AUTENTICAR

Serão as suas Redes Sociais um espelho de si próprio?

A aparição das Redes Socais veio a alterar os paradigmas de comportamento das pessoas, o que obrigou as marcas a reconsiderarem as suas estratégias de comunicação e marketing, fazendo-as direcionar investimentos para estas redes, não só pelo seu poder de alcance, como também pelo elevado tempo que os consumidores passam nas mesmas.

No entanto, numa perspetiva de socialização, é certo que as redes sociais modificaram em muito a forma de estar das pessoas na WEB. Nunca até então o ser humano teve tanta necessidade de partilhar com o mundo onde está, com quem está, o que está a fazer, o que está a pensar ou como se sente. Desde as selfies, aos desabafos, às opiniões, o ser humano expõe nas Redes Sociais muito daquilo que é o seu dia-a-dia, as ideologias que defende, a sua opinião em relação a determinados assuntos que marcam a atualidade, ao ponto de até mesmo alguns traços da sua personalidade poderem ser evidenciados.

Nos últimos tempos temos assistido a vários episódios de diversos colaboradores que foram despedidos por tecerem comentários depreciativos acerca da empresa para a qual colaboram. Em Portugal, no final do ano de 2013, foi proclamada pela primeira vez uma sentença sobre um trabalhador que foi despedido por justa causa por ter proferido comentários ofensivos na rede social Facebook acerca da empresa para a qual trabalhava, tendo o Tribunal dado razão à entidade empregadora, no âmbito da impugnação que o trabalhador apresentou após o seu despedimento.

No que toca a processos de recrutamento e seleção de colaboradores para empresas, existem já diversas entidades que para além de analisarem os CV's que recebem, hoje em dia procuram analisar a atividade social de um potencial colaborador nas Redes Sociais em que está presente, tentando conhecer melhor o candidato mediante os hábitos quotidianos que este partilha, o padrão de conteúdos que publica, o género de linguagem que utiliza, com o intuito de compreender de que forma o seu perfil encaixa no perfil de colaborador que procuram e que a empresa necessita.

O que é certo é que numa rede social não estamos sozinhos. Existem muitos olhares sobre nós, sobre as nossas opiniões, sobre o que fazemos, sobre o que partilhamos. E quando partilhamos algo nas redes sociais, partilhamos para alguém. Alguém que nos segue e que ao analisar esse conteúdo, de forma voluntária ou involuntária, poderá criar uma perceção sobre nós. As Redes Sociais podem revelar-se autênticas ferramentas de promoção pessoal, como podem ser desastrosas no que toca à transmissão de uma perceção errada sobre nós, ou até mesmo no que toca à transmissão de traços que corresponderão ou não à realidade, e que não pretendemos difundir para quem nos segue, dado que estes poderão trazer-nos consequências desagradáveis, a nível social, familiar ou profissional.

Mas serão mesmo as redes sociais espelhos de nós próprios? Creio que a resposta está na forma como as utilizamos. Tudo o que pretendemos transmitir ou dar a conhecer sobre nós está muito dependente da forma como utilizamos as redes sociais. É certo que cada indivíduo é livre para utilizar as redes sociais em que está presente da forma como entende, no entanto, nos dias de hoje, a sua gestão equilibrada nunca foi tão crucial.

 

 

A moda da efemeridade

 

 

Quantas vezes já não ouviu dizer que o que está na web fica na web para sempre? E se não for bem assim?

A tendência parece ser para que cada vez mais o consumo na web seja rápido, dando lugar a conteúdos cada vez mais efémeros. Uma das razões que explica e incentiva o consumo rápido é a quantidade de informação disponível na web. Estima-se que em 2020 a quantidade de informação na web duplique a cada dois dias. Isto faz com que cada vez mais, o conteúdo seja rei. 
Quem certamente percebeu esta tendência e a necessidade de consumo de conteúdo rápido foram os criadores do Snapchat, uma app que permite enviar fotografias que apenas estão visíveis durante o máximo de 10 segundos depois de se abrir a mensagem que contém a fotografia. Aparentemente isto não teria grande interesse, mas esta app regista um crescimento internacional interessante, sobretudo nas camadas jovens entre os 13 e os 25 anos. Atualmente, o Snapchat regista já um tráfego de 400 milhões de mensagens por dia. Quem percebeu esta tendência e oportunidade foi Mark Zuckerberg que já tentou adquirir o Snapchat

E porquê?

