percebermos como interagem com o Website.

 Deveremos tratar visitantes anónimos e visitantes registados como anónimos? Em termos de análise e na prática o seu comportamento é muito diferente.

Mas de forma constante deve-se verificar qual o caminho para a conversão, qual o “touch point” mais importante para o visitante converter e não converter.

Deve também analisar de forma consistente o comportamento do utilizador do Website.

Segundo o meu autor preferido o Avinash Kaushik  “Segment o r Die”!  

4 dicas para ter melhores resultados na partilha de imagens no seu Facebook

É sabido que as imagens têm um enorme poder na comunicação digital. No Facebook então o seu poder é exponencialmente maior que qualquer outro tipo de publicação. São diversos os estudos que o comprovam. E no meio de tanta informação contraditória sobre o Facebook, o poder das imagens é talvez o único ponto em que todos os estudos são unânimes.

Mas então porque será que nem todos conseguimos tirar o máximo partido do poder das imagens?

Deixo aqui 4 dicas que o ajudarão a utilizar melhor as imagens na comunicação digital.

1 - Use os tamanhos de imagem  fornecidos pelo Facebook

O Facebook disponibiliza todas as dimensões para que possamos optimizar as imagens que divulgamos. Se não o fizermos os algoritmos do Facebook tratam de as optimizar por nós. Claro que os resultados que vamos obter com uma imagem optimizada pelo Facebook são piores que os resultados obtidos com uma imagem optimizada por nós. A optimização do Facebook é feita por um algoritmo, que embora seja tecnicamente excelente, não chega sequer ao perto da nossa capacidade de processamento.

Assim sendo não seja preguiçoso e optimize as suas imagens para os tamanhos  843x403 se quiser dar destaque à imagem ou 403x403 se não pretender dar destaque à imagem.

2 - Sabe a importância que a sua  foto de perfil tem no sucesso da sua comunicação?

A pequena foto de perfil é muitas vezes ignorada mas tem uma importância capital no sucesso da nossa comunicação. É sabido que os utilizadores passam maior parte do tempo no feed de notícias. E que maior parte da interacção gerada na comunicação digital também ocorre nesse mesmo feed.

                Agora deixo uma questão: "Já foi ao feed de notícias ver como aparece a sua imagem?"

Se nunca fez esse exercício, faça-o agora e vá verificar se a sua imagem de perfil se destaca das demais. É que no feed de notícias a "concorrência" por maior destaque é muito feroz. E só as imagens bem estudadas ganham o merecido destaque.Se a página de Facebook que gere é de uma empresa certifique-se que esta tem uma versão do logótipo optimizada para o Facebook. Aliás, esta é uma característica que qualquer logótipo criado nos dias de hoje deve ter em conta.O logótipo utilizado nas redes sociais deve ser de extrema simplicidade. De forma a que tenha uma correcta leitura em tamanhos tão pequenos como são os que aparecem no feed de notícias. O uso de uma mancha de cor sólida é uma boa prática. Já a opção de utilizar uma imagem na foto de perfil tem, na maioria das vezes, maus resultados.

3 - Tenha em atenção às cores que usa

Claro que se tem um logótipo verde ou azul, não deve mudar as cores por causa da comunicação no Facebook. Melhor dizendo. Se a comunicação da sua empresa não tem como principal ponto de contacto com o cliente o Facebook, não eve mudar a cor do seu logótipo, mas se o Facebook for um importante ponto de contacto com os seus clientes e tiver o tal logótipo azul ou verde, é capaz de não ser pior começar a pensar em fazer um rebranding e mudar a cor do seu logótipo.

E porque deve ter essa atenção. Analisando cromáticamente o Facebook rapidamente nos apercebemos que a cor azul predomina na plataforma. Assim as cores que se destacam nesse meio cromático com predominância de azul, são os amarelos e laranjas. Cores opostas ao azul na roda das cores. As chamadas corres complementares.

