AUTENTICAR

A moda da efemeridade

 

 

Quantas vezes já não ouviu dizer que o que está na web fica na web para sempre? E se não for bem assim?

A tendência parece ser para que cada vez mais o consumo na web seja rápido, dando lugar a conteúdos cada vez mais efémeros. Uma das razões que explica e incentiva o consumo rápido é a quantidade de informação disponível na web. Estima-se que em 2020 a quantidade de informação na web duplique a cada dois dias. Isto faz com que cada vez mais, o conteúdo seja rei. 
Quem certamente percebeu esta tendência e a necessidade de consumo de conteúdo rápido foram os criadores do Snapchat, uma app que permite enviar fotografias que apenas estão visíveis durante o máximo de 10 segundos depois de se abrir a mensagem que contém a fotografia. Aparentemente isto não teria grande interesse, mas esta app regista um crescimento internacional interessante, sobretudo nas camadas jovens entre os 13 e os 25 anos. Atualmente, o Snapchat regista já um tráfego de 400 milhões de mensagens por dia. Quem percebeu esta tendência e oportunidade foi Mark Zuckerberg que já tentou adquirir o Snapchat

E porquê?

Porque o público do Snapchat (sobretudo jovens dos 13 aos 25 anos) quer fugir das redes sociais onde se encontram os seus pais, os seus professores, os seus chefes e possíveis empregadores. E o que esta app oferece é um serviço que descompromete, porque não temos a preocupação de pensar nas consequências da fotografia que tiramos e enviamos. Hoje em dia sabemos que a privacidade é muito restrita e que necessitamos de ter muito cuidado com o que colocamos na web. O Snapchat surge neste contexto, procurando responder à necessidade de partilhar fotos e comentários sem nos preocuparmos com a posteridade da mesma, conseguindo saber ainda quando a mensagem é vista.

Mas será o Snapchat interessante para as empresas e marcas?

Sem dúvida, que para alguns negócios esta app pode integrar o plano de comunicação digital. Apesar de nos parecer pouco tempo para comunicar, 5 a 10 segundos são normalmente o tempo que se dispõe para captar a atenção do consumidor num primeiro contacto, e mais ainda este pouco tempo confere também importância e urgência à mensagem. Este canal de comunicação torna-se interessante porque pode funcionar como um teaser, ou seja podemos ir criando expectativa nos clientes sobre um novo produto, ou mostrando imagens dos bastidores de uma série, de uma novela ou de um filme.

Esta é portanto mais uma ferramenta que os marketeers têm ao dispor para manter as suas marcas no top-of-mind, e que pode ser certamente o ponto de partida para muitas vezes gerar buzz à volta de um produto ou evento, e ainda gerar mais leads nos demais canais de comunicação.

Potencial da Web na Segmentação do Mercado

Não é novidade nenhuma para  ninguém (embora muitas Marcas não o façam) que segmentar o mercado é fundamental. Não conseguimos agradar a todos e os nossos Produtos não satisfazem toda a gente como tal, temos que definir que “target” pretendemos “atingir” com as nossas acções de Marketing(que obviamente nos ajuda a definir quais as ferramentas com maior potencial de eficácia).

“Não sei qual é o segredo do sucesso mas sei que o segredo do fracasso é querer agradar a todos”

(John Kennedy)

 

Os principais critérios de segmentação são:

  1. Critérios Geográficos
  2. Critérios Demográficos
  3. Critérios Psicográficos
  4. Critérios Comportamentais

Não vou aprofundar muito este tema visto que há muita literatura e informação sobre o assunto. Poderão explorar mais na página - Wikipedia – Segmentação do Mercado. Este apontamento serve para se reflectir sobre os processos de segmentação na era do digital . Como refere Jeff Jarvis, o mercado de massas morreu, agora vivemos na era dos nichos de mercado. Para Kotler, um nicho é um grupo definido mais estritamente, é um mercado mais pequeno cujas necessidades não estão satisfeitas. Os “nichos” correspondem a grupos mais pequenos que geralmente atraem menos concorrência do que o segmento. Embora não aborde a extinção do mercado de massas de uma forma tão radical, tendo em conta que considero que a comunicação em massa, ainda pode auferir bons resultados (desde que seja diferenciadora), concordo em grande parte com Jeff Jarvis, principalmente quando estamos a falar de Marketing Digital. Um director de Marketing de uma Marca (seja ela qual for), tem como obrigação segmentar o Mercado porém, no ambiente digital (e mesmo fora dele) pode ir muito mais longe com o intuito de se aproximar do seu público-alvo. Se a arte de partilhar é uma decisão estratégica que nos aproxima e promove o relacionamento, comunicar o que o nosso público-alvo quer ouvir desperta atenção, interesse, desejo e conduz à acção (o tradicional método A.I.D.A).