Porque o público do Snapchat (sobretudo jovens dos 13 aos 25 anos) quer fugir das redes sociais onde se encontram os seus pais, os seus professores, os seus chefes e possíveis empregadores. E o que esta app oferece é um serviço que descompromete, porque não temos a preocupação de pensar nas consequências da fotografia que tiramos e enviamos. Hoje em dia sabemos que a privacidade é muito restrita e que necessitamos de ter muito cuidado com o que colocamos na web. O Snapchat surge neste contexto, procurando responder à necessidade de partilhar fotos e comentários sem nos preocuparmos com a posteridade da mesma, conseguindo saber ainda quando a mensagem é vista.

Mas será o Snapchat interessante para as empresas e marcas?

Sem dúvida, que para alguns negócios esta app pode integrar o plano de comunicação digital. Apesar de nos parecer pouco tempo para comunicar, 5 a 10 segundos são normalmente o tempo que se dispõe para captar a atenção do consumidor num primeiro contacto, e mais ainda este pouco tempo confere também importância e urgência à mensagem. Este canal de comunicação torna-se interessante porque pode funcionar como um teaser, ou seja podemos ir criando expectativa nos clientes sobre um novo produto, ou mostrando imagens dos bastidores de uma série, de uma novela ou de um filme.

Esta é portanto mais uma ferramenta que os marketeers têm ao dispor para manter as suas marcas no top-of-mind, e que pode ser certamente o ponto de partida para muitas vezes gerar buzz à volta de um produto ou evento, e ainda gerar mais leads nos demais canais de comunicação.

Estar ou não estar no Facebook

Esta é ainda uma questão que muitas empresas colocam quando ponderam se devem estar nas redes sociais. Parece uma pergunta simples e cuja resposta deveria também ser simples: ou estão ou não estão. E se é para estar, então que seja a sério. Porque se os seus clientes estão lá, então a marca tem necessariamente de estar e bem representada.

É precisamente neste ponto que muitas empresas falham ao pensarem que por esta plataforma de comunicação ser de registo gratuito, não obriga a nenhum tipo de investimento. E, assim neste momento temos empresas com páginas no Facebook que simplesmente não comunicam! Já se imaginou a entrar numa loja e o funcionário não o cumprimentar?! Não ficava com boa impressão, pois não?

O digital não é portanto assim tão diferente do tradicional. As pessoas continuam a exigir uma boa aparência, respostas rápidas, conteúdo relevante, e envolvimento emocional com a marca. Acha que o site da empresa é suficiente? É importante sem dúvida, mas salvo raras exceções é feita uma comunicação unidirecional (empresa-cliente), e dessa forma o cliente não é ouvido, e acredite ele tem quase sempre opiniões, sugestões, criticas… Tudo o que o cliente diz ou pensa é importante para a marca e é nesse sentido que o Facebook surge, como uma ferramenta que permite essa bi-direcionalidade comunicativa.

Se ainda tem dúvidas sobre o Facebook, mas acredita no valor da sua marca pense que ela é falada por lá, bem ou mal, e você não sabe porque não está. Mas se estivesse e falassem bem, poderia aproveitar isso em seu benefício; e se falarem mal nada mais é do que uma oportunidade para melhorar. A grande vantagem  desta era das redes sociais é precisamente a possibilidade de haver uma comunicação bidirecional da empresa para o cliente e do cliente para empresa. 

 

O marketing no Facebook é assim tão importante porquê? A plataforma de publicidade desta rede social é a ferramenta de marketing mais poderosa da atualidade, atendendo ao nº de pessoas que pode alcançar (4,5 milhões de pessoas em Portugal) e à especificidade com que o pode fazer. Publicitar no Facebook pode gerar um alcance por vezes superior à TV e à rádio, possibilitando ainda uma segmentação do público-alvo superior e a preço mais baixo do que o AdWords do Google.

Todas estas potencialidades do Facebook podem ser alcançadas e usadas em benefício da sua empresa/marca, tanto numa fase inicial do negocio, como quando o objetivo é aumentar a carteira de clientes e/ou consolidar a ligação do cliente à marca. Estes benefícios só serão contudo conseguidos se despender tempo e recursos no planeamento estratégico de marketing e comunicação que irá implementar para ter uma presença no Facebook eficiente e eficaz.

