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Marketing Portugal

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Quando as ferramentas de SEO e Google AdWords no son suficientes

O título do presente artigo poderá soar a uma mistura entre duas línguas feita de forma pouco criteriosa. Será mesmo? Desenganem-se, pois a escolha deste título não foi arbitrária e muito menos inocente.

As ferramentas de Optimização de Motores de Busca e a ferramenta de publicidade do Google poderão não ser suficientes para um profissional de Web Marketing dar maior visibilidade a um determinado sítio.

Que terão as nossas amadas professoras de inglês e “nuestros hermanos” a ver com as ferramentas de SEO e com o Google AdWords? A resposta é simples: o povo espanhol não é muito dotado no que à aprendizagem do inglês diz respeito. Este facto poderá dificultar a estruturação de uma campanha publicitária na Web, sobretudo, na definição das possíveis palavras que o internauta poderá usar para a procura/aquisição de um determinado bem ou serviço. Repare nos seguintes exemplos:

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- Um português ou um internauta de outra nacionalidade, que não espanhol ou de expressão hispânica, irá pesquisar: Whitney Houston.

 

- Um espanhol ou falante de expressão hispânica irá pesquisar: Guitni Jiuston.

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- Um português ou um internauta de outra nacionalidade, que não espanhol ou de expressão hispânica, irá pesquisar: Bruce Springsteen.

- Um espanhol ou falante de expressão hispânica irá pesquisar: Brus Esprinting.

Que deve fazer o “optimizador”? As estratégias para superar esta barreira linguística poderão não ser simples. O seguinte quadro aponta algumas possibilidades:

Estratégia

Possível Resultado

Se o produto/serviço visar algum mercado que fale espanhol, contemplar na campanha a pesquisa por este tipo de palavras.

A campanha publicitária não falhará e irá penetrar no mercado pretendido (segmentação).

Se o produto/serviço não visar nenhum mercado que fale espanhol, não contemplar na campanha a pesquisa por este tipo de palavras.

A campanha publicitária não falhará e a sua imagem continuará “intacta”.

Se a campanha publicitária visar os dois objectivos anteriores, deverão também incluir-se essas palavras-chave.

A campanha publicitária não falhará e a sua imagem continuará “intacta”.

Contratar um optimizador espanhol ou falante de castelhano.

A campanha publicitária correrá da melhor forma e a possível penetração nesse mercado “estará” assegurada.

A optimização de sítios, tendo em conta estes aspectos linguísticos tão peculiares, poderá ser uma profissão de futuro. Uma pergunta impõe-se: existe espaço, no mercado, para esta tipologia de serviço? O mercado encarregar-se-á de dar a resposta.

Uma campanha publicitária na Internet que não respeite a adaptação linguística necessária à sua boa prossecução, poderá ter as seguintes consequências:

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Penetrar num mercado de expressão hispânica nunca foi tão complicado. Se quer comercializar o seu produto através da Internet num país onde o espanhol seja língua materna não deixe que o “gugel” seja um obstáculo, mas sim uma mais-valia.

Referências:

http://cinemagia.files.wordpress.com/2009/09/whitney_houston.jpg [ data de acesso: 6 de Junho de 2010]

 

http://mm.zonamusica.com/%2FEspa%C3%B1ol%2FOcio%2FMusica%2FActualidad%2F32172/bruce.jpg [ data de acesso: 6 de Junho de 2010]

http://www.scribd.com/doc/25418215/Espanoles-Buscando-en [ data de acesso: 6 de Junho de 2010]

 

Artigo escrito por: João Miranda

 

 

 

O que pode o Marketing Digital fazer pelas PME´s?

