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Paulo Morais

Paulo Morais

É atualmente responsável pela Follow Reference: Digital Health & E-business, onde tem desenvolvido grande parte do seu trabalho colaborando com Marcas de referência.

Mestre em Gestão de Marketing e pós-graduado em Direção de Marketing e Vendas pelo ISCTE.

Coordenador da Pós Graduação em Marketing Digital e Ebusiness da ANJE/UMINHOEXEC, docente na Pós-graduação em Marketing Digital e Comércio Eletrónico do ISVOUGA e Docente na Pós Graduação em Gestão de Marketing do IPAM.

Defende que só é possível acompanhar a dinâmica dos mercados se estivermos constantemente em “modo de partilha” razão pela qual criou o Marketing Portugal, um espaço de referência para partilha de conhecimento e debate de ideias sobre Marketing.

 

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Planeie a sua presença Online

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A presença online, não corresponde só à presença nas redes sociais, mas sendo estas  "plataformas", das mais dinâmicas neste mercado, vamos tentar centrar-nos nesta matéria e planear a nossa presença online, nas redes sociais. A metodologia apresentada neste artigo, poderá servir para qualquer “plataforma”, o procedimento é o mesmo e todas as etapas aqui apresentadas podem ser “moldadas” para os diversos tipos de solução online. Quase diariamente surgem novas redes sociais e novas ferramentas para dinamizarmos a nossa rede de contactos.

Com este artigo pretendo demonstrar que para tirar partido de todo este universo, é preciso utilizar uma metodologia, por mais simples que seja, para planearmos a nossa presença online. Existem inúmeras formas de planear, talvez tantas como o número de redes sociais disponíveis, por isso tenham este exemplo como uma solução, simples, para porem em prática o vosso “plano”. É importante ainda referir que este tipo de “plano” pode ser feito a título individual, para proveito pessoal, ou a título empresarial, tendo em conta os objectivos propostos pela empresa. Nas empresas e sem me alongar muito nesta introdução, relembro que um plano de Marketing deve ser desenvolvido em 2 fases (estratégica – médio e longo prazo e operacional – curto prazo). Seguramente, devido à evolução destas redes, devemos enquadrar este planeamento no curto prazo, numa vertente mais operacional, ou seja, se estamos a desenvolver um plano de presença online, para uma empresa, devemos ter a noção clara de que este plano, a curto prazo, deve ter como finalidade, contribuir para a estratégia de médio e longo prazo. A presença nas redes sociais deve ser utilizada para atingir uma finalidade clara, seja para as empresas, seja a título individual. Todos nós temos que estar consciencializados que não estamos sozinhos na “rede”, é preciso termos a noção de que uma “presença” descuidada, poderá trazer consequências desagradáveis. Por exemplo; Um estudante que não tem propriamente objectivos profissionais na “mira” da sua presença online e gosta de partilhar momentos de diversão, por vezes em excesso, deve ter a noção que um dia quando estiver numa fase de recrutamento para uma empresa, toda esta informação está livre e pode ser consultada pela empresa. Se a empresa recolher informação que não lhe agrade, todo o processo de recrutamento pode ser posto em causa. Quando refiro que devemos planear a nossa presença online, não estou propriamente a dizer que devemos fazer um plano, de 100 páginas. Se não quisermos fazer um planeamento exaustivo, basta tirar umas notas e pensar em cada etapa da estrutura que irei referir a seguir. Mesmo sem aprofundar muito, esta linha de raciocínio obriga-nos a pensar e a tomar medidas para o que queremos, não só hoje, mas também no futuro. No mínimo, recomendo que, os objectivos sejam escritos, para poderem ser acompanhados.