O problema é que provar que o investimento no Facebook dá lucros nem sempre é fácil, mas ainda assim é importante que ninguém tenha dúvidas do seu real potencial.

Posto tudo isto, já se perguntou: O que tem andado a fazer nas redes sociais??

Redes Sociais aplicadas em Marketing Interno

 

As redes sociais existentes no mundo, como o facebook que tem o maior número de utilizadores, rede seguida pelo Google+, YouTube e Twitter, são omnipresentes na comunicação e cada vez mais familiares. No entanto, também existem redes sociais como a Yammer e a rede social Ning que permitem estabelecer uma comunicação interativa entre públicos internos nas empresas e instituições.

Desde o início do século XXI, as relações de trabalho têm sofrido grandes transformações decorrentes da utilização crescente de novas tecnologias de informação e comunicação. Principalmente por isso, as organizações que possuem colaboradores dispersos pelo país ou no estrangeiro, podem hoje unir-se para formar verdadeiras equipas globais através de intranets que cada vez mais se assemelham a redes socais, e de redes sociais internas propriamente ditas que permitem partilhar mensagens, ficheiros e inclusivamente manter conversações em direto. No entanto, existem ainda outras razões que justificam a utilização interna de redes sociais:

- A geração de ideias na perspetiva de inovação em processos, produtos ou serviços;

- A melhoria da eficácia da comunicação interna;

- O contribuir para uma estrutura mais aberta e interativa;

- A gestão documental;

- E a atração de jovens talentos.

Se levarmos em conta as afirmações de Luoma et al (2009), podemos mesmo dar por adquirido que as organizações já começaram a utilizar de forma significativa as redes sociais internamente. Contudo, como salvaguardam, e muito bem, Gratton e Gratton (2012), para quem criar e editar perfis ou páginas nas redes sociais, seja no interior das organizações ou para o exterior, é muito fácil, ter uma presença de nível superior requer muito esforço. Mas impedir a utilização de redes sociais é que parece cada vez mais inviável porque, como dizem também estes autores, nas organizações estamos tendencialmente confrontados com um processo de interação de grupos por meio de recursos tecnológicos como emails, blogs, microblogs e redes sociais em geral.

Lançada em 2008, a rede social Yammer, de que falei no início deste artigo, que agiliza a informação dentro das organizações tem mais de 5 milhões de utilizadores empresariais em todo o mundo. Trata-se de uma rede social privada que ajuda as equipas de trabalho a colaborar com o conteúdo, colocar questões, partilhar conhecimento com colegas, armazenar grandes arquivos, enviar documentos para espaços de trabalho de equipas e editar páginas em tempo real.

Com esta rede social também é possível estabelecer a conexão com clientes externos, fornecedores e parceiros de negócio, mas a colaboração entre colaboradores a nível interno, ligados a uma única plataforma é um fator crítico de sucesso relevante, algo que é possível integrando os serviços da rede social com os sistemas de informação existentes nas organizações.

Por outro lado, a rede social ning permite que todos os colaboradores falem através de grupos, fóruns, chats, partilhem imagens, opiniões, vídeos, e alimentem a emoção de interação. Esta rede social pode integrar-se com o facebook, Twitter e You Tube permitindo desenvolver uma comunicação viral. Outros recursos desta rede social são o streaming de vídeo e o email marketing.

Numa ótica de marketing interno a integração destas ou de outras soluções web com os sistemas de informação das organizações e outros media, como as televisões corporativas, melhor partido se poderá tirar das potencialidades das redes sociais internas ainda menos visíveis do que o facebook, Google +, YouTube ou Twitter, apesar de o facebook ter um potencial enorme para uma utilização interna eficaz: a criação e edição de grupos facebook para públicos internos, páginas onde a interação pode contribuir para aumentar a motivação.

Entretanto, de uma coisa podemos estar seguros: qualquer uma das tipologias de redes sociais enunciadas neste artigo contribui para minimizar barreiras à comunicação interna e flexibilizar estruturas organizacionais. Por isso, com mais ou menos visibilidade, já não há maneira de evitar o seu uso nas organizações até porque as novas gerações são digitais e exigem acesso a recursos tecnológicos e preferencialmente em mobilidade.

