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Passe o abismo para ser o melhor do mundo

 

Se formos a pensar, a diferença entre aqueles que atingem o sucesso e aqueles que desistem antes de lá chegar está na persistência e no foco.

O facilitismo afasta muita gente do sucesso e é por isso que não somos todos profissionais de futebol, músicos famosos ou artistas de televisão.

Como dizia Albert Einstein – “o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é do dicionário”-, é quando as coisas se complicam e o trabalho se torna “duro” que se faz a diferença. Se fosse fácil todos lá chegávamos da mesma forma.

 

 Podemos meter nas nossas cabeças que muitas pessoas de sucesso são “levadas ao colo” porém, acredito que independentemente disso, é através do seu esforço e dedicação que vão ditar o seu sucesso.

Não seja um encosto, seja o melhor do mundo! 

Se um actor chegar à TV através de um bom contacto (ou cunha, como quiserem chamar) mas não demonstrar competências e não trabalhar no duro para agarrar a oportunidade, irá acabar por ser desprezado pela sua audiência, mesmo continuando na TV por muitos anos. No meu ponto de vista deixou de ser actor e passou a ser um “encosto”, um problema que persiste em muitas empresas.

Seth Godin chama a esta passagem de Ponto Morto porém, se me permitem eu vou-lhe chamar de abismo. O mesmo autor refere ainda que devemos lutar para sermos os melhores do mundo e neste aspecto não podia estar mais de acordo. Para Seth, sermos os melhores do mundo não é estarmos listados num ranking da Forbes ou noutro qualquer, é sermos valorizados e apreciados pelo nosso público-alvo, pelo nosso universo. Uma mulher da limpeza pode ser a melhor mulher da limpeza do mundo para as pessoas para quem trabalha e é isso que importa. Os seus clientes estão dispostos a pagar mais para não perder a melhor mulher de limpeza do mundo. Se a mesma mulher da limpeza por algum motivo perder o seu emprego, certamente irá conseguir encontrar outro igual ou melhor porque os recrutadores e os clientes procuram as melhores soluções à disposição.

Este conceito é também importante para as empresas. De nada serve ganharmos prémios internacionais se o nosso público-alvo não nos percepciona como tal ou seja, podemos ser valorizados por especialistas na área mas o nosso cliente não estar minimamente interessado no nosso trabalho. Somos os melhores do mundo para os analistas mas completamente descredibilizados pelo nosso cliente. O que é mais importante para uma empresa, ser reconhecida com prémios e destaques nas revistas ou ser vista como a melhor do mundo para os seus clientes e potenciais clientes?

Considero esta visão muito importante para que se perceba que por vezes temos que insistir e manter o nosso foco para chegarmos mais longe. Temos que lutar com todas as forças que temos para passar para o lado de lá, para ir do fácil para o difícil porque é no difícil que está o sucesso. É no difícil, o outro lado do abismo, onde estão as oportunidades e onde está a diferenciação. No lado “simples” do abismo todos conseguimos estar tranquilamente.

Para conseguirmos atravessar este abismo temos mesmo que saber falhar, errar e aprender constantemente. Todos temos momentos em que queremos desistir e passamos sempre pela questão – “será que vale a pena o esforço?”. Porém, não tenho dúvidas que vale a pena se for esse o seu verdadeiro sonho.

Muitos dos cantores de sucesso começaram nas ruas ou tiveram que gravar vídeos no youtube para se mostrarem ao mundo. Acreditaram no seu talento e lutaram para mostrar o seu trabalho. Lembro-me de recentemente ver um documentário sobre a Katy Perry onde ela partilhava que tinha sido “corrida” por muitas agências até alguém valorizar o seu trabalho. Não chegou à “ribalta” da noite para o dia e sem qualquer esforço, teve que superar o abismo a todo o custo num dos sectores mais competitivos do mundo – a musica.

Frequentemente vemos jovens a dizer que gostavam de ser jogadores de futebol profissional (ou de outro desporto qualquer) mas, quando têm que atravessar o abismo, trabalhar/treinar muitas horas por dia, com chuva, deixar de sair com os amigos, terem uma alimentação equilibrada, acabam por desistir. E desistem porque é difícil, muito difícil.