Mesmo a nível de imagens partilhadas, as imagens com maior predominância de amarelo e laranja obtêm melhores resultados. Pode fazer o seguinte teste. Crie 2 versões da mesma imagem e no photoshop. Uma com tons amarelados e laranjas e outra com tons azulados e verdes. Faça a publicação das 2 com cerca de 1 mês de espaçamento temporal. As mensagens devem ser feitas precisamente à mesma hora e com o mesmo conteúdo de texto. Verifique os resultados.

4 - A simplicidade atrai

O feed do Facebook é inundado de mensagem a todos os minutos. Perante a confusão geral que é essa "catadupa" de informação, os conteúdos gráficos mais simples ganham claro destaque.

Se tiver que publicar uma imagem para passar a sua mensagem, opte por uma que seja de simples leitura e que prenda de imediato a atenção dos seus leitores. A menos que pretenda fazer um passatempo do tipo "onde está o wally". Ai sim os seus leitores estarão com disposição de ficar uns segundos a olhar para a sua imagem.

Introdução ao Marketing Digital

Introdução ao Marketing DigitalA ideia deste artigo é fazer uma abordagem introdutória ao Marketing Digital. O artigo irá ser complementado com outros artigos, divididos da seguinte forma:

  1. Web 2.0
  2. Geração “proconsumer”
  3. Redes sociais e Networking
  4. Comportamento de compra e consumo via Internet
  5. Segmentação de mercados
  6. Novas formas de pensar (Marketing Mix).

A geração “y” tem uma taxa de utilização de internet, próxima dos 100%

      Cada vez mais há utilizadores de internet e quanto mais jovens são as pessoas, maior é o seu conhecimento e capacidade de adaptação a novas tecnologias.Relembro uma notícia do Publico, publicada a 16.10.2009: O número de utilizadores de Internet em Portugal Continental aumentou dez vezes nos últimos 13 anos. Em 2009, perto de 4,5 milhões de portugueses acedem regularmente à Internet, de acordo com os mais recentes dados do Bareme Internet da Marktest. Este valor é altamente significativo e não deixa dúvidas de que a internet, independentemente da indústria onde trabalhamos, deve ser uma aposta clara. O estudo refere ainda: Os 5,6 por cento de indivíduos que em 1997 acediam à Internet passaram, em 2009, para 53,9 por cento - mais 863 por cento do que então, indica o relatório. A profissão dos utilizadores é ainda marcante no acesso à Internet: entre as domésticas apenas 9,1 por cento assume aceder à Web, ao passo que entre os estudantes a percentagem aumenta para 98,5 por cento. Nota-se igualmente uma grande discrepância no que toca à idade

: 96,7 por cento dos jovens entre os 15 e 17 anos

      já não dispensa a Internet, um valor muito acima dos 7,3 por cento de idosos com mais de 64 anos que também navegam. Os dois sexos apresentam igualmente diferenças: 62,19% dos homens acede à Internet, ao passo que esse valor baixa para 46,5% junto das mulheres. Entre as regiões é onde encontramos menor heterogeneidade, embora os residentes na Grande Lisboa e no Grande Porto apresentem taxas superiores de utilização de Internet: 63,0 por cento e 60,8 por cento, respectivamente. Não tenhamos dúvidas que os “novos clientes” já estão pela internet à procura de informação. Será através da internet que vão ser influenciados iniciando o seu processo de decisão de compra (que falaremos noutro artigo)

Internet e Web são a mesma coisa?

      Para começar a falar sobre este assunto, convém perceber um pouco alguns conceitos que por vezes se misturam. Recorremos ao livro de

Filipe Carrera

      -

Marketing digital na versão web 2.0

      para encontrar algumas definições. É  preciso clarificar que Internet é diferente de Web (World Wide Web, que em português significa "Rede de alcance mundial"), ou seja, de uma forma simplista, podemos assumir que a Web é uma ferramenta da Internet. Para além da Web, a Internet tem outras ferramentas, como por exemplo o correio electrónico e os chats (messenger, skype, etc.). É de facto extraordinário tentar perceber todas estas definições que se interligam, mas não é esse o motivo para que serve este artigo. Aqui procuro dar uma visão que, ao contrário do que se possa pensar, adapta-se à nossa Indústria, a Indústria Farmacêutica. Nos dias de hoje, é indispensável que os Marketeers e Gestores olhem para a Internet como uma ferramenta única, que merece uma análise individual e particular, tem variáveis próprias que têm e devem ser analisadas. Toda a estratégia deve passar pelo mundo Digital, mesmo que seja apenas numa perspectiva Institucional. É essencial que as empresas e o Marketing se adaptem à nova realidade, estruturando os seus recursos, procurando tirar o maior partido deste mercado. É importante que haja uma estratégia clara, que integre o Marketing Tradicional com o Marketing Digital, porque a Internet veio para ficar e está em forte crescimento.