O ambiente interno das organizações é cada vez mais dinâmico e aquelas que conseguem interpretar e promover as redes sociais não só para o exterior mas também internamente, conseguirão certamente ter mais sucesso no futuro, uma vez que os colaboradores são os primeiros clientes a conquistar e fidelizar em qualquer organização, tenha ela ou não fins lucrativos.

Nos dias que correm é preciso aprender a saber gerir uma organização aberta com hierarquias mais flexíveis, e estabelecer formas de relacionamento entre os públicos internos e definir como é que se articula o mundo físico e o mundo virtual.

Para muitos, o uso de redes sociais nas empresas ainda é um problema, mas numa rede social interna podem ser simultaneamente todos surpreendidos por um colega que partilha a conclusão de uma ação antes do prazo previsto, ou por um colega do departamento comercial e de vendas que partilha o fecho de um negócio relevante contribuindo assim para a felicidade dos restantes, e isso é o melhor que pode ocorrer no domínio do Marketing Interno: os colaboradores construírem o sucesso de uma forma colaborativa e participativa, partilharem os êxitos alcançados e, com isso, entusiasmarem-se de uma forma autêntica e viral.

Pelos argumentos que desenvolvi de forma muito breve neste artigo, termino com uma questão:

- Porque é que as redes sociais também se aplicam em Marketing Interno?!

Adaptação de Conferência apresentada no III Congresso Ibérico Fenda Dixital 2012

 

Referências

 

Gratton, Sarah e Gratton, Dean (2012). De 0 a 100.000 social media para profesionales y pequeñas empresas. Madrid: ANAYA Multimédia.

Luoma, Satu et al (2009). Social Media – Knowledge Management 2.0. MSKE 2009 – Managing Services in the Knowledge Economy, pp. 307-315.

Redes Sociais e Networking para Empresas

Aqui no Marketing Portugal, já tivemos um especialista a falar em Networking – Filipe Carrera. Já restam poucas dúvidas da importância do Networking numa carreira profissional e todos sabemos que quanto maior for a nossa rede de contactos, maior é a probabilidade de sucesso e de progredir na carreira (noutro artigo abordarei a importância das redes sociais para as pessoas, individualmente). Inevitavelmente, falar de Networking, nos dias de hoje, é falar de Redes Sociais. Estas redes vieram potencializar a utilização de contactos, sejam profissionais ou não, em prol de um objectivo. Sempre que estabelecemos um contacto (seja online, ou não..) estamos a trabalhar a nossa rede. Neste artigo e mantendo a continuação dos artigos de Marketing Digital, vou me concentrar nas redes sociais e partilhar de que forma se pode tirar partido de algumas dessas redes (twitter, linkedin, facebook e youtube), aumentando a relação, em rede, com o público-alvo (cliente, colaboradores, investidores, etc..) Vamos então abordar de que forma as redes sociais podem-se tornar numa verdadeira "vantagem competitiva", na óptica das empresas. É indispensável relembrar que as redes sociais devem ser utilizadas como um meio (canal de comunicação) que pretende atingir um fim (objectivo). Tal como outro qualquer canal de comunicação, temos que definir o nosso público-alvo, definir a mensagem que queremos passar e devemos estabelecer objectivos (quantificáveis) para medir o sucesso do investimento. Cada rede social funciona como um canal de comunicação. Cada um tem as suas características próprias e diferem umas das outras (tal como a TV difere da rádio..). Temos que pensar, estrategicamente, se faz sentido entrar em todas as redes ou se devemos ser selectivos. É importante saber onde estamos e para onde queremos ir e de que forma as redes sociais nos podem ajudar nesse percurso.

twitter

 

Um estudo da consultora Brand Republic, mostra claramente que não serve ter uma grande quantidade de “seguidores” no twitter, o importante é saber trabalha-los.

twitter2

A “gigante” Google, apresenta mais do dobro de “followers” da Starbucks, mas a Starbucks conseguiu gerar 3 vezes mais comentários que a Google, principalmente porque a Starbucks é das marcas que melhor trabalha as redes sociais. Dá resposta aos seus “seguidores” e procura estar presente em todas as redes. Não entrou nas redes por entrar, está presente de forma activa e proactiva, ao contrário do que se passa com muitas marcas que apresentam uma postura “reactiva”, esperando que o cliente se manifeste e transmita informação útil. Nesta rede, as empresas devem estar presentes, mas têm que ter a noção que é uma rede muito dinâmica, que gera um grande “buzz” na internet através da funcionalidade (re)tweet. É uma rede muito importante para obter feedback dos nossos clientes e como tal, é um ponto importante saber quem nos segue. Temos que saber quem está na nossa rede e devemos manter essa rede controlada. O Twitter é uma rede importante para:

  • Gerar BUZZ
  • Comunicar novos serviços
  • Comunicar novas campanhas
  • Recolher informação sobre o público-alvo

facebook

O Facebook é uma rede com características únicas. As empresas devem utilizar esta rede, focalizando-se num público mais jovem, mais dinâmico e mais proactivo. O público do Facebook adere, partilha e aceita desafios, mas é preciso cativar a sua atenção. Já muitas marcas estão presentes no Facebook, mas se analisarmos algumas, verificamos que pouco fazem com a sua rede. Não lançam promoções especializadas, não cativam os utilizadores e limitam-se a “despejar” conteúdo. É preciso haver interacção entre os utilizadores e as marcas. O Facebook tem uma aplicação que permite às empresas criarem anúncios. Estes anúncios têm uma particularidade que permite segmentar de uma forma incrível, ao pormenor, o que torna a nossa campanha mais eficaz.

facebook2

Como podemos ver no exemplo anterior, com 40,12€, um anúncio obteve mais de 750.000 impressões e recebeu quase 400 cliques. O que nos leva a tentar perceber, quanto vale um novo utilizador? Não é dos serviços mais baratos, mas é bastante eficaz! Utilizando a rede Facebook, as empresas podem:

  • Envolver jovens com a marca/empresa/serviço
  • Comunicar novos serviços
  • Comunicar novas campanhas
  • Criar anúncios segmentados
  • Recolher informação sobre o seu “alvo”

No Facebook temos a função de criar grupos, o que nos permite comunicar, apenas com um clique, com um conjunto de pessoas. É importante relembrar que estes grupos têm que ser dinamizados, porque os utilizadores do Facebook, muitas vezes, têm um papel reactivo no que toca aos grupos, ou seja, ficam à espera que a informação lhes chegue e não têm a iniciativa de acompanhar tudo o que é dito/partilhado no grupo.

youtube

 

  • O Youtube é das principais “ferramentas” de Marketing Viral, existem imensos casos de sucesso, de campanhas promovidas, especificamente para o Youtube. Um vídeo, eficazmente, criado para o Youtube, pode atingir mais utilizadores do que a televisão, para além da sua particularidade global – pode ser acedido de qualquer parte do mundo. O Youtube também nos permite obter muita informação, credível, sobre os utilizadores. Devemos utilizar o Youtube para;  Comunicar novas campanhas
  • Criar acções de marketing viral
  • Permitir que os utilizadores partilhem vídeos
  • Para aparecer nas pesquisas dos motores de busca

Linkedin

O Linkedin é a principal rede social para se estabelecer contactos profissionais. O público do Linkedin é um público que aproveita esta rede para partilhar e adquirir conhecimento. É uma rede que nos permite ganhar visibilidade junto dos nossos pares e sermos reconhecidos no mercado em que estamos inseridos. Como nas restantes redes, é importante conhecermos a nossa rede de contactos e termos um objectivo definido. Esta rede apresenta profissionais de todos os sectores, de diversas idades, mas podemos caracterizar os seus utilizadores, como um segmento com poder de compra e forte capacidade de influência. Embora exista um pouco de tudo, o que se diz no Linkedin, para muita gente, é credível. A marca nesta rede deve entrar como uma mais-valia na partilha de informação. É escusado criar grupos publicitários. A forma mais eficaz de trabalhar esta rede é criando grupos de conhecimento e partilha de informação sobre o sector em que estamos inseridos. Devemos utilizar o Linkedin para;

  • Estabelecer contactos profissionais
  • Dinamizar utilizadores com poder de compra
  • Promover acções para produtos mais selectivos e específicos
  • Partilhar conhecimento e Know How com os clientes e potenciais clientes