 

 

Plano Redes sociais

Neste esquema, abordamos, de forma simplista, todas as etapas a ter em conta no planeamento de Marketing. Na presença online, todos estes campos poderão e deverão ser analisados, embora com uma finalidade diferente daquela que por vezes utilizamos nos planos de Marketing. Não devemos ser demasiado exaustivos na análise, até porque este mercado é muito dinâmico e temos que estar sempre atentos. Quando analisamos cada rede social, temos que ter noção que na semana a seguir tudo pode estar diferente. É importante termos a capacidade de acompanhar as redes que consideramos indispensáveis, cruzando diversas variáveis (nº de utilizadores, taxa de crescimento, dinâmica da rede, adesão dos nossos pares ou clientes, etc.) O planeamento da nossa presença online deve então passar por 5 etapas:

1. Análise de diagnóstico: Se estivermos a preparar a presença online para "fins" profissionais, está etapa é crucial. Temos que saber responder a questões como;

  • Que redes e ferramentas para gerir as redes existem no mercado?
  • Quais as principais funções que cada rede disponibiliza?
  • Onde estão os meus concorrentes/clientes/pares/amigos?
  • Quais os indicadores dessas redes? (taxa de crescimento, traffic rank, nº de utilizadores, impacto na sociedade, etc.)
  • Qual o “target” de cada rede?
  • Regras e restrições na utilização das redes?
  • Como se comportam os utilizadores de cada rede?
  • O que diferente a rede X da rede Y?
  • Que recursos preciso para gerir todas as redes?
  • Tem custos?
  • Em que língua está a rede social? (domino o idioma? É nesta língua que quero comunicar com os meus clientes/pares/amigos?)
  • Tenho tempo para gerir muitas redes e muitos contactos? Que soluções tenho?
  • Quais os meus “pontos fortes” e “pontos fracos”? De que forma posso trazer valor acrescentado à rede?

Se pretendermos podemos criar uma “matriz” para analisarmos cada rede social, esta rede social irá dar-nos o “panorama” geral.

2. Objectivos Esta é obviamente uma fase crucial do plano. Estes objectivos surgem depois de um bom diagnóstico de situação. Devem ser objectivos mensuráveis, realistas e ambiciosos. É importante definir muito bem os objectivos da nossa presença online, respondendo a uma questão indispensável – para que quero estar online? Seguem algumas sugestões de objectivos na presença online;

  • Quero aumentar a minha visibilidade junto dos meus pares;
  • Quero aumentar a notoriedade da minha empresa;
  • Quero aumentar o “buzz” sobre o meu produto;
  • Quero avaliar a aceitação a um novo produto, a uma nova ideia;
  • Quero comunicar um produto/serviço;
  • Quero aumentar as minhas vendas
  • Quero aumentar a minha rede de parceiros;
  • Quero angariar mais clientes;
  • Quero fazer amigos;
  • Quero ser identificado como um especialista;
  • Quero recrutar profissionais
  • Quero encontrar emprego
  • Quero dar visibilidade a um projecto.

Os objectivos são infinitos e variam de pessoa para pessoa, de empresa para empresa, mas devemos ser exigentes nessa fase e ir ao pormenor das questões. É importante ainda quantificar os objectivos para cada rede. Por exemplo; Tenho uma serie de artigos que considero importantes de partilhar e quero aumentar a sua visibilidade. Para isso quero ter pelo menos 200 cliques no facebook, 100 no linkedin e 20 RT´s no Twitter.

3. Opções estratégicasEstas opções, para além de nos permitir “filtrar” as redes sociais em que queremos marcar presença, vão nos permitir diferenciar e sermos identificados pelo nosso “alvo”.

  • Segmentação

Para atingir os nossos objectivos, qual é o “taget” que me interessa? Cruzando a resposta a esta pergunta com a análise de diagnostico, vamos perceber rapidamente onde está o “target” que definimos ser importante para nós. Por exemplo; O meu objectivo é aumentar a minha rede de parceiros profissionais. Respondendo à questão de quem é o meu “target”, percebo que o meu “target”, são profissionais de Marketing com experiência na área. Ao recorrer à minha análise de diagnóstico, poderei verificar que, por exemplo, o Linkedin é, provavelmente, uma rede social em que tenho que trabalhar a minha presença online.

  • Posicionamento

O posicionamento é aquilo que nos vai diferenciar da concorrência e é a forma como vamos ser identificados pela nossa rede. Por exemplo; Recorrendo ao exemplo anterior, quisemos aumentar a nossa rede de parceiros profissionais, mas para isso quero que eles me vejam como uma empresa especialista em Marketing, para terem interesse em estabelecer a dita parceria. Se eu quero ser visto com um especialista em Marketing, ou a minha empresa quer ser vista como tal, não vou estar a escrever, por exemplo, artigos de arte. E importante que o posicionamento pretendido seja o posicionamento percebido e para tal não podemos “confundir” a nossa rede.