Web 2.0 e a geração PROCONSUMER

      A “nova” Web, chamada de Web 2.0, veio impulsionar a geração

proconsumer

      (produtor + consumidor), a geração que para além de se servir da Internet para recolher informação, também a partilha, entrando numa óptica de produtor/consumidor de conteúdos e informação. Criámos um quadro para exemplificar melhor as alterações da antiga Web (designada por web 1.0) para a recente Web 2.0.
Web 1.0 Web 2.0
Eu publico, tu lês Nos publicamos, nós lemos
Eu forneço Nós partilhamos
Era da Produção Era da colaboração
Webpage, site Wiki, Blog, CMS (Content Management Systems), LMS (Learning Management Systems)
Sociedade da Informação Sociedade do conhecimento

Fonte: Marketing Digital na versão 2.0

        A mobilidade causada pelo

gadgets

      (dispositivos electrónicos portáteis), e pelo forte aumento da velocidade de banda larga, tem vindo a aumentar a interacção na Internet e permitiu que cada vez mais se partilhassem conteúdos e informação. Actualmente, em qualquer lado do mundo, uma pessoa pode aceder à Internet, partilhando ou recolhendo informação em tempo real. Aguarde pelo próximo artigo, onde aprofundarei o tema

WEB 2.0 (fazendo referência à web 3.0)

Redes Sociais e Networking para Empresas

Aqui no Marketing Portugal, já tivemos um especialista a falar em Networking – Filipe Carrera. Já restam poucas dúvidas da importância do Networking numa carreira profissional e todos sabemos que quanto maior for a nossa rede de contactos, maior é a probabilidade de sucesso e de progredir na carreira (noutro artigo abordarei a importância das redes sociais para as pessoas, individualmente). Inevitavelmente, falar de Networking, nos dias de hoje, é falar de Redes Sociais. Estas redes vieram potencializar a utilização de contactos, sejam profissionais ou não, em prol de um objectivo. Sempre que estabelecemos um contacto (seja online, ou não..) estamos a trabalhar a nossa rede. Neste artigo e mantendo a continuação dos artigos de Marketing Digital, vou me concentrar nas redes sociais e partilhar de que forma se pode tirar partido de algumas dessas redes (twitter, linkedin, facebook e youtube), aumentando a relação, em rede, com o público-alvo (cliente, colaboradores, investidores, etc..) Vamos então abordar de que forma as redes sociais podem-se tornar numa verdadeira "vantagem competitiva", na óptica das empresas. É indispensável relembrar que as redes sociais devem ser utilizadas como um meio (canal de comunicação) que pretende atingir um fim (objectivo). Tal como outro qualquer canal de comunicação, temos que definir o nosso público-alvo, definir a mensagem que queremos passar e devemos estabelecer objectivos (quantificáveis) para medir o sucesso do investimento. Cada rede social funciona como um canal de comunicação. Cada um tem as suas características próprias e diferem umas das outras (tal como a TV difere da rádio..). Temos que pensar, estrategicamente, se faz sentido entrar em todas as redes ou se devemos ser selectivos. É importante saber onde estamos e para onde queremos ir e de que forma as redes sociais nos podem ajudar nesse percurso.

twitter

 

Um estudo da consultora Brand Republic, mostra claramente que não serve ter uma grande quantidade de “seguidores” no twitter, o importante é saber trabalha-los.