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É de facto comum, cada vez mais, vermos empresas com a sua própria rede social. Estas empresas, por vezes, não tiram partido desta rede e de tudo o que podem fazer com ela. Digamos que o principal ponto, é a obtenção de dados e o envolvimento do seu “target”. É importante trabalhar muito bem uma rede própria, porque se for mal gerida acaba por ser uma “mancha” na companhia. Através de uma rede social própria, podemos conquistar novas ideias, de forma eficaz e com baixo investimento. É uma forma pertinente de por os clientes e potenciais clientes a debater sobre uma ideia ou mesmo um produto. Muitas marcas já lançam produtos, apenas para os “testers” da sua rede, pois daqui surgem pequenas criticas que podem ditar o sucesso, ou insucesso, do produto. Geralmente são clientes já envolvidos com a marca, que gostam de participar no seu desenvolvimento e vão sentir orgulho em estar no processo, gerando BUZZ entre os seus pares. No caso de a empresa/marca, ter a sua própria rede social, é importante que haja uma sincronização entre as redes públicas (facebook, twitter, linkedin, etc.) e a rede social privada, da empresa. Os principais objectivos de uma rede social própria podem ser:

  • Envolver colaboradores
  • Envolver clientes
  • Promover as sugestões de ideias
  • Agrupar e organizar “testers”
  • Influenciar KOL´s
  • Dar resposta a todos os comentários (mesmo que negativos)
  • Contacto One to One

social-networking-sites

Transversalmente a todas as redes, deixo alguns objectivos a considerar:

  • Criar um grupo de testers
  • Criar “opinion leaders”
  • Trazer mais-valias para os utilizadores das redes
  • Criar simuladores (para as pessoas e para empresas) – por exemplo, no caso da banca, disponibilizar simuladores de crédito
  • Recolher opiniões (feedback e novas ideias)
  • Identificar e detectar necessidades
  • Segmentar utilizadores

Obter o máximo de informação sobre os utilizadores. (por exemplo, se detectar que uma maioria gosta de Golfe, se calhar faz sentido promover um serviço com uma oferta relacionada com esta temática) Postura nas redes:

  • Dar resposta a todas as questões
  • A entidade deve ser “proactiva” e não “reactiva”.

A geração “proconsumer” não admite ser ignorada e quer sempre receber “feedback”. Devemos felicitar as iniciativas, mesmo que não sejam as melhores para os objectivos da marca.

Cuidado com o seu comportamento e dos seus colaboradores. Os clientes estão em todo o lado Todas as redes sociais (apenas referi algumas) podem ter um papel decisivo no desempenho da empresa, mas é importante que os objectivos estejam bem definidos para cada rede. Cada rede social tem a sua particularidade e devemos ter noção de que a estratégia deve ser focalizada no “target” existente em cada rede. O Networking promove a capacidade que temos para dar resposta aos nossos utilizadores, ou seja, temos que estar presentes e fazer sentir aos utilizadores a importância da sua participação na marca/empresa/produto/serviço. Como recomendação final, aconselho a todas as empresas estarem nas redes sociais e motivarem os seus colaboradores a estarem activos nas redes, o importante é saber traçar uma cultura empresarial para esta finalidade. Um colaborador a dizer “asneiradas” nas redes sociais, poderá ser um perigo para qualquer companhia. É importante formar as equipas para saberem estar nas diferentes redes sociais, lembrando-os que em todas as redes há clientes e potenciais clientes para trabalhar, diariamente.

De uma forma genérica, se as marcas souberem tirar partido das redes sociais irão concluir que:

  • O ROI é bastante favorável
  • É possível satisfazer e superar as expectativas dos clientes
  • Aumentam e melhoram o relacionamento com clientes (fidelização)
  • Conseguem angariar novos clientes com campanhas personalizadas (oferecendo o que o cliente procura), o que de outra forma seria impossível
  • É possível e gratificante envolver os clientes com a marca e com os produtos/serviços
  • Conseguem motivar, envolver e avaliar os colaboradores

Algumas curiosidades sobre as redes mencionadas (estes valores não são exactos):

redes - factores

Este artigo vem no seguimento de: Da web 2.0 para a 3.0 e a geração proconsumer Introdução ao Marketing Digital