4. Marketing – MixEstas variáveis operacionais (curto prazo), são aquelas que nos permitem atingir os objectivos estratégicos numa empresa (longo prazo). Recorrendo aos tradicionais 4 P´s do Marketing, estas variáveis são;

  • Produto (product)
  • Preço (price)
  • Distribuição (place)
  • Comunicação (promotion)

No planeamento da presença online, também temos estas variáveis, embora adaptadas ao plano em questão. Produto – O que vamos “vender” no mundo online? Que produtos temos?. É importante referir que nos próprios podemos ser trabalhados como um produto. Se eu quiser aumentar a minha visibilidade e ser reconhecido como um especialista, tenho que analisar o “produto” que tenho para partilhar com os meus contactos, com a minha rede. Preço – Aqui analisamos o preço. Quanto vale cada produto meu? Posso desenvolver uma estratégia de “pricing” para as redes sociais? Qual? Distribuição – Onde vou distribuir o meu produto? Em que redes faz sentido? (por exemplo, numa empresa posso ter um conjunto de produtos, com diversos preços. Quando distribuímos o produto nas redes, temos que conseguir perceber se os utilizadores da rede terão algum interesse neste nosso produto. Se tivermos um relógio de 5.000 euros para vender, possivelmente será ineficaz distribui-lo numa rede social, maioritariamente, constituída por jovens estudantes). Comunicação – Como vai comunicar? Que mensagem quero passar? Qual o “alvo” para cada mensagem? Devo adaptar uma mensagem a cada rede? Como? Que tipo de “linguagem” devo usar? (por exemplo, para uma rede social constituída, maioritariamente, por adultos, profissionais, deveremos utilizar um tipo de comunicação diferente, do que para uma rede, maioritariamente, constituída por jovens estudantes). Devemos sempre procurar comunicar aquilo que se traduza em valor acrescentado para o utilizador de cada rede.

5. Plano de acções Para acabar o plano, devemos definir algumas acções para a nossa presença online. Há varias formas de o fazer e obviamente que as acções depende daquilo que queremos fazer na nossa presença. Entenda-se acção, tudo aquilo que poderemos fazer para dinamizar e rentabilizar a nossa presença online, desde o contacto com a nossa rede, actualização de perfil, inserção de uma mensagem publicitária paga numa das redes, publicação de um artigo, até à simples mensagem na “wall”. Cada acção deve ser definida, tendo em conta os objectivos definidos, o “target” escolhido e o posicionamento pretendido. Procurem que o plano de acções seja o mais completo possível. Que tenha datas, objectivos, alvos, mensagem a transmitir e um plano de contingência (que servirá para prevenir alguns imprevistos que nos desviem dos objectivos).

Por exemplo; Objectivo – Aumentar a visibilidade pessoal e ser visto como especialista de Marketing Alvo – Profissionais de Marketing e estudante Mensagem – Acompanhem o meu trabalho! Acção – Elaboração de um artigo especializado, sobre Marketing. Data – 31/03/2010 Objectivo da acção – 120 cliques na rede A, 200 na rede B, 300 na rede C. Plano de contingência – Se no dia 20/03 estiver longe dos objectivos, reforço a divulgação nas redes com menos cliques. Envio mensagens personalizadas para os membros que poderão divulgar o meu artigo e promovo o BUZZ através de publicidade na rede Z. Para finalizar, faço referência a mais um ponto indispensável a ter em conta que considero fazer parte da execução do plano e não do plano em si – Controlo, Avaliação e Actualização.