Atualmente, grande parte das empresas – mesmo as mais pequenas – têm já uma presença online, seja através de um website ou, até, de uma página do Facebook. Contudo, quantas dessas empresas utilizam corretamente essas ferramentas, de modo a que sejam benéficas e lhes tragam resultados efetivos? Segundo um estudo do INE (2005), o segmento das PME’s representa 99,6% do tecido empresarial português. É por isso provável que você, que está neste momento a ler, trabalhe numa delas e se depare com o dilema de como utilizar corretamente as ferramentas digitais que colocam à sua disposição à distância de um clique. No artigo de hoje, procurarei apresentar algumas dessas ferramentas e de que forma poderá utilizá-las em proveito da sua empresa:

Website institucional –quando alguém procura algo, recorre à internet. É comodo, rápido e permite obter informação transparente (é fácil comparar). O website tornou-se, assim, numa ferramenta de comunicação indispensável, ele é o novo cartão-de-visita das empresas, sendo decisivo para que um potencial cliente entre em contato ou opte pela concorrência. Para ter um website eficaz, seguem algumas dicas:

  • Se tiver indeciso entre uma opção de design mais bonita mas que diminui a usabilidade do website, não avance. A usabilidade é o mais importante;
  • O cliente online não é mesmo que o offline – é muito mais exigente e impaciente. Se não conseguir o que quer em 3 cliques/passos, desiste. Por isso não insista em ter dezenas de páginas para levar a um objetivo. Think simple. Be objective.
  • O discurso online é bastante peculiar: deve ser claro e eficaz. Evite os adjetivos e advérbios.
  • Um website não deve ser encarado como uma ferramenta estática. Este é um dos grandes erros que a maioria das empresas faz. Não basta criá-lo, há que atualizá-lo regularmente com conteúdos de interesse.

Redes sociais –as redes sociais são a grande atração do momento e todos já o perceberam. Facebook, Twitter, Linkedin, Hi5, Flickr, fazem já parte do nosso vocabulário regular. Mas não faz sentido criar um login para cada uma das plataformas e usá-las indiscriminadamente para promover diretamente produtos e/ou serviços. Há que compreender que a presença nas redes sociais tem de ser estrategicamente pensada, para que seja coerente e ajude a concretizar os objetivos empresariais. Algumas dicas:

  • Pense quem é o seu público-alvo, quais são os seus objetivos empresariais;
  • Das redes sociais disponíveis, avalie em quais o seu público-alvo está e quais é que lhe permitirão atingir os seus objetivos;
  • O objetivo maior da rede social é de “partilhar” e “envolver”, por isso esqueça os discursos comerciais diretos;
  • Nas redes sociais, o seu atual e potencial cliente está disposto a partilhar e conversar – aproveite a oportunidade para dialogar com ele, compreende-lo melhor e aperfeiçoar-se;

Presença nos motores de busca – este ponto já foi focado no meu último artigo. SEO e SEA são duas peças importantíssimas para crescer e cimentar a presença no universo online. Email Marketing –continua a ser extremamente eficaz, quando bem segmentado e personalizado. Respeite as regras do email marketing. Não se sujeite a ser considerado SPAM. Algumas dicas:

  • Aposte na qualidade. Prefira envios para bases de dados mais pequenas e segmentadas, mas que possam ter real valor no conteúdo que vai ser enviado. Coloque um ícone de “subscrição de newsletter” nas outras plataformas digitais – website, blog;
  • Crie conteúdo relevante. Mais uma vez não seja excessivamente comercial, acrescente valor a quem vai ler;
  • Para melhor atingir os seus objetivos, coloque um link na sua newsletter que providencie pormenores ou facilite o contato.

Blogs corporativos –são uma importante ferramenta para desenvolver o relacionamento com os seus clientes. Além disso, são facilmente reconhecidos pelos motores de busca. Algumas dicas:

  • Desenvolva posts com conteúdos interessantes, que tenham a ver com a área de negócio da sua empresa;
  • Impulsione o feedback. Por exemplo, acabe o post com uma pergunta;
  • Divulgue os seus posts em outras plataformas;

Para além de uma utilização correta das ferramentas, é fulcral a sua monitorização. Não tenha medo de se iniciar no marketing digital. O mais importante é começar e ir aprendendo a ler os inputs derivados das diversas plataformas (dados estatísticos Facebook, dados Analytics que pode agregar ao seu website e blog, dados informativos derivados das suas campanhas Adwords).

Boa sorte e ótimos negócios!