Esta visão ajuda-nos a enfrentar a concorrência, seja no âmbito pessoal seja no âmbito profissional. Sabemos que em “campos minados” onde a concorrência é feroz poucos vão entrar e poucos vão estar focados em conquistar o seu espaço, é aqui que reside a nossa oportunidade onde só os mais fortes, lutadores e persistentes conseguem alcançar objectivos. Há muitas empresas com bastante potencial e muitos produtos excelentes que acabam por “morrer” antes de saírem para o mercado porque, para estar no mercado é preciso lutar, negociar, partilhar, trabalhar e assumir responsabilidades. É mais fácil assumir que a nossa empresa ou o nosso produto não interessa a ninguém do que lutar para entrar no mercado. Não desista, tente entrar no mercado.

Um exemplo prático desta realidade tem sido aplicado pela Google. Vejam os esforços que faz a tentar passar o abismo para se confrontar no campo das redes sociais com o Facebook ou no sector do mobile com a Apple. Embora seja um abismo muito grande (gigante mesmo), a Google não deixa de tentar e a recente aquisição de um departamento da Motorola é prova disso mesmo. A Google promete voltar à carga e acredita nas suas competências e nos seus recursos.

Faça com que o abismo jogue a seu favor

Se o abismo “joga” contra nós quando temos que o superar, passa a jogar a nosso favor quando o superamos. A ideia é criar um abismo tão grande entre nós e a nossa concorrência que seja difícil de superar. Quanto maior for o abismo mais desistências vão haver e mais espaço temos para conquistar o mercado. Por exemplo, a Coca-Cola tem o abismo a seu favor. Todas as outras Marcas já se habituaram que não serão lideres neste mercado e já nem tentam lá chegar. É muito difícil conquistar o mercado da Coca-Cola não só pelos factores emocionais inerentes à Marca mas também pelo investimento (tempo e dinheiro) que eventualmente seria necessário para tentar ser o melhor, superando a gigante Coca-Cola (o que não invalida que um dia alguém o faça).

Ser o melhor do mundo para o nosso “target” deve ser uma obrigação. Não se contentem em ser o número dois. Para o vosso público-alvo têm que ser o melhor do mundo. Estou 100% de acordo com Seth Godin. Se for o melhor do mundo poderá estabelecer o seu preço e as pessoas estarão dispostas a pagar por si mas para isso, tem que ser mesmo o melhor. Como refere Guy Kawasaki, temos que saber encantar o nosso público-alvo. Já não chega interagir ou promover o relacionamento, temos que os encantar todos os dias.

Ryan Air para muitos passageiros é a melhor companhia aérea do mundo pelas oportunidades que proporciona para se viajar a preços reduzidos. Não é certamente a melhor companhia para toda a gente mas para o seu público-alvo é e isso é que importa.

Saiam da zona de conforto. É preciso arregaçar as mangas e trabalhar, com objectivos, com um propósito e com ambição. Foco!

Podemos meter nas nossas cabeças que muitas pessoas de sucesso são “levadas ao colo” porém, acredito que independentemente disso, é através do seu esforço e dedicação que vão ditar o seu sucesso.

Não seja um encosto, seja o melhor do mundo!

Se um actor chegar à TV através de um bom contacto (ou cunha, como quiserem chamar) mas não demonstrar competências e não trabalhar no duro para agarrar a oportunidade, irá acabar por ser desprezado pela sua audiência, mesmo continuando na TV por muitos anos. No meu ponto de vista deixou de ser actor e passou a ser um “encosto”, um problema que persiste em muitas empresas.

Seth Godin chama a esta passagem de Ponto Morto porém, se me permitem eu vou-lhe chamar de abismo. O mesmo autor refere ainda que devemos lutar para sermos os melhores do mundo e neste aspecto não podia estar mais de acordo. Para Seth, sermos os melhores do mundo não é estarmos listados num ranking da Forbes ou noutro qualquer, é sermos valorizados e apreciados pelo nosso público-alvo, pelo nosso universo. Uma mulher da limpeza pode ser a melhor mulher da limpeza do mundo para as pessoas para quem trabalha e é isso que importa. Os seus clientes estão dispostos a pagar mais para não perder a melhor mulher de limpeza do mundo. Se a mesma mulher da limpeza por algum motivo perder o seu emprego, certamente irá conseguir encontrar outro igual ou melhor porque os recrutadores e os clientes procuram as melhores soluções à disposição.