Como comunicar o que as pessoas querem ouvir?

Embora no ambiente tradicional a identificação de nichos também seja uma mais-valia, vamo-nos focar no ambiente digitalque veio facilitar a vida dos profissionais de Marketing porém, importa relembrar que a população não está toda na WEB (há muito mercado por explorar no offline). Passos a seguir para comunicar o que as pessoas querem ouvir:

  1. Fazer uma pesquisa sobre comunidades de interesse na WEB
  2. Identificar atributos do produto/serviço que correspondam aos desejos destas comunidades
  3. Procurar entrar na comunidade e conquistar a sua confiança
  4. Identificar nichos dentro das comunidades com comportamentos, necessidades e desejos similares
  5. Comunicar de forma personalizada as soluções disponíveis para resolver os problemas da comunidade (atenção: não são os seus problemas que tem que resolver, são os da comunidade. Certifique-se que não cai no erro de comunicar o que não interessa)

O exemplo prático

Se eu trabalhar no sector automóvel posso identificar uma comunidade de fotografia e decidir criar um produto ou desenvolver uma parceria para, por exemplo, colocar uma mala de transporte de material fotográfico embutida na bagageira do carro. Um detalhe que nos permite comunicar algo de interesse para este "nicho".

Da mesma forma, com o mesmo automóvel, posso comunicar com os amantes de bicicletas ou com os apaixonados pelas ondas e mostrar o quão útil e espaçoso é o meu produto para estes nichos.  Este pode ser um atributo a comunicar pela Marca que transmite ter a solução para um problema identificado junto deste público em particular (dificuldade em transportar o seu material desportivo - bicicletas e pranchas de surf). Podemos ainda ir mais longe e identificar pequenos grupos dentro destas comunidades, nichos ainda mais pequenos. Na comunidade de fotografia podemos diferenciar os profissionais e os amadores, nos amantes de bicicletas temos os que gostam mais de todo o terreno e os que gostam de estrada, etc. Nos apaixonados das ondas encontramos praticantes de surf, longboard ou bodyboard (com necessidades distintas). Podemos e devemos “afunilar” o nosso processo de segmentação com o intuito de conhecer o nosso receptor como ninguém. Procurem responder à seguinte questão: "O que pode o meu Produto/Serviço fazer por esta comunidade?" Depois de encontrarem a resposta, criem uma mensagem forte com ênfase nos atributos que acrescentam valor, apenas esses interessam (o resto surgirá naturalmente). Vejam que desta forma estamos a comunicar sobre algo que interessa ao nosso público-alvo e à comunidade. Vamos gerar “buzz”em torno da nossa Marca e cada mensagem criada é dirigida a um grupo de pessoas específico, com características, desejos, necessidades e interesses comuns que ainda estão por satisfazer.

A comunidade é que decide se aceita a Marca

As Marcas não têm o controlo da comunidade porém, podem fazer parte dela. O segredo é sempre o mesmo – acrescentar e criar valor. A principal vantagem de segmentar o mercado de forma pormenorizada é evitar o desperdício. Racionalizamos o investimento em comunicação e desenvolvemos mensagens altamente focadas com maior perspectiva de retorno. Não há nada mais eficaz do que falarmos sobre o que nosso público-alvo quer ouvir. Para finalizar, importa reforçar a ideia de que este tipo de comunidade é sensível a “ataques comerciais”. A Marca tem que ganhar confiança para pertencer à comunidade antes de assumir que o que diz é o que interessa. É obrigatório saber escutar antes de falar. Boa segmentação!

A marca Fernando Nobre (impacto negativo na rede)

 

 

Este artigo pretende analisar, numa perspectiva de Marketing Pessoal, a decisão do Dr. Fernando Nobre, relativamente à decisão de aceitar ser candidato do PSD à presidência da Assembleia da República. Vou tentar não entrar em análises políticas e focar as minhas atenções no que me interessa, no Marketing Pessoal e no impacto de uma decisão destas junto dos seus fiéis apoiantes. Procurei também criar uma pequena checklist com algumas dicas para gerir a reputação negativa que se está a propagar na rede.

Para contextualizar esta medida e o impacto que está a ter, importa relembrar duas questões essenciais:

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