 

Artigo escrito por: Paula Braz

Medidas Anti-Crise

No artigo anterior (http://mktportugal.com/blog/?p=2549) falei da possibilidade do aparecimento de um cenário de crise com origem nas plataformas actuais de social media. Tendo em conta, por um lado o contínuo crescimento do número de subscritores que utilizam estas plataformas, e, pelo outro, a democratização da produção de conteúdos, actualmente, qualquer empresa com presença nas redes sociais, como o Facebook, Twitter ou Linkedin, poderá ter de enfrentar essa possibilidade, mais tarde ou mais cedo. Se é um facto que podemos aprender muito com os erros dos outros (ver o exemplo da United no artigo anterior) a verdade é que já existem empresas com boas práticas. Ora, tendo em conta que este ainda é um assunto relativamente recente e, em consequência, não exaustivamente estudado, as histórias de sucesso tem de ser partilhadas.

O CASO DELL Em 2006, a conhecida empresa fabricante de computadores, tomou consciência do seguinte facto: 50% das conversas online a respeito da empresa e dos seus produtos eram negativas. Actualmente, a empresa está entre as marcas que inovam em social media. Criou uma comunidade (www.direct2dell.com) que permite a partilha de opiniões entre a empresa e os seus clientes. Para além disso, utilizando o Twitter para comunicar ofertas exclusivas e tentadoras para os seguidores, a Dell vendeu, em apenas seis meses 1 milhão de dólares. Neste momento, as conversações negativas desceram 30% e mantêm uma tendência de diminuição, segundo o vice-presidente com o pelouro da comunicação, Bob Pearson. Então, que medidas devemos adoptar num contexto de crise?

  • Ter um plano. Murphy dizia que “se algo pode correr mal, então algo vai correr mal”;
  • Monitorizar sempre os social media e responder, de forma célere, aos tweets ou comentários que são feitos;
  • Entender o seguinte: as páginas alocadas nas plataformas dos social media não são realmente da empresa. Os social media são públicos e isto significa que os seguidores de uma marca têm o direito de fazer comentários negativos; a missão da empresa é trabalhar no sentido de se defender e transformar uma ameaça numa oportunidade;
  • Se possível, deve-se sugerir ao cliente o contacto directo através de mail ou telefone, para gerar uma discussão mais aprofundada;
  • Ter sempre um gestor SÉNIOR, com alguns anos de experiência em relações públicas, gestão de crise ou branding. O pensamento (comum) de que o trabalho feito nos social media se limita a publicar conteúdo ocasional acerca da empresa ou dos seus produtos é falso. E a ideia de que os social media são algo muito recente e que só a geração Y é que utiliza estes meios, é errada;
  • Perceber as particularidades de cada plataforma; por exemplo, se quiser enviar mensagens directas a um cliente no Twitter, tem de ser seguidor dele; se não for uma mensagem privada, TODOS podem ler a conversação entre a empresa e o cliente. Isto significa uma excelente oportunidade de ter notoriedade e referenciação positiva o que até pode transformar alguns leitores em potenciais clientes;
  • Aprender com os erros e as boas práticas dos outros; os franceses sintetizam esta prática de gestão com a frase “copier c’est gagner”.

Antes do aparecimento destes novos meios de interacção digital, um consumidor insatisfeito reclamava para dez conhecidos. Actualmente o mesmo consumidor, pode usar estas ferramentas de partilha de informação e espalhar a sua crítica para 100, 1.000 ou 100 mil pessoas... ou alguns milhões! (veja o número de “hits” deste vídeo no Youtube http://ow.ly/2iQIz) As consequências em termos de imagem, notoriedade e mesmo abandono da compra por parte dos consumidores, podem, em última instância, ser responsáveis pelo fecho da empresa. Estar disponível para ouvir o cliente, implica uma mudança de paradigma comunicacional em toda a organização... Mas, sobre isso, falarei num próximo artigo. Até lá, e caso a crise (nos Social Media) lhe bata à porta, lembre-se que, se a souber gerir, ainda vai conseguir mais clientes, melhor imagem, mais vendas.