Um plano de pouco serve se não for controlado, avaliado e actualizado. Como referi anteriormente o mercado das redes sociais é muito dinâmico e está em constante actualização, é importante mantermo-nos em alerta e periodicamente voltarmos a fazer o diagnóstico da situação, reformulando tudo o que for “afectado”. Por exemplo; Se surgir uma nova rede social, que “reúna” utilizadores com o perfil que procuramos, temos obrigatoriamente estar presentes nesta rede e reformular o plano com esta nova “aposta”.Para além da actualização é indispensável que haja um controlo, efectivo, dos resultados para que possamos avaliar a eficácia da estratégia “desenhada”. Só assim conseguimos perceber se estamos a atingir os objectivos, ou, o que podemos fazer para os atingir de forma mais eficaz e eficiente.

Bom plano e boa presença Online!

12 dicas para promover o Word-of-Mouth (Social Media Marketing)

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1. Criem conteúdo relevante, de interesse e que consiga gerar conversa…evitem o ruído. 2. Identifiquem os influenciadores e os líderes de opinião/prescritores de informação. Certamente eles irão ajudar a espalhar a mensagem junto do nosso público-alvo 3. Envolva este segmento de pessoas e criem um compromisso com eles para que participem activamente nas campanhas e acções em causa. 4. Contactem emocionalmente com a vossa audiência e identifiquem os seus objectivos para lhes conseguirem oferecer valor acrescentado, satisfazendo as suas necessidades. 5. Animem e motivem os que participam activamente na campanha de Social Media, criando círculos de influência (amigos, familiares, contactos de rede, etc.) 6. Recompensem a actividade dos líderes de opinião e dos membros mais activos (descontos, promoções, ofertas, etc..) 7. Identifiquem a acção e a mensagem que passou para o vosso público depois de contactarem com eles. 8. Mantenham-se atentos e estejam presentes em plataformas interactivas (twitter, Facebook, Digg, Tuenti, Del.ici.ous, blogosféra, etc.) para recolher feedback e para dar resposta às exigências do vosso ”target” 9. Reconheçam e agradeçam a todos os que têm ajudado, enviem mensagens personalizadas (evitem as mensagens massificadas). Procurem transmitir a importância desse envolvimento e dessa colaboração em todo o processo (distinguindo-os publicamente, por exemplo) 10. Contactem com o vosso público – alvo e criem uma comunidade à volta da tua marca, seja qual for. Cria uma “tribo”. É um processo delicado, lento e que exige bastante dedicação. 11. Sejam transparentes, conscientes, realistas e sinceros com os envolvidos no processo de comunidade. Não criem falsas expectativas. 12. Tenham muito desejo, ambição, vontade e paciência. Ao contrário do que se quer fazer parecer, uma estratégia de Social Media Marketing pode demorar a atingir resultados eficazes. Workshop sobre a matéria: Slides

Vídeo Workshop:

Impedir acesso a medias sociais nas empresas, why?

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Hoje venho partilhar convosco a minha opinião sobre um assunto que tem preocupado muitas empresas, que corresponde à utilização das redes sociais em horário de trabalho.

Muitas empresas, têm decidido cortar o mal pela raiz, bloqueado o acesso aos diversos medias sociais. No meu ponto de vista, esta situação levanta dois inconvenientes imediatos para a empresa; 1º consiste na procura de soluções por parte dos funcionários que acedem através do telemóvel ou pesquisam formas de desbloquear conteúdo. Correm o risco de entrar num ambiente de "caça ao rato". 2º desmotivação que será, cada vez mais, uma problemática, tendo em conta as gerações que entrarão para o mercado, As gerações são envolvidas por épocas, marcadores temporais e valores. A geração “Y “é marcada pela época da “conectividade”.

Para que se tenha noção, há bebés que já nascem com perfis criados em redes sociais em que os pais mantêm o perfil como que um “diário” do bebé. Esta realidade pode vir a ser um grande problema para as empresas que não se adaptem. É essencial perceber as pessoas e tentar antecipar algumas tendências, tomando medidas em prol dos colaboradores e dos progressos da empresa. Obviamente que ninguém está aqui a apelar às empresas que tolerem que os seus colaboradores, indisciplinados, cheios de trabalho andem a jogar no Facebook, a trocar ideias no Twitter, ou a ver vídeos no Youtube. Quando levantamos a necessidade de adaptação por parte das empresas, é numa perspectiva de incentivar à(re)configuração organizacional que visa disciplinar os colaboradores relativamente ao uso destes medias. Muitos jovens profissionais, já dão privilégio à mensagem instantânea face ao e-mail e, a sua utilidade começa a ser inquestionável. Vejamos um exemplo claro. Se eu tenho o meu cliente/colega/fornecedor na minha rede de contactos online (permitindo o contacto via mensagem instantânea), mesmo que ele tenha o meu e-mail, qual a forma mais eficaz para interagirmos?