twitter2

A “gigante” Google, apresenta mais do dobro de “followers” da Starbucks, mas a Starbucks conseguiu gerar 3 vezes mais comentários que a Google, principalmente porque a Starbucks é das marcas que melhor trabalha as redes sociais. Dá resposta aos seus “seguidores” e procura estar presente em todas as redes. Não entrou nas redes por entrar, está presente de forma activa e proactiva, ao contrário do que se passa com muitas marcas que apresentam uma postura “reactiva”, esperando que o cliente se manifeste e transmita informação útil. Nesta rede, as empresas devem estar presentes, mas têm que ter a noção que é uma rede muito dinâmica, que gera um grande “buzz” na internet através da funcionalidade (re)tweet. É uma rede muito importante para obter feedback dos nossos clientes e como tal, é um ponto importante saber quem nos segue. Temos que saber quem está na nossa rede e devemos manter essa rede controlada. O Twitter é uma rede importante para:

  • Gerar BUZZ
  • Comunicar novos serviços
  • Comunicar novas campanhas
  • Recolher informação sobre o público-alvo

facebook

O Facebook é uma rede com características únicas. As empresas devem utilizar esta rede, focalizando-se num público mais jovem, mais dinâmico e mais proactivo. O público do Facebook adere, partilha e aceita desafios, mas é preciso cativar a sua atenção. Já muitas marcas estão presentes no Facebook, mas se analisarmos algumas, verificamos que pouco fazem com a sua rede. Não lançam promoções especializadas, não cativam os utilizadores e limitam-se a “despejar” conteúdo. É preciso haver interacção entre os utilizadores e as marcas. O Facebook tem uma aplicação que permite às empresas criarem anúncios. Estes anúncios têm uma particularidade que permite segmentar de uma forma incrível, ao pormenor, o que torna a nossa campanha mais eficaz.

facebook2

Como podemos ver no exemplo anterior, com 40,12€, um anúncio obteve mais de 750.000 impressões e recebeu quase 400 cliques. O que nos leva a tentar perceber, quanto vale um novo utilizador? Não é dos serviços mais baratos, mas é bastante eficaz! Utilizando a rede Facebook, as empresas podem:

  • Envolver jovens com a marca/empresa/serviço
  • Comunicar novos serviços
  • Comunicar novas campanhas
  • Criar anúncios segmentados
  • Recolher informação sobre o seu “alvo”

No Facebook temos a função de criar grupos, o que nos permite comunicar, apenas com um clique, com um conjunto de pessoas. É importante relembrar que estes grupos têm que ser dinamizados, porque os utilizadores do Facebook, muitas vezes, têm um papel reactivo no que toca aos grupos, ou seja, ficam à espera que a informação lhes chegue e não têm a iniciativa de acompanhar tudo o que é dito/partilhado no grupo.

youtube

 

  • O Youtube é das principais “ferramentas” de Marketing Viral, existem imensos casos de sucesso, de campanhas promovidas, especificamente para o Youtube. Um vídeo, eficazmente, criado para o Youtube, pode atingir mais utilizadores do que a televisão, para além da sua particularidade global – pode ser acedido de qualquer parte do mundo. O Youtube também nos permite obter muita informação, credível, sobre os utilizadores. Devemos utilizar o Youtube para;  Comunicar novas campanhas
  • Criar acções de marketing viral
  • Permitir que os utilizadores partilhem vídeos
  • Para aparecer nas pesquisas dos motores de busca

Linkedin

O Linkedin é a principal rede social para se estabelecer contactos profissionais. O público do Linkedin é um público que aproveita esta rede para partilhar e adquirir conhecimento. É uma rede que nos permite ganhar visibilidade junto dos nossos pares e sermos reconhecidos no mercado em que estamos inseridos. Como nas restantes redes, é importante conhecermos a nossa rede de contactos e termos um objectivo definido. Esta rede apresenta profissionais de todos os sectores, de diversas idades, mas podemos caracterizar os seus utilizadores, como um segmento com poder de compra e forte capacidade de influência. Embora exista um pouco de tudo, o que se diz no Linkedin, para muita gente, é credível. A marca nesta rede deve entrar como uma mais-valia na partilha de informação. É escusado criar grupos publicitários. A forma mais eficaz de trabalhar esta rede é criando grupos de conhecimento e partilha de informação sobre o sector em que estamos inseridos. Devemos utilizar o Linkedin para;

