AUTENTICAR

Somos todos diferentes e isso está presente no nosso ADN

 

A nossa identidade reflecte-se através do nosso comportamento e como interagimos com o mundo que nos rodeia. A maneira como nos vestimos, comportamos, falamos e nos apresentamos é um reflexo da identidade. De nós fazem parte valores e emoções que apesar de também serem partilhados por outros, são na sua junção, algo único.

Estas “diferenças” são o que nos distingue uns dos outros. As sociedades são conjuntos de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade, com uma cultura própria. Esta cultura reflecte-se através da linguagem utilizada conseguindo subsistir através de regras (leis) que as tornam únicas. É de realçar que todas as sociedades têm uma hierarquia própria, tendo sempre um líder que as leve, preferencialmente, pelo melhor caminho. Tal como as sociedades também as empresas seguem esta linha condutora, com algumas diferenças.

As empresas não são mais do que um grupo de pessoas com o propósito de criar valor (lucro), repartido entre os seus colaboradores, através do trabalho desenvolvido. Tal como nas sociedades há uma cultura própria e única que se vai construindo e desenvolvendo através de pessoas únicas que colaboram entre si. É cada vez mais preciso entender esta realidade, as empresas são as pessoas, são estruturas com alma, com base sólidas, que interagem de modo hierarquizado, com um objectivo comum. Como tal devem se comportar e demonstrar isso mesmo. As identidades de cada um dos colaboradores devem ser criadoras de uma identidade única para a empresa. Reside nos fundadores e ou directores das empresas essa base de criação. Para que esta ideia possa subsistir há uma cultura que é criada e que vai sendo passada a todos os membros, através de processos de aculturação, bem como a todos os que são externos e interajam com a empresa. Nada melhor do que tornar isso em algo consistente. As Marcas são este reflexo. As Marcas são identidade empresarial demonstrada em todas as vertentes. Tornam real e visível, tanto internamente como externamente, o que são, como o são e porque o são. É nesta dinâmica que uma gestão de marca deve existir, é preciso criar coisas novas e sermos diferentes tal como o fazemos individualmente.

A diferenciação de produtos e serviços da concorrência deve ser algo considerado fulcral. Por vezes não basta ser, é preciso também parecer. É preciso demonstrar através da comunicação o que somos, e também o que aparentamos ser em termos de empresa. Para isto é necessário que os colaboradores também compreendam o significado da cultura da empresa e a interiorizem. Criando uma unidade na empresa internamente facilita a passagem da mensagem para o exterior. Para que a construção de uma Marca se possa concretizar eficazmente é preciso, inicialmente, perceber qual a Ideia Central. Este é ponto do qual devem derivar todos os vectores de construção da Marca. Esta noção deve compreender no seu todo quatro vertentes essenciais, que não devem ser consideradas “concorrentes” mas sim complementares. - Ambientes - Comportamentos - Produtos/Serviços - Comunicações Ao conseguir obter uma Ideia Central, torna-se mais clarificador o modo como as vertentes enunciadas devem ser construídas. Numa fase inicial é preciso dar alguma atenção e revisão ao que é produzido, não são etapas que se concretizem de um dia para outro, exigem tempo de reflexão. É após esta concretização que se pode dar forma à identidade da empresa, quer seja gráfica ou não. Criar uma identidade, que muitas vezes já existe, é uma mais-valia que acresce valor e diferencia realmente qualquer empresa e produto/serviço.

 

Artigo escrito por: André Felgueiras

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