 

Artigo escrito por: Jorge Basto Sobreira

Gestão de crise nos Social Media

Com o crescimento actual dos social media, há também uma mudança na estrutura de poder, uma vez que, a possibilidade de produzir conteúdos e influenciar pessoas e decisões já não está apenas ao alcance dos grandes grupos empresariais: qualquer pessoa pode agora ser autora. Blogues que nasceram como diários virtuais e agora evoluíram ao ponto de poderem ser encarados como instrumentos de criação de negócios, ou a rede Facebook, que nasceu de um projecto de adesão restrita aos estudantes de Harvard e que hoje tem cerca de 500 milhões de utilizadores, contribuíram para a realidade que hoje testemunhamos. Esta mistura de liberdade de comunicação interactiva combinada com a facilidade do uso das ferramentas para produzir conteúdo, a arquitectura de base participativa e o custo de publicação a praticamente zero, tornam os social media uma das mais influentes e poderosas formas de comunicação até hoje criadas. O facto de se poder fazer mais, com menos, torna a receita apetecível para todos, especialmente para as empresas. Infelizmente, é para estas que, muitas vezes, este novo paradigma se revela desastroso. Muitas, para além do site, decidiram avançar para a presença online nas redes sociais e profissionais mais conhecidas. E o que se verifica é que, uma parte substancial dessas empresas, não está preparada para lidar com um cenário de crise.

CASO DE ESTUDO No Verão de 2008, em plena crise do aumento de combustíveis, como forma de contrariar a escalada do preço dos combustíveis e a diminuição da taxa de ocupação da sua frota, a United Airlines anunciava várias medidas para tentar aumentar a receita e diminuir os custos, como por exemplo, o aumento do preço de transporte das bagagens. Foi nesse cenário que o músico canadiano Dave Carroll, guitarrista da banda “Sons of Maxwell”, voou através dessa companhia e a sua guitarra favorita partiu. A empresa recusou-se a pagar. Após ter desembolsado cerca de 1.200 dólares para a consertar e ter tentado, durante meses, mas sem sucesso, ser ressarcido junto da empresa, ele publicou um vídeo no youtube, disponível em http://ow.ly/2iQIz Nas primeiras horas de visualização, o vídeo, intitulado “United breaks guitars” foi visto por mais de 100.000 pessoas. Depois do seu vídeo se ter tornado um sucesso, a United, finalmente, ofereceu-se para pagar o conserto mas Carroll não aceitou, afirmando não ter ressentimentos para com a empresa. Neste momento, existem já três vídeos sendo que o último, já tem mais de 9 milhões de visitas. Só depois de tudo isto é que a United, em reacção, afirmou publicamente que o vídeo seria de visualização obrigatória nas acções de formação internas que tenham em vista melhorar a qualidade de serviço e o atendimento ao cliente. Será que todo este episódio, com perdas de imagem para a empresa (e em consequência, de receita) não poderia ter sido evitado se existisse um plano? A democratização a que assistimos, em termos da possibilidade de colocação de conteúdo online, equilibrou a balança de poder comunicacional, a favor do cliente: enquanto antes um consumidor insatisfeito reclamava para dez conhecidos, hoje ele pode usar ferramentas de partilha de informação e espalhar a sua crítica para 100, 1.000 ou 100 mil pessoas. Ou quase 10 milhões, como no caso da United Airlines! E, para piorar, as críticas não se perdem, como quando se fazia uma reclamação oral: elas ficam disponíveis para consulta, indefinidamente, na Web. Marcar presença empresarial recorrendo aos social media, dependendo do tamanho da empresa, e da localização geográfica dos seus fãs (Facebook) ou seguidores (Twitter) poderá implicar um trabalho de 24h/dia. E isso significa que é preciso alocar uma parte do orçamento de marketing para a constituição de meios físicos e humanos para a gestão da crise… mesmo que estejamos em tempo de paz! Apesar das probabilidades de sucesso aumentarem, numa situação de crise, quando existe um plano integrado no plano de comunicação, a verdade é que esse documento é feito em tempo de “paz”. E, em crise, muitas vezes é necessário improvisar, o que significa que, mesmo com um plano, as coisas podem não correr bem. O facto é que esta é uma área relativamente recente, onde todos, consultores e empresas, estão a aprender. Há, contudo, alguns aspectos que, se levados em conta, poderão fazer toda a diferença para se ter êxito. Mas, sobre isso, falarei no próximo artigo…

 

Artigo escrito por: Jorge Basto Sobreira

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