  • Estabelecer contactos profissionais
  • Dinamizar utilizadores com poder de compra
  • Promover acções para produtos mais selectivos e específicos
  • Partilhar conhecimento e Know How com os clientes e potenciais clientes

mysocialnetwork

É de facto comum, cada vez mais, vermos empresas com a sua própria rede social. Estas empresas, por vezes, não tiram partido desta rede e de tudo o que podem fazer com ela. Digamos que o principal ponto, é a obtenção de dados e o envolvimento do seu “target”. É importante trabalhar muito bem uma rede própria, porque se for mal gerida acaba por ser uma “mancha” na companhia. Através de uma rede social própria, podemos conquistar novas ideias, de forma eficaz e com baixo investimento. É uma forma pertinente de por os clientes e potenciais clientes a debater sobre uma ideia ou mesmo um produto. Muitas marcas já lançam produtos, apenas para os “testers” da sua rede, pois daqui surgem pequenas criticas que podem ditar o sucesso, ou insucesso, do produto. Geralmente são clientes já envolvidos com a marca, que gostam de participar no seu desenvolvimento e vão sentir orgulho em estar no processo, gerando BUZZ entre os seus pares. No caso de a empresa/marca, ter a sua própria rede social, é importante que haja uma sincronização entre as redes públicas (facebook, twitter, linkedin, etc.) e a rede social privada, da empresa. Os principais objectivos de uma rede social própria podem ser:

  • Envolver colaboradores
  • Envolver clientes
  • Promover as sugestões de ideias
  • Agrupar e organizar “testers”
  • Influenciar KOL´s
  • Dar resposta a todos os comentários (mesmo que negativos)
  • Contacto One to One

social-networking-sites

Transversalmente a todas as redes, deixo alguns objectivos a considerar:

  • Criar um grupo de testers
  • Criar “opinion leaders”
  • Trazer mais-valias para os utilizadores das redes
  • Criar simuladores (para as pessoas e para empresas) – por exemplo, no caso da banca, disponibilizar simuladores de crédito
  • Recolher opiniões (feedback e novas ideias)
  • Identificar e detectar necessidades
  • Segmentar utilizadores

Obter o máximo de informação sobre os utilizadores. (por exemplo, se detectar que uma maioria gosta de Golfe, se calhar faz sentido promover um serviço com uma oferta relacionada com esta temática) Postura nas redes:

  • Dar resposta a todas as questões
  • A entidade deve ser “proactiva” e não “reactiva”.

A geração “proconsumer” não admite ser ignorada e quer sempre receber “feedback”. Devemos felicitar as iniciativas, mesmo que não sejam as melhores para os objectivos da marca.

Cuidado com o seu comportamento e dos seus colaboradores. Os clientes estão em todo o lado Todas as redes sociais (apenas referi algumas) podem ter um papel decisivo no desempenho da empresa, mas é importante que os objectivos estejam bem definidos para cada rede. Cada rede social tem a sua particularidade e devemos ter noção de que a estratégia deve ser focalizada no “target” existente em cada rede. O Networking promove a capacidade que temos para dar resposta aos nossos utilizadores, ou seja, temos que estar presentes e fazer sentir aos utilizadores a importância da sua participação na marca/empresa/produto/serviço. Como recomendação final, aconselho a todas as empresas estarem nas redes sociais e motivarem os seus colaboradores a estarem activos nas redes, o importante é saber traçar uma cultura empresarial para esta finalidade. Um colaborador a dizer “asneiradas” nas redes sociais, poderá ser um perigo para qualquer companhia. É importante formar as equipas para saberem estar nas diferentes redes sociais, lembrando-os que em todas as redes há clientes e potenciais clientes para trabalhar, diariamente.