Redes Sociais - Um fenómeno das Sociedades Actuais

Se o Facebook fosse um país, os seus cerca de 400 milhões de "habitantes" fariam dele um dos países mais povoados do mundo. O Twitter (criado em 2006) com os seus 105 milhões de utilizadores equivaleria quase a um Japão virtual. Tudo isto em poucos anos e sem sabermos “onde vai parar”. Subitamente as Redes Sociais adquiriram uma quase dimensão planetária, transformando comportamentos, hábitos e consumos. De repente podemos ter 200/300 (supostos) “amigos” e partilhar informação livremente (e ao segundo). No entanto, é urgente ter consciência daquilo que partilhamos (e com quem partilhamos) e das mensagens e imagem que de nós passamos. Expor orgulhosamente fotografias dos nossos filhos “ao mundo”, dizer que somos “anti-isto” ou “anti-aquilo”, que estamos de férias (portanto podem-nos assaltar a casa à vontade) pode ter consequências a evitar. E, se tiver o seu patrão como “amigo”, lembre-se que ele poderá saber de tudo… Há estudos que referem que se passa hoje mais tempo nas Redes Sociais do que a consultar, por exemplo, o correio electrónico. Apesar das Redes Sociais – nomeadamente o Facebook – terem sido criadas a pensar na pessoa como individuo, as empresas cada vez mais têm que estar atentas a este fenómeno, e tirar partido das suas potencialidades para comunicar com os clientes. Como em todos os canais, físicos ou digitais, de nada adianta uma empresa “estar” numa rede social se não gerar e disponibilizar informação relevante, de qualidade, consistente com a imagem da empresa e que produza um efeito positivo junto do seu público-alvo. É pois importante que as empresas tenham noção que algo de novo se está a passar e, embora com a cautela que deve caracterizar estes tempos conturbados, não percam mais este “comboio”. TENDÊNCIASUma das maiores dificuldades é saber até que ponto esta desenfreada adesão às Redes Sociais não sofrerá do Síndrome da Bolha que afectou muitas startups tecnológicas em finais da década de 90. Outra questão importante é determinar o ROI (Return of Investment). No entanto, com o que existe hoje, é possível antever algumas tendências:

  • Perfil único: os utilizadores tenderão a exigir um único perfil que será transversal a todas as Redes Sociais.
  • Modelo de Negócio: as acções de Marketing serão valorizadas de acordo com a influência social dos utilizadores. Haverá assim uma disputa entre Redes Sociais para se conseguir ter os utilizadores com maior influência. Cada um de nós terá o seu próprio CPC (Cost per Click).
  • Centralização de Gestão: ferramentas específicas irão aparecer permitindo optimizar a gestão das relações e da comunicação. As ferramentas de correio electrónico e web introduzirão funcionalidades para os utilizadores estarem informados da actividade social da sua rede de contactos.
  • Semântica: os utilizadores irão ter experiências cada vez mais interactivas e ricas. No futuro, as aplicações passarão a interagir entre si, criando espaços mais transparentes e adaptados a cada um de nós.

 

Artigo escrito por: Carlos Lopes

Era uma vez na Galáxia das Redes Sociais

 

Era uma vez uma galáxia onde as Redes Sociais proliferavam uma Rede porventura desconhecida pela grande maioria. O seu nome era Picotea. Picotea? Sim, escutaram bem, Picotea. Este nome nada mais acrescentaria a essa bela e florescente Galáxia se não fosse um “Twitter versão espanhola”. Esse “Twitter” começou como uma ferramenta de comunicação entre trabalhadores de várias lojas. Mais tarde, optou-se por utilizar essa aplicação como “Ferramenta para Comunicação Interna em Organizações”. Esta Rede começou a ganhar notoriedade em Espanha e em Países de Expressão Hispânica. Estarão a perguntar-se: Quais eram as diferenças entre este “Twitter” e o “Original”? Procurar-se-á, no seguinte quadro, estabelecer esse paralelo:

Picotea

Twitter

-Grupos;

-Eventos;

-Círculos de Conversa;

- Grupos;

-Eventos;

- Inexistência de Círculos de Conversa;

- Sincronização com o Twitter, FriendFeed e Facebook (o que poderá ser uma mais-valia ao nível do Posicionamento);

- Inexistência de Sincronização com o Picotea;

- Próxima versão terá ainda mais possibilidades de Sincronização;

- Não aplicável ao Twitter;

- Num futuro próximo será utilizado como Media Digital [permitir aos meios de comunicação divulgar as suas notícias e vídeos e permitir a interacção com os “picoteadores” (utilizadores do Picotea)];

- Não aplicável ao Twitter;

Mensagens com 160 Caracteres;

Mensagens com 140 Caracteres;

A nível da sua utilização, o Picotea, é bastante simples e intuitivo. Esta rede poderá ser encontrada em http://picotea.com/es/. O registo na mesma é gratuito e bastante célere. Actualmente, a Rede conta com alguns utilizadores com grande notoriedade social. Temos como exemplo: O Palácio da Moncloa que actualiza diariamente os seus conteúdos relativos à actividade política do Governo Espanhol. De realçar que esta estratégia de Comunicação por parte do Governo Espanhol tem sido bastante proveitosa.

