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Rui Pinto

Rui Pinto

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Mestre em Relações Públicas e Publicidade pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Pós-Graduado/Executive Master em Marketing Management pelo IPAM-Porto.

Atualmente é Técnico de Comunicação & Marketing na Direção Corporativa de Pessoas, Marca e Comunicação do Grupo Salvador Caetano, exercendo funções no âmbito das Empresas da Salvador Caetano Indústria e Responsabilidade Social Corporativa.

É formador certificado pelo IEFP, com especialidade nas áreas de Comunicação e Gestão de Marketing.

 
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Serão as suas Redes Sociais um espelho de si próprio?

A aparição das Redes Socais veio a alterar os paradigmas de comportamento das pessoas, o que obrigou as marcas a reconsiderarem as suas estratégias de comunicação e marketing, fazendo-as direcionar investimentos para estas redes, não só pelo seu poder de alcance, como também pelo elevado tempo que os consumidores passam nas mesmas.

No entanto, numa perspetiva de socialização, é certo que as redes sociais modificaram em muito a forma de estar das pessoas na WEB. Nunca até então o ser humano teve tanta necessidade de partilhar com o mundo onde está, com quem está, o que está a fazer, o que está a pensar ou como se sente. Desde as selfies, aos desabafos, às opiniões, o ser humano expõe nas Redes Sociais muito daquilo que é o seu dia-a-dia, as ideologias que defende, a sua opinião em relação a determinados assuntos que marcam a atualidade, ao ponto de até mesmo alguns traços da sua personalidade poderem ser evidenciados.

Nos últimos tempos temos assistido a vários episódios de diversos colaboradores que foram despedidos por tecerem comentários depreciativos acerca da empresa para a qual colaboram. Em Portugal, no final do ano de 2013, foi proclamada pela primeira vez uma sentença sobre um trabalhador que foi despedido por justa causa por ter proferido comentários ofensivos na rede social Facebook acerca da empresa para a qual trabalhava, tendo o Tribunal dado razão à entidade empregadora, no âmbito da impugnação que o trabalhador apresentou após o seu despedimento.

No que toca a processos de recrutamento e seleção de colaboradores para empresas, existem já diversas entidades que para além de analisarem os CV's que recebem, hoje em dia procuram analisar a atividade social de um potencial colaborador nas Redes Sociais em que está presente, tentando conhecer melhor o candidato mediante os hábitos quotidianos que este partilha, o padrão de conteúdos que publica, o género de linguagem que utiliza, com o intuito de compreender de que forma o seu perfil encaixa no perfil de colaborador que procuram e que a empresa necessita.

O que é certo é que numa rede social não estamos sozinhos. Existem muitos olhares sobre nós, sobre as nossas opiniões, sobre o que fazemos, sobre o que partilhamos. E quando partilhamos algo nas redes sociais, partilhamos para alguém. Alguém que nos segue e que ao analisar esse conteúdo, de forma voluntária ou involuntária, poderá criar uma perceção sobre nós. As Redes Sociais podem revelar-se autênticas ferramentas de promoção pessoal, como podem ser desastrosas no que toca à transmissão de uma perceção errada sobre nós, ou até mesmo no que toca à transmissão de traços que corresponderão ou não à realidade, e que não pretendemos difundir para quem nos segue, dado que estes poderão trazer-nos consequências desagradáveis, a nível social, familiar ou profissional.

Mas serão mesmo as redes sociais espelhos de nós próprios? Creio que a resposta está na forma como as utilizamos. Tudo o que pretendemos transmitir ou dar a conhecer sobre nós está muito dependente da forma como utilizamos as redes sociais. É certo que cada indivíduo é livre para utilizar as redes sociais em que está presente da forma como entende, no entanto, nos dias de hoje, a sua gestão equilibrada nunca foi tão crucial.

 

 

Atividades desportivas promotoras das Regiões

 O desporto é uma atividade contagiante, capaz de mover e unir massas em torno de uma modalidade, de uma equipa, de um evento e de diversos valores. União, destreza, paixão, esforço, espírito de sacrifício, capacidade de superação, são alguns dos valores que lhe são conferidos.

Mas o desporto pode revelar-se muito mais do que todos estes atributos. Portugal é um país com uma cultura bastante enraizada no desporto. Ao longo dos últimos anos verificamos grandes eventos desportivos a elevarem o nome do nosso país para patamares de mediatismo e de notoriedade reconhecidos, o que sem dúvida foi preponderante no fortalecimento da marca Portugal para o exterior em setores relevantes como é o caso do turismo. É inegável que o turismo é detentor de uma preponderância inquestionável, colocando em funcionamento diversos motores da economia, a nível nacional, regional e local. Neste contexto, a realização de eventos assume uma função importante no sentido de desenvolver e movimentar as economias das regiões onde os mesmos ocorrem, e na medida em que os eventos são desenvolvidos e concebidos em aliança com celebrações tradicionais e atributos, oferta e características das regiões, os mesmos são capazes de efetuar uma promoção local e regional consistente para o exterior.

Caso de Estudo: Uma Maratona que atrai milhares ao Douro

Em pleno coração da região turística do Alto Douro Vinhateiro ocorre a Meia Maratona do Douro Vinhateiro, uma prova que caminha já para a sua 9ª edição,  sendo caracterizada por um circuito de 21 km, englobando ainda o mesmo circuito de 21 km para uma prova em cadeira de rodas e um circuito de 6 km para a realização de uma mini maratona. Este evento tem o seu principal objetivo centrado na dinamização e na promoção do Alto Douro Vinhateiro, região do famoso Vinho do Porto, destino de uma paisagem cultural rica, considerado Património Mundial pela Unesco, considerado em 2013 o melhor destino fluvial da Europa pelo Huffington Post, e considerado pelo Fodor's Travel (maior grupo de publicações de turismo do mundo) como um dos 25 destinos obrigatórios de 2014.     

Correr é uma prática desportiva com inúmeros amantes, sejam eles profissionais, amadores, seja com objetivos competitivos ou apenas com o intuito de manter a forma física ou atenuar a carga de um estilo de vida mais ativo e preenchido. Mas correr significa ainda lazer, estar com a família, socializar com os amigos ou colegas de trabalho. E se o objetivo de um destino turístico se centra na atração de turistas e que estes repitam a visita a esse mesmo destino, a Meia Maratona do Douro Vinhateiro é hoje responsável pela ida de milhares de turistas ao Douro pela primeira vez, e pela repetição dessa mesma visita.

Na última edição foram mais de 10.000 aqueles que participaram neste evento, oriundos de vinte países do Mundo. E sendo que umas das grandes bases do marketing é a diferenciação, a Meia Maratona do Douro Vinhateiro confere um motivo de visita ao Alto Douro Vinhateiro personalizado. A prática desportiva num evento desportivo que ocorre num destino turístico que confere aos seus participantes e visitantes um percurso ímpar, contemplado pela beleza de uma paisagem como é a do Alto Douro Vinhateiro, com certeza constitui uma motivação forte de visita à região, assim como um motivo para os mesmos recomendarem a visita a este destino pela sua rede de contactos.

Batizada como A Mais Bela Corrida do Mundo, a Meia Maratona do Douro Vinhateiro é hoje não só uma das maiores montras da região turística do Douro, assim como um evento promotor de uma região em prol de uma atividade desportiva.

 

 

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