De uma forma genérica, se as marcas souberem tirar partido das redes sociais irão concluir que:

  • O ROI é bastante favorável
  • É possível satisfazer e superar as expectativas dos clientes
  • Aumentam e melhoram o relacionamento com clientes (fidelização)
  • Conseguem angariar novos clientes com campanhas personalizadas (oferecendo o que o cliente procura), o que de outra forma seria impossível
  • É possível e gratificante envolver os clientes com a marca e com os produtos/serviços
  • Conseguem motivar, envolver e avaliar os colaboradores

Algumas curiosidades sobre as redes mencionadas (estes valores não são exactos):

redes - factores

Este artigo vem no seguimento de: Da web 2.0 para a 3.0 e a geração proconsumer Introdução ao Marketing Digital

Planeie a sua presença online

istock-social-network

A presença online, não corresponde só à presença nas redes sociais, mas sendo estas  "plataformas", das mais dinâmicas neste mercado, vamos tentar centrar-nos nesta matéria e planear a nossa presença online, nas redes sociais. A metodologia apresentada neste artigo, poderá servir para qualquer “plataforma”, o procedimento é o mesmo e todas as etapas aqui apresentadas podem ser “moldadas” para os diversos tipos de solução online. Quase diariamente surgem novas redes sociais e novas ferramentas para dinamizarmos a nossa rede de contactos.

Com este artigo pretendo demonstrar que para tirar partido de todo este universo, é preciso utilizar uma metodologia, por mais simples que seja, para planearmos a nossa presença online. Existem inúmeras formas de planear, talvez tantas como o número de redes sociais disponíveis, por isso tenham este exemplo como uma solução, simples, para porem em prática o vosso “plano”. É importante ainda referir que este tipo de “plano” pode ser feito a título individual, para proveito pessoal, ou a título empresarial, tendo em conta os objectivos propostos pela empresa. Nas empresas e sem me alongar muito nesta introdução, relembro que um plano de Marketing deve ser desenvolvido em 2 fases (estratégica – médio e longo prazo e operacional – curto prazo).

Seguramente, devido à evolução destas redes, devemos enquadrar este planeamento no curto prazo, numa vertente mais operacional, ou seja, se estamos a desenvolver um plano de presença online, para uma empresa, devemos ter a noção clara de que este plano, a curto prazo, deve ter como finalidade, contribuir para a estratégia de médio e longo prazo. A presença nas redes sociais deve ser utilizada para atingir uma finalidade clara, seja para as empresas, seja a título individual. Todos nós temos que estar consciencializados que não estamos sozinhos na “rede”, é preciso termos a noção de que uma “presença” descuidada, poderá trazer consequências desagradáveis.

Por exemplo; Um estudante que não tem propriamente objectivos profissionais na “mira” da sua presença online e gosta de partilhar momentos de diversão, por vezes em excesso, deve ter a noção que um dia quando estiver numa fase de recrutamento para uma empresa, toda esta informação está livre e pode ser consultada pela empresa. Se a empresa recolher informação que não lhe agrade, todo o processo de recrutamento pode ser posto em causa. Quando refiro que devemos planear a nossa presença online, não estou propriamente a dizer que devemos fazer um plano, de 100 páginas. Se não quisermos fazer um planeamento exaustivo, basta tirar umas notas e pensar em cada etapa da estrutura que irei referir a seguir. Mesmo sem aprofundar muito, esta linha de raciocínio obriga-nos a pensar e a tomar medidas para o que queremos, não só hoje, mas também no futuro. No mínimo, recomendo que, os objectivos sejam escritos, para poderem ser acompanhados.

Plano Redes sociais

Neste esquema, abordamos, de forma simplista, todas as etapas a ter em conta no planeamento de Marketing. Na presença online, todos estes campos poderão e deverão ser analisados, embora com uma finalidade diferente daquela que por vezes utilizamos nos planos de Marketing. Não devemos ser demasiado exaustivos na análise, até porque este mercado é muito dinâmico e temos que estar sempre atentos. Quando analisamos cada rede social, temos que ter noção que na semana a seguir tudo pode estar diferente. É importante termos a capacidade de acompanhar as redes que consideramos indispensáveis, cruzando diversas variáveis (nº de utilizadores, taxa de crescimento, dinâmica da rede, adesão dos nossos pares ou clientes, etc.) O planeamento da nossa presença online deve então passar por 5 etapas:

1. Análise de diagnóstico:

Se estivermos a preparar a presença online para "fins" profissionais, está etapa é crucial. Temos que saber responder a questões como;