Este conceito é também importante para as empresas. De nada serve ganharmos prémios internacionais se o nosso público-alvo não nos percepciona como tal ou seja, podemos ser valorizados por especialistas na área mas o nosso cliente não estar minimamente interessado no nosso trabalho. Somos os melhores do mundo para os analistas mas completamente descredibilizados pelo nosso cliente. O que é mais importante para uma empresa, ser reconhecida com prémios e destaques nas revistas ou ser vista como a melhor do mundo para os seus clientes e potenciais clientes?

Considero esta visão muito importante para que se perceba que por vezes temos que insistir e manter o nosso foco para chegarmos mais longe. Temos que lutar com todas as forças que temos para passar para o lado de lá, para ir do fácil para o difícil porque é no difícil que está o sucesso. É no difícil, o outro lado do abismo, onde estão as oportunidades e onde está a diferenciação. No lado “simples” do abismo todos conseguimos estar tranquilamente.

Para conseguirmos atravessar este abismo temos mesmo que saber falhar, errar e aprender constantemente. Todos temos momentos em que queremos desistir e passamos sempre pela questão – “será que vale a pena o esforço?”. Porém, não tenho dúvidas que vale a pena se for esse o seu verdadeiro sonho.

Muitos dos cantores de sucesso começaram nas ruas ou tiveram que gravar vídeos no youtube para se mostrarem ao mundo. Acreditaram no seu talento e lutaram para mostrar o seu trabalho. Lembro-me de recentemente ver um documentário sobre a Katy Perry onde ela partilhava que tinha sido “corrida” por muitas agências até alguém valorizar o seu trabalho. Não chegou à “ribalta” da noite para o dia e sem qualquer esforço, teve que superar o abismo a todo o custo num dos sectores mais competitivos do mundo – a musica.

Frequentemente vemos jovens a dizer que gostavam de ser jogadores de futebol profissional (ou de outro desporto qualquer) mas, quando têm que atravessar o abismo, trabalhar/treinar muitas horas por dia, com chuva, deixar de sair com os amigos, terem uma alimentação equilibrada, acabam por desistir. E desistem porque é difícil, muito difícil.

Esta visão ajuda-nos a enfrentar a concorrência, seja no âmbito pessoal seja no âmbito profissional. Sabemos que em “campos minados” onde a concorrência é feroz poucos vão entrar e poucos vão estar focados em conquistar o seu espaço, é aqui que reside a nossa oportunidade onde só os mais fortes, lutadores e persistentes conseguem alcançar objectivos. Há muitas empresas com bastante potencial e muitos produtos excelentes que acabam por “morrer” antes de saírem para o mercado porque, para estar no mercado é preciso lutar, negociar

Seja realista, seja consciente!

Para finalizar, apenas lanço um alerta sobre o qual devemos reflectir, a passagem do abismo tem que ser feita com consciência. Temos que planear e procurar saber se temos recursos para o fazer. Temos que ser realistas. Actualmente, mesmo que quisesse, seria impossível ser jogador de futebol profissional de um grande clube europeu. Não tenho recursos, competências ou capacidade para o fazer, por mais que tente e por mais que treine, provavelmente já vou tarde. Não reúno as condições básicas para o conseguir.

Todas as pessoas de sucesso são pessoas normais e seres mortais com uma característica, lutam por aquilo em que acreditam mesmo quando tudo se torna mais difícil. Siga o exemplo destes “mestres” e quando tudo se tornar difícil não desista, é a verdadeira oportunidade de mostrar ao seu universo que é o melhor.

Boa sorte!

Paulo Morais

É atualmente responsável pela Follow Reference: Digital Health & E-business, onde tem desenvolvido grande parte do seu trabalho colaborando com Marcas de referência.

Mestre em Gestão de Marketing e pós-graduado em Direção de Marketing e Vendas pelo ISCTE.

Coordenador da Pós Graduação em Marketing Digital e Ebusiness da ANJE/UMINHOEXEC, docente na Pós-graduação em Marketing Digital e Comércio Eletrónico do ISVOUGA e Docente na Pós Graduação em Gestão de Marketing do IPAM.

Defende que só é possível acompanhar a dinâmica dos mercados se estivermos constantemente em “modo de partilha” razão pela qual criou o Marketing Portugal, um espaço de referência para partilha de conhecimento e debate de ideias sobre Marketing.

 

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