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Introdução ao Marketing Pessoal

  Chegou o momento de começar a falar de Marketing Pessoal em Portugal. Até porque dois temas relacionados começam também a ter maior expressão de forma organizada na sociedade. Falo do Networking e do Coaching.

O Marketing Pessoal interage com estas duas disciplinas de forma e em momentos distintos. O Coaching é importante de uma forma transversal ao apoiar o equilíbrio das dimensões da vida, na identificação dos valores pessoais, na definição dos objectivos, na definição da estratégia em todas as fases da gestão da vida pessoal e profissional. O Networking é uma ferramenta fundamental de relacionamento com o exterior.

O que é e o que não é o Marketing Pessoal?

Podemos começar por tentar definir o que é o Marketing Pessoal. Não é fácil. Prefiro a definição abrangente. Alguém disse "Tudo é marketing e marketing é tudo”. Transpondo para o campo pessoal, podemos dizer que Marketing Pessoal é tudo o que tem a ver com a pessoa. E quando digo tudo, é mesmo tudo.

Vejamos então o que não é Marketing Pessoal. Não é só etiqueta e boas maneiras. Não é só boa apresentação. Não é só capacidade de expressão. Não é só extroversão. Mas tem tudo isto.

Imagine que tem um emprego normal e que o horário de entrada é às 9h00. Chegar pontualmente às 9h00 todos os dias é Marketing Pessoal. Chegar às 8h30 é uma excelente acção de Marketing Pessoal. Chegar constantemente às 11h00 com desculpas esfarrapadas é anti  Marketing Pessoal.

Não podemos distinguir a vida pessoal da vida profissional em termos de valores e atitudes. Devemos fazer essa separação sim mas em termos de tempo. Deve haver momentos distintos, para a pessoa, a família e o trabalho. Mas os valores pessoais que regem todas as nossas actividades devem ser os mesmos. Procurando um equilíbrio em todas as dimensões da vida, os nossos objectivos devem permitir uma estabilidade pessoal, familiar e profissional.

Questionar, questionar, questionar..

Temos que nos questionar constantemente. Como exercício prévio há que saber quem somos, quais os nossos pontos fortes e fracos. Ter uma atitude de melhoria contínua da própria pessoa. Identificar os nossos valores fundamentais, aqueles dos quais não abdicamos. E fazer deles base para a nossa vida global.

Antes de começar sequer a pensar em como nos vamos promover, temos que saber se realmente somos alguém que vale a pena ser promovido. Temos que iniciar um processo de auto conhecimento e auto crítica que não pode parar nunca. Será um processo constante que nos acompanhará para sempre. Este processo pode demorar um dia ou um ano, mas não avancemos para o próximo passo sem ter este muito bem apreendido. Temos que ter a certeza absoluta que somos quem queremos que os outros saibam que somos. Porque no Marketing Pessoal temos que ser sempre verdadeiros, genuínos. Nada de máscaras.

 A importância da “Short-list” mental

Quando pensa em jogar de futebol qual o primeiro nome que lhe vem à memória? Provavelmente o Cristiano Ronaldo. Porquê? Porque temos, para cada actividade, uma short-list mental de nomes. Um dos objectivos do Marketing Pessoal é fazer com que o máximo de pessoas o tenha no topo da short-list mental para a actividade que você quer ser conhecido. Se for um agente imobiliário quererá que o máximo número de pessoas se lembre de si no momento de comprar ou vender um imóvel. Quererá que essas pessoas falem de si quando um amigo lhes diz que quer comprar um apartamento. Já imaginou o potencial? Na minha actividade como comercial numa empresa de instalações eléctricas, se eu estiver na short-list mental de todos os directores de obras das grandes construtoras, se for em mim que pensam em primeiro lugar quando precisam consultar uma empresa de instalações eléctricas para uma obra nova, já imaginaram o potencial para a empresa? E isto pode aplicar-se a qualquer coisa. Há pessoas que estão na short-list dos RP's e são convidados para todos os eventos e festas. Não tem que ser só trabalho. Pode ser aquilo que quiser que seja. Temos é que trabalhar para isso. E não é uma corrida de sprint. É uma maratona. Requer motivação, disciplina, regularidade, persistência, paciência.

Pense mais nos outros…

Para lá chegar há uma atitude de princípio que tem que tomar. Deixar de pensar em si e começar a pensar nos outros. Deixar de pensar em como pode lucrar com a pessoa que está à sua frente, mas pensar em como a pode ajudar. Pode ter a certeza. Marketing Pessoal é muito mais acerca do que faz em relação aos outros do que para si.

O Marketing Pessoal vai levá-lo ao sucesso. E o sucesso não tem que ser medido financeiramente. Pode ser reconhecimento pessoal, familiar, profissional. E não tem que ser a materialização destas relações. Pode ser, mas não tem que ser. E continua a ser sucesso. Depende do que o sucesso é para si. E pode ser qualquer coisa.

Use a sua inteligência emocional. A capacidade de se conhecer, de conhecer o outros. A atenção aos pormenores, às expressões, à linguagem corporal. A capacidade de decifrar todos estes códigos e agir. Agir em prol dos outros, na satisfação das suas necessidades.

Do ponto de vista profissional

Visto de uma perspectiva profissional, podemos dizer que somos uma empresa que tem um serviço para vender a um determinado preço. Temos uma marca que é o nosso nome, um serviço que é o nosso trabalho e um preço que é o que o mercado está disposto a pagar. Podemos então aplicar a nós o marketing que uma empresa aplica aos seus produtos e serviços. Mas para vingarmos temos que acrescentar valor. Temos que nos distinguir da concorrência. E evitemos a diferenciação pelo preço mais baixo. Procuremos introduzir uma mais-valia competitiva através de competências extra que nos diferem. Para isso apostemos na formação como melhoria contínua do nosso serviço. Identifiquemos uma necessidade no mercado, façamos a promoção das nossas qualidades que vão suprir essa necessidade, e façamo-nos pagar pelo preço justo.

Dê-se a conhecer

 Vejamos então o que podemos fazer para nos tornarmos conhecidos, agora que já nos preparámos para isso. Temos que sair e conhecer pessoas. Temos que abandonar a zona de conforto. Identifiquemos quem nos interessa conhecer. Participamos em eventos, workshops, seminários. O cartão pessoal é uma ferramenta fundamental. Temos que os ter sempre connosco e não ter receio de o tirar da carteira e entregar. Utilizemos as redes sociais, não como destino final, mas como meio de introdução para o contacto pessoal. Não esqueçamos que o contacto pessoal é o nosso objectivo máximo. O contacto virtual não é mais que um preliminar. Um passo muito importante é passar da condição de participante a organizador. Dá muito mais trabalho mas tem muito mais impacto. Num evento com 100 pessoas, é impossível que fique a conhecer todos os participantes, mas certamente todos os participantes ficarão a conhecer o organizador.

 

  O Jorge vai dar brevemente um workshop sobre este mesmo tema, para mais informações clique AQUI.

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Artigo escrito por: Jorge Lascas

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