  • Que redes e ferramentas para gerir as redes existem no mercado?
  • Quais as principais funções que cada rede disponibiliza?
  • Onde estão os meus concorrentes/clientes/pares/amigos?
  • Quais os indicadores dessas redes? (taxa de crescimento, traffic rank, nº de utilizadores, impacto na sociedade, etc.)
  • Qual o “target” de cada rede?
  • Regras e restrições na utilização das redes?
  • Como se comportam os utilizadores de cada rede?
  • O que diferente a rede X da rede Y?
  • Que recursos preciso para gerir todas as redes?
  • Tem custos?
  • Em que língua está a rede social? (domino o idioma? É nesta língua que quero comunicar com os meus clientes/pares/amigos?)
  • Tenho tempo para gerir muitas redes e muitos contactos? Que soluções tenho?
  • Quais os meus “pontos fortes” e “pontos fracos”? De que forma posso trazer valor acrescentado à rede?

Se pretendermos podemos criar uma “matriz” para analisarmos cada rede social, esta rede social irá dar-nos o “panorama” geral.

2. Objectivos

Esta é obviamente uma fase crucial do plano. Estes objectivos surgem depois de um bom diagnóstico de situação. Devem ser objectivos mensuráveis, realistas e ambiciosos. É importante definir muito bem os objectivos da nossa presença online, respondendo a uma questão indispensável – para que quero estar online? Seguem algumas sugestões de objectivos na presença online;

  • Quero aumentar a minha visibilidade junto dos meus pares;
  • Quero aumentar a notoriedade da minha empresa;
  • Quero aumentar o “buzz” sobre o meu produto;
  • Quero avaliar a aceitação a um novo produto, a uma nova ideia;
  • Quero comunicar um produto/serviço;
  • Quero aumentar as minhas vendas
  • Quero aumentar a minha rede de parceiros;
  • Quero angariar mais clientes;
  • Quero fazer amigos;
  • Quero ser identificado como um especialista;
  • Quero recrutar profissionais
  • Quero encontrar emprego
  • Quero dar visibilidade a um projecto.

Os objectivos são infinitos e variam de pessoa para pessoa, de empresa para empresa, mas devemos ser exigentes nessa fase e ir ao pormenor das questões. É importante ainda quantificar os objectivos para cada rede. Por exemplo; Tenho uma serie de artigos que considero importantes de partilhar e quero aumentar a sua visibilidade. Para isso quero ter pelo menos 200 cliques no facebook, 100 no linkedin e 20 RT´s no Twitter.

3. Opções estratégicas

Estas opções, para além de nos permitir “filtrar” as redes sociais em que queremos marcar presença, vão nos permitir diferenciar e sermos identificados pelo nosso “alvo”.

  • Segmentação

Para atingir os nossos objectivos, qual é o “taget” que me interessa? Cruzando a resposta a esta pergunta com a análise de diagnostico, vamos perceber rapidamente onde está o “target” que definimos ser importante para nós. Por exemplo; O meu objectivo é aumentar a minha rede de parceiros profissionais. Respondendo à questão de quem é o meu “target”, percebo que o meu “target”, são profissionais de Marketing com experiência na área. Ao recorrer à minha análise de diagnóstico, poderei verificar que, por exemplo, o Linkedin é, provavelmente, uma rede social em que tenho que trabalhar a minha presença online.

  • Posicionamento

O posicionamento é aquilo que nos vai diferenciar da concorrência e é a forma como vamos ser identificados pela nossa rede. Por exemplo; Recorrendo ao exemplo anterior, quisemos aumentar a nossa rede de parceiros profissionais, mas para isso quero que eles me vejam como uma empresa especialista em Marketing, para terem interesse em estabelecer a dita parceria. Se eu quero ser visto com um especialista em Marketing, ou a minha empresa quer ser vista como tal, não vou estar a escrever, por exemplo, artigos de arte. E importante que o posicionamento pretendido seja o posicionamento percebido e para tal não podemos “confundir” a nossa rede.