O E-mail, para muita gente e essencialmente para os jovens, começa a ser uma solução “passada” e pouco eficaz. Este é um assunto delicado e cada caso é um caso, mas como finalidade deste artigo, gostava de deixar claro que não são as redes que tiram produtividade. São as pessoas que fazem uma má utilização das redes, muitas vezes por falta de disciplina organizacional. Cortar o mal pela raiz, bloqueando os acessos, é a medida mais fácil, mas seguramente a menos eficaz para o médio prazo. Para que possamos estar conectados ao mundo, temos que nos auto-disciplinar e definir prioridades (como em tudo na vida) e cabe às empresas, fornecerem as “bases” para essa auto-disciplina nos seus colaboradores. O uso dos media sociais e da internet em geral, deve estar disponível em todas as empresas e para todos os colaboradores, desde que o seu uso seja consciente, racional e produtivo. Será certamente um desafio inicial, mas se a empresa “se defender”, com códigos de conduta e adquirir competências, para disciplinar os seus colaboradores para esta nova realidade, ninguém ficará desmotivado e a produtividade pode mesmo vir a aumentar. Quem é que nunca teve um momento no trabalho em que a produtividade é quase nula, em que mais vale ir “arejar” um bocado e depois voltar? Os media sociais podem ser a solução para este “arejar”, e para as pessoas regressarem ao trabalho com outra postura e determinação. Desta forma, as empresas conseguem ter também um maior controlo relativamente à actividade dos seus colaboradores (monitorização). Em vez de estarem contra a sua utilização, devem estar ao lado dela. Neste processo de adaptação é indispensável que a empresa deixer claro que existem regras e normas a seguir e quem não as cumprir terá que assumir as devidas consequências. 

Já são mais de 4.500.000 utilizadores de Internet, de diversas idades, dos quais, segundo a Marktest - um mínimo de 2289 mil utilizadores únicos e um máximo de 2534 mil utilizadores únicos acederam a redes sociais a partir de suas casas no primeiro semestre do ano. . É um número demasiado elevado para continuar a ser desprezado. Um mau profissional, será sempre um mau profissional,  independentemente das formas de distracção que tiver à disposição. Para ver estudo sobre Comportamento dos internautas portugueses (Redes Sociais) clique AQUI

Potencial da Web na Segmentação do Mercado

Não é novidade nenhuma para  ninguém (embora muitas Marcas não o façam) que segmentar o mercado é fundamental. Não conseguimos agradar a todos e os nossos Produtos não satisfazem toda a gente como tal, temos que definir que “target” pretendemos “atingir” com as nossas acções de Marketing(que obviamente nos ajuda a definir quais as ferramentas com maior potencial de eficácia).

“Não sei qual é o segredo do sucesso mas sei que o segredo do fracasso é querer agradar a todos”

(John Kennedy)

 

Os principais critérios de segmentação são:

  1. Critérios Geográficos
  2. Critérios Demográficos
  3. Critérios Psicográficos
  4. Critérios Comportamentais

Não vou aprofundar muito este tema visto que há muita literatura e informação sobre o assunto. Poderão explorar mais na página - Wikipedia – Segmentação do Mercado. Este apontamento serve para se reflectir sobre os processos de segmentação na era do digital . Como refere Jeff Jarvis, o mercado de massas morreu, agora vivemos na era dos nichos de mercado. Para Kotler, um nicho é um grupo definido mais estritamente, é um mercado mais pequeno cujas necessidades não estão satisfeitas. Os “nichos” correspondem a grupos mais pequenos que geralmente atraem menos concorrência do que o segmento. Embora não aborde a extinção do mercado de massas de uma forma tão radical, tendo em conta que considero que a comunicação em massa, ainda pode auferir bons resultados (desde que seja diferenciadora), concordo em grande parte com Jeff Jarvis, principalmente quando estamos a falar de Marketing Digital. Um director de Marketing de uma Marca (seja ela qual for), tem como obrigação segmentar o Mercado porém, no ambiente digital (e mesmo fora dele) pode ir muito mais longe com o intuito de se aproximar do seu público-alvo. Se a arte de partilhar é uma decisão estratégica que nos aproxima e promove o relacionamento, comunicar o que o nosso público-alvo quer ouvir desperta atenção, interesse, desejo e conduz à acção (o tradicional método A.I.D.A).

