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Marketing Pessoal Vs Marketing Pessoal...descubra as diferenças!

marketing pessoal

Em 4 artigos até Janeiro vou partilhar convosco algumas das minhas ideias sobre este tema. Não serão artigos sequenciais, em comum apenas têm a minha visão sobre marketing pessoal. Desafio-vos a lerem-nos, mas não estou à espera que concordem comigo, será até estranho que todos concordem! O meu único objectivo nesta partilha é “obrigar-vos” a reflectir sobre o tema, fazer-vos pensar sobre a forma como conduzem as vossas vidas pessoais e profissionais.

Apesar de ter lido muito do que se tem escrito sobre marketing, apesar de ser co-autor de um livro sobre a sua aplicabilidade ao individuo, apesar de ter dado umas quantas entrevistas sobre o assunto, apesar de ter feito várias palestras, conferências e seminários, apesar de ter sido convidado para partilhar aqui algumas ideias, isto não faz de mim um especialista em marketing pessoal ao ponto de vos “vender” ideias ou impingir soluções milagrosas. O que vou escrever-vos é só e apenas a minha visão do assunto! Discordem, critiquem, concordem, amem ou odeiem…o importante é que pensem por vocês e sobre vocês.

Agora que estamos entendidos… vamos descobrir as diferenças!

Numa breve análise ao que existe sobre marketing pessoal na rede, encontramos uma enormidade de referências. Aquelas que mais me saltam à vista são coisas do estilo: “10 razões para começar agora”“teste online o seu marketing pessoal”“o marketing pessoal trata de melhorar sua imagem”“7 pontos direccionados às mulheres”“7 dicas para fazer seu marketing pessoal”“é um passo fundamental para vender sua imagem”, etc, etc, etc.

Para mim nada disto é Marketing Pessoal!

Considero que, não faz qualquer sentido a ideia de as mesmas regras servirem indistintamente para qualquer um de nós. Somos todos diferentes e estamos todos em fases de distintas. Ainda bem que assim é! Por comparação, imaginem o que seria ter todas as lojas de roupa com uma única medida, todos os restaurantes a servirem o mesmo prato ou todos os supermercados a vender o mesmíssimo produto. Estas correntes denigrem, na minha opinião, a essência do marketing e prejudicam a sua aplicabilidade à dimensão pessoal. Levado ao extremo, e falando em linguagem “marketiniana”, este exercício seguido por alguns significa que, na gestão de marketing, passaríamos a ignorar as características e atributos, as promessas e valor da marca, a análise do meio envolvente, a s.w.o.t., o enquadramento estratégico, a definição de objectivos… e de hoje em diante passaríamos a aplicar o mesmo marketing-mix a todos os casos, a todos os produtos. Uma coisa ao estilo «se funcionou uma vez com um sabonete vai funcionar com um frigorífico», «se funcionou comigo vai funcionar com toda a gente». Ou ainda pior, uma espécie de horóscopo diário do marketing pessoal com afirmações tão genéricas e ambíguas, como…

…“a sua auto-confiança tende a aumentar devido aos resultados que vai obter.”

…“pode surgir a possibilidade de fazer um negócio mas estude bem os contornos do mesmo.”

…“esta semana conseguirá concluir todos os seus trabalhos e projectos com êxito.”

Para quem acredita mais nas cartas que nos astros, também encontrei nas páginas da especialidade coisas que podem servir a esse estilo de marketing pessoal…

…“a instabilidade que se tem sentido irá ser resolvida de forma positiva.”

…“não tenha o dinheiro parado, aposte em novos investimentos. Possível sorte ao jogo.”

…“no trabalho ou nas suas relações, será reconhecido pelos que o rodeiam, sendo procurado e visto como um guia.”

Que me perdoem, mas não contribuo para esta visão da gestão das nossas vidas e das nossas carreiras profissionais! Marketing pessoal não é uma ciência exotérica, uma brincadeira para quem quer aparecer. Quem faz opinião séria sobre marketing pessoal, e espero que sejam cada vez mais em Portugal, deve ter a consciência que estamos a influenciar as pessoas com o que escrevemos, a incutir atitudes e comportamentos em quem nos ouve.

Pode não haver uma grande diferença entre marketing e marketing pessoal, mas existe uma gigantesca diferença entre aplicar bem ou mal o marketing a um produto ou serviço, e aplicar bem ou mal o marketing a um ser humano. Os danos numa má abordagem de marketing a um produto ou serviço devem ser evitados, numa abordagem de marketing pessoal simplesmente não podem acontecer, daí a importância de não brincarmos com o tema.

Os que se dedicam seriamente ao marketing pessoal devem, na minha opinião, dominar a disciplina do marketing, dedicar-se a ela e perceber o seu impacto nas escolhas futuras de quem os lê e escuta. Estamos a contagiar e a influenciar seres humanos, seremos co-responsáveis com os seus resultados.

 

Artigo escrito por: Nuno Nunes

 

 

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