4. Marketing – Mix

Estas variáveis operacionais (curto prazo), são aquelas que nos permitem atingir os objectivos estratégicos numa empresa (longo prazo). Recorrendo aos tradicionais 4 P´s do Marketing, estas variáveis são;

  • Produto (product)
  • Preço (price)
  • Distribuição (place)
  • Comunicação (promotion)

No planeamento da presença online, também temos estas variáveis, embora adaptadas ao plano em questão. Produto – O que vamos “vender” no mundo online? Que produtos temos?. É importante referir que nos próprios podemos ser trabalhados como um produto. Se eu quiser aumentar a minha visibilidade e ser reconhecido como um especialista, tenho que analisar o “produto” que tenho para partilhar com os meus contactos, com a minha rede. Preço – Aqui analisamos o preço. Quanto vale cada produto meu? Posso desenvolver uma estratégia de “pricing” para as redes sociais? Qual? Distribuição – Onde vou distribuir o meu produto? Em que redes faz sentido? (por exemplo, numa empresa posso ter um conjunto de produtos, com diversos preços. Quando distribuímos o produto nas redes, temos que conseguir perceber se os utilizadores da rede terão algum interesse neste nosso produto. Se tivermos um relógio de 5.000 euros para vender, possivelmente será ineficaz distribui-lo numa rede social, maioritariamente, constituída por jovens estudantes). Comunicação – Como vai comunicar? Que mensagem quero passar? Qual o “alvo” para cada mensagem? Devo adaptar uma mensagem a cada rede? Como? Que tipo de “linguagem” devo usar? (por exemplo, para uma rede social constituída, maioritariamente, por adultos, profissionais, deveremos utilizar um tipo de comunicação diferente, do que para uma rede, maioritariamente, constituída por jovens estudantes). Devemos sempre procurar comunicar aquilo que se traduza em valor acrescentado para o utilizador de cada rede.

5. Plano de acções

Para acabar o plano, devemos definir algumas acções para a nossa presença online. Há varias formas de o fazer e obviamente que as acções depende daquilo que queremos fazer na nossa presença. Entenda-se acção, tudo aquilo que poderemos fazer para dinamizar e rentabilizar a nossa presença online, desde o contacto com a nossa rede, actualização de perfil, inserção de uma mensagem publicitária paga numa das redes, publicação de um artigo, até à simples mensagem na “wall”. Cada acção deve ser definida, tendo em conta os objectivos definidos, o “target” escolhido e o posicionamento pretendido. Procurem que o plano de acções seja o mais completo possível. Que tenha datas, objectivos, alvos, mensagem a transmitir e um plano de contingência (que servirá para prevenir alguns imprevistos que nos desviem dos objectivos). Por exemplo; Objectivo – Aumentar a visibilidade pessoal e ser visto como especialista de Marketing Alvo – Profissionais de Marketing e estudante Mensagem – Acompanhem o meu trabalho! Acção – Elaboração de um artigo especializado, sobre Marketing. Data – 31/03/2010 Objectivo da acção – 120 cliques na rede A, 200 na rede B, 300 na rede C. Plano de contingência – Se no dia 20/03 estiver longe dos objectivos, reforço a divulgação nas redes com menos cliques. Envio mensagens personalizadas para os membros que poderão divulgar o meu artigo e promovo o BUZZ através de publicidade na rede Z. Para finalizar, faço referência a mais um ponto indispensável a ter em conta que considero fazer parte da execução do plano e não do plano em si – Controlo, Avaliação e Actualização. Um plano de pouco serve se não for controlado, avaliado e actualizado. Como referi anteriormente o mercado das redes sociais é muito dinâmico e está em constante actualização, é importante mantermo-nos em alerta e periodicamente voltarmos a fazer o diagnóstico da situação, reformulando tudo o que for “afectado”. Por exemplo; Se surgir uma nova rede social, que “reúna” utilizadores com o perfil que procuramos, temos obrigatoriamente estar presentes nesta rede e reformular o plano com esta nova “aposta”.Para além da actualização é indispensável que haja um controlo, efectivo, dos resultados para que possamos avaliar a eficácia da estratégia “desenhada”. Só assim conseguimos perceber se estamos a atingir os objectivos, ou, o que podemos fazer para os atingir de forma mais eficaz e eficiente.

Bom plano e boa presença Online!

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