Como comunicar o que as pessoas querem ouvir?

Embora no ambiente tradicional a identificação de nichos também seja uma mais-valia, vamo-nos focar no ambiente digitalque veio facilitar a vida dos profissionais de Marketing porém, importa relembrar que a população não está toda na WEB (há muito mercado por explorar no offline). Passos a seguir para comunicar o que as pessoas querem ouvir:

  1. Fazer uma pesquisa sobre comunidades de interesse na WEB
  2. Identificar atributos do produto/serviço que correspondam aos desejos destas comunidades
  3. Procurar entrar na comunidade e conquistar a sua confiança
  4. Identificar nichos dentro das comunidades com comportamentos, necessidades e desejos similares
  5. Comunicar de forma personalizada as soluções disponíveis para resolver os problemas da comunidade (atenção: não são os seus problemas que tem que resolver, são os da comunidade. Certifique-se que não cai no erro de comunicar o que não interessa)

O exemplo prático

Se eu trabalhar no sector automóvel posso identificar uma comunidade de fotografia e decidir criar um produto ou desenvolver uma parceria para, por exemplo, colocar uma mala de transporte de material fotográfico embutida na bagageira do carro. Um detalhe que nos permite comunicar algo de interesse para este "nicho".

Da mesma forma, com o mesmo automóvel, posso comunicar com os amantes de bicicletas ou com os apaixonados pelas ondas e mostrar o quão útil e espaçoso é o meu produto para estes nichos.  Este pode ser um atributo a comunicar pela Marca que transmite ter a solução para um problema identificado junto deste público em particular (dificuldade em transportar o seu material desportivo - bicicletas e pranchas de surf). Podemos ainda ir mais longe e identificar pequenos grupos dentro destas comunidades, nichos ainda mais pequenos. Na comunidade de fotografia podemos diferenciar os profissionais e os amadores, nos amantes de bicicletas temos os que gostam mais de todo o terreno e os que gostam de estrada, etc. Nos apaixonados das ondas encontramos praticantes de surf, longboard ou bodyboard (com necessidades distintas). Podemos e devemos “afunilar” o nosso processo de segmentação com o intuito de conhecer o nosso receptor como ninguém. Procurem responder à seguinte questão: "O que pode o meu Produto/Serviço fazer por esta comunidade?" Depois de encontrarem a resposta, criem uma mensagem forte com ênfase nos atributos que acrescentam valor, apenas esses interessam (o resto surgirá naturalmente). Vejam que desta forma estamos a comunicar sobre algo que interessa ao nosso público-alvo e à comunidade. Vamos gerar “buzz”em torno da nossa Marca e cada mensagem criada é dirigida a um grupo de pessoas específico, com características, desejos, necessidades e interesses comuns que ainda estão por satisfazer.

A comunidade é que decide se aceita a Marca

As Marcas não têm o controlo da comunidade porém, podem fazer parte dela. O segredo é sempre o mesmo – acrescentar e criar valor. A principal vantagem de segmentar o mercado de forma pormenorizada é evitar o desperdício. Racionalizamos o investimento em comunicação e desenvolvemos mensagens altamente focadas com maior perspectiva de retorno. Não há nada mais eficaz do que falarmos sobre o que nosso público-alvo quer ouvir. Para finalizar, importa reforçar a ideia de que este tipo de comunidade é sensível a “ataques comerciais”. A Marca tem que ganhar confiança para pertencer à comunidade antes de assumir que o que diz é o que interessa. É obrigatório saber escutar antes de falar. Boa segmentação!

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