AUTENTICAR

A Individualização como política de Marketing

É comum afirmar-se que o Marketing objectiva a concretização de um conjunto de transacções económicas. Contudo, e embora as transacções sejam um elemento fulcral em Marketing, pela sua extraordinária capacidade de transformar simples transacções em relações (de lealdade às marcas), o futuro das organizações empresariais passa, indiscutivelmente, pela individualização das suas ofertas ao mercado.

 Hoje (e de futuro), marcas prestigiadas, como a “Nike”, “Olá”, “Pizza Hut”, “Salsa”, e as mais variadas marcas de automóveis (e.g. Volvo; BMW; Audi), proporcionam aos seus clientes (consumidores fidelizados) a possibilidade de obterem soluções “à medida”, mesmo que os referidos clientes pertençam ao mesmo segmento de mercado (e.g. clientes Volvo V40 podem ter o mesmo carro mas com múltiplas características diferentes). “Construa o seu próprio gelado” (Marca Olá); “Faça você mesmo a sua própria pizza” (Marca Pizza Hut); “Personalize as suas calças” (Marca Salsa), são exemplos de algumas marcas que se aperceberam da importância de irem ao encontro das mais profundas necessidades, desejos, emoções e atitudes de seus clientes. A nível empresarial (e estratégico), uma abordagem de individualização, enquanto elemento de diferenciação, exige profundas alterações no modo de actuação das empresas, em actividades relacionadas, por exemplo, com o processo produtivo, relacionamento com clientes e serviços pós-venda. No entanto, uma política de individualização exige uma arquitectura assente em três pilares fundamentais:

1)   Um conhecimento profundo de cada um dos clientes, recorrendo a data bases, por exemplo, o que requer, obviamente, uma selecção dos clientes, através do life time value ou dovalor estratégico de cada cliente, com base no seu prestígio ou na aquisição de conhecimento que o mesmo permite às empresas;

2)    Uma interacção contínua e individualizada por parte da empresa, i.e., a capacidade de a mesma ouvir e comunicar com os clientes;

3)   Adaptação das ofertas a cada cliente (de acordo com as suas preferências e exigências).

 

esquema

Lições de Marketing da recente história da Microsoft e da Apple

 

background

É minha convicção que a indústria das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) é uma fonte notável de lições de estratégia, de inovação e de marketing. Particularmente a Microsoft e a Apple têm sido permanentes case studies. Nem sempre pelas melhores razões. A Microsoft particularmente vem registando uma série interminável de insucessos.

Marketing de Conteúdos: Do Euromilhões à Sopa da Pedra

 

 

 

O marketing de conteúdos baseia-se na partilha de conteúdos interessantes a uma audiência que vamos seleccionando e que também acaba por nos escolher como fonte de informação. Há no entanto que pensar em dois aspectos antes de começar. Primeiro perceber como funciona com sucesso. Em segundo que é um processo evolutivo.

O sucesso no marketing de conteúdos

Existem 3 formas de atingir o sucesso ao adoptar uma estratégia de marketing de conteúdos. Uma é baseada na genialidade. O que fazemos e transmitimos é de tal forma criativo, diferente, interessante e inspirador que cria um processo viral de propagação. Quem vê partilha com vários e a coisa espalha-se como um vírus. É bom dizer que probabilidade de o conseguir é sensivelmente a mesma de acertar no euromilhões, pelo que ficar à espera que tal aconteça pode trazer-nos dissabores. Outra opção é baseada em forte investimento. Aplicar elevados recursos financeiros na aquisição de recursos técnicos e humanos pode acelerar um processo que normalmente é lento. Esta opção estará ao alcance de grandes empresas que podem dispor dos necessários meios financeiros. Não podemos no entanto inferir daqui que dinheiro é sinónimo de sucesso. Terá quer ser dinheiro nas mãos certas. No entanto esta hipótese não está ao alcance da maioria de nós, comuns mortais ao serviço de PME ou profissionais liberais. Resta-nos a terceira e última opção. Persistência e paciência. Temos que perceber que o marketing de conteúdos é uma maratona e não uma corrida de sprint. É um trabalho de formiga, grão a grão a encher o celeiro. Este sim, um caminho que todos temos condições de percorrer.

Quando começar

Esta mensagem destina-se aos perfeccionistas, a quem pensa que lhe falta sempre qualquer coisinha para estar pronto para começar, os eternos adeptos do adiar. No marketing de conteúdos o importante é começar. Seja só com a newsletter, ou com o blog, ou com a página do facebook. O importante é iniciar o processo. Como a história da sopa da pedra. Basta uma pedra e uma panela com água e a sopa está a fazer-se. Porque o resto vai-se adicionando depois.

O objectivo

Poderá surgir a questão: Marketing de conteúdos para quê? O objectivo do marketing é fazer negócio, gerar lucros para a empresa. O marketing de conteúdos pode contribuir para isso de três formas. Uma é atrair mais clientes. Ao trabalharmos o aumento da audiência estamos a passar a mensagem da empresa a mais pessoas que se podem tornar clientes. Outro contributo é uma maior fidelização dos clientes ao aumentar a frequência da comunicação e a percepção dos mesmos sobre o valor da empresa. Esta percepção de valor leva ao terceiro ponto, o elevar do posicionamento que pode ser aproveitado para cobrar mais pelos produtos ou serviços ou adicionar novos produtos e serviços de maior valor. Está previsto um workshop sobre este tema para o dia 6 de Novembro de 2010 em Lisboa.

Clique aqui para mais informações

 

Artigo escrito por: Jorge Lascas

Costumer Relationship Managment no Imobiliário residencial

 

 

Poucas compras assumem igual importância para um consumidor como a de uma habitação. O elevado envolvimento e relação pessoal que tem de existir entre comprador e vendedor faz com que aplicar somente estratégias de Marketing Transacional no mercado imobiliário seja cada vez mais um erro.

Estrutura "base" para um Plano de Marketing

Têm nos chegado alguns pedidos para partilhar uma estrutura "base" para um plano de Marketing. Descrever, num contexto teórico, todas as fases e metodologias inerentes a um plano de Marketing, dava para escrever um livro, como tal, tentei sintetizar a informação para que todos possam, de alguma forma, tirar proveito da informação. Importa referir que o plano e a sua estrutura devem ser adaptados à realidade da empresa. Lembrem-se também que o plano de Marketing é uma ferramenta de trabalho, não é algo para ficar na gaveta, sem qualquer alteração, porém, as alterações devem ser efectuadas e ajustadas, essencialmente, a partir das variáveis operacionais (ponto 5). Fazer alterações nos pontos anteriores, pode "confundir" o mercado e a própria organização empresarial.

Fazer Marketing - O que é isso?

Muitas vezes, o Marketing fica reduzido à comunicação. É importante desmistificar e explicar, afinal de contas, o que é isto do “Marketing”? Muito se especula sobre o que é mais importante, se o Marketing, a Comunicação, ou as Vendas. Na minha óptica, independentemente da importância, todos devem trabalhar de forma integrada em prol de objectivos comuns e com uma estratégia partilhada. A comunicação (onde se inclui a força de vendas) obviamente que é, uma das variáveis importantes do Marketing, principalmente porque é a parte mais “visível” de toda a estratégia Acho que é importante partilhar visões e reflexões sobre esta temática pelo grande desconhecimento que existe relativamente às potencialidades do Marketing.

Assinar este feed RSS