Picotea_

Imagem 1- Página de Perfil do Governo Espanhol “Desde la Moncloa” no Picotea

Esta tipologia de Redes Sociais, de âmbito nacional, poderá ser um trunfo a utilizar pelas empresas que pretendam penetrar em dados mercados. Neste caso, uma estratégia de divulgação dos produtos da empresa X tendo em mente o mercado espanhol seria sem dúvida proveitosa. Serão as Redes Sociais de âmbito nacional o futuro no que ao Web Social Marketing diz respeito? Abordando uma particularidade desta rede, o tamanho neste contexto poderá revelar-se fulcral. No Twitter as mensagens podem conter até 140 caracteres, enquanto que no Picoteaelas podem conter até 160 caracteres. 20 caracteres; poderão parecer irrelevantes aos olhos do comum dos mortais, mas aquando da divulgação dos conteúdos poderão ser de extrema importância.

Convido-vos a “picotear”! Deverão antes disso ver o vídeo do Criador do Picotea:

¡ Hasta pronto en Picotea!

Referências:

[ data de acesso: 15 de Maio de 2010]

 

Artigo escrito por: João Miranda

Como ser ignorado numa Rede Social

Twitter

Twitter ... mensagens em 140 caracteres cujo contexto é maioritariamente impessoal.Cada mensagem é dirigida a quem quiser segui-lo, a não ser que seja dirigido a alguém (i.e. parte de uma conversação). A maior parte dos seguidores são desconhecidos ou pessoas com quem não temos grande intimidade.Fazendo uma analogia o Twitter é como que um mercado onde cada um apregoa a mensagem que lhe apetece.

  • Contexto principal: impessoal
  • Tipos de comunicação: frivolidades, conversas, links, notícias, auto-promoção, spam.
  • Ligação a: desconhecidos, conhecidos, colegas, amigos, público em geral

LinkedIN

Vamos olhar para o LinkedIN. O LinkedIN defini-se como "The Largest Professional Network", a maior rede social profissional. O LinkedIN foi concebido para potenciarmos a nossa rede profissional; logo o contexto é claramente profissional.

  • Contexto: profissional
  • Tipos de comunicação: CV, contactos, troca de conhecimentos, networking.
  • Ligação a: clientes, fornecedores, colegas, conhecidos do contexto profissional, alguns amigos.

 

Exemplo: Na minha timeline tenho os seguintes status updates:

São 17 updates (sem contar com updates agregados a rosa mais escuro) dos quais:

  • 7 via Twitter (a rosa)
  • 10 LinkedIN (a azul)

41% destes status updates são alimentados automaticamente via Twitter. Será que dados os diferentes contextos/objectivos/perfis de ligação deveriamos publicar a mesma mensagem nas diferentes redes sociais ? Se eu já sigo determinado utilizador no Twitter porque é que tenho de visualizar as mesmas mensagens no LinkedIN ?

A consequência

O que acontece a uma mensagem com um conteúdo desajustado do contexto onde se encontra ? No e-mail chamamos estas mensagens SPAM. No LinkedIN para cada status update temos um botão Hideque nos permite esconder todas as futuras mensagens desse utilzador. Se os seus status updates forem escondidos das timelines dos seus contactos, estes deixarão também de consultar todas as suas actualizações, vindas do Twitter ou do LinkedIN. Você é agora invisível!

Como comunicar ?

    • Não comunicar a mesma mensagem em redes sociais de contextos diferentes.
    • Abrir uma conta no Friendfeed. Este serviço agrega toda a sua actividade online (e.g. Flickr, Picasa, Twitter, Youtube, Vimeo, Blogs) num feed RSS.
    • Medir a efectividade da sua comunicação (um post sobre isto em breve!)

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