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Os novos nomes de dominios da internet, o que está a mudar e qual o impacto?

Os novos domínios na Internet, o que está a mudar e qual o impacto?

Os novos dominios na internet vão revolucionar o que conhecemos e a corrida já está em curso . Estes novos nomes para os dominios, não só permite novas denominações assim como a inserção e colocação de  caracteres chineses. Verifico que algumas cidades e marcas estão a apostar nesta nova denominação ( link de referencia 3), no entanto  não vi nehum pedido de registo para cidades Portuguesas ou  Brasileiras , mas sim para Barcelona, Madrid e Londres.

Vejamos alguns exemplos  que podem ser criados: Caja.MADRID ; HOSTELS.BARCELONA ; rent-a-car.LONDON ;descontos.LISBOA ; descontos.PORTO

Outro tipo de denominação de dominio pode não ser geográfico, mas por exemplo stand-Jorge.CARROS  para exemplos de sites com a denominação de dominio já existente,  stand-jorge.carros.pt

As marcas e as maiores multinacionais estão a envolver-se.  Podemos ver a lista que está em periodo de submissão ( referencia número 3). A corrida é a nivel global aos termos genericos de denominação de dominio como marketing, media entre outros termos.

Existe um posicionamento no mercado global, mas o investimento poderá ser elevado,  o custo anual de $25.000 (US)( tem de pagar  logo 3 anos) e assim como o custo da submissão da canditatura de $185.000(US), não está ao alcance de todos. Existe também a possiblidade de registar mais de 50.000 níveis de segundo nivel. Vamos fazer aqui umas contas para averiguarmos o valor do investimento.

Investimento total 3 anos = $ 185.000+(3X$25.000)= $ 255.000

Verificar qual o valor de cada dominio/site

$ 255000 / nº de sites a criar = se fosse  50 000 seria de $ 5 e 10 centimos. 

Para quem pensar em investir, precisa de colocar estes valores no investimento que é feito no Marketing Digital, efetuando as contas por ano e por mês para poder calcular os seus KPI's de forma equivalente na duração para ficar coerente, o ROI, mais propriamente o R.O.M.I. (Return on Marketing Investiment).

Estes indicadores de performance juntamente com algumas métricas vão poder dar-lhe uma visão global, deste investimento. O  gestor de Marketing Digital necessita de informação contextualizada para  que as decisões tenham ainda mais qualidade de informação.  

Ao nivel da pesquisa orgânica (Search Engine Optimization) o URL (dominio e caminho com por exemplo http://press2releaseweb.com), tem muita importancia para os motores de pesquisa principais e ninguém quer ficar sem as denominações que tem potencialmente maior valor económico futuro.  

referencias:

  1. http://blog.ittechbuz.com/2011/10/novos-dominios-gtlds-na-internet-e-o.html
  2. http://newgtlds.icann.org/en/applicants/agb/guidebook-full-04jun12-en.pdf
  3. http://newgtlds.icann.org/en/program-status/application-results/strings-1200utc-13jun12-en

 

Os campeões do Web Social

 

 

Existem variados significados para o termo WEB social. A minha perspectiva sob este termo tem muito mais a ver com a capacidade tecnológica e seu potencial do que com a profundidade de utilização de cada ecossistema pelos seus membros. O'Reilly referiu-se pela primeira vez a Web 2.0 em 2004 através da empresa americana O'Reilly Media[1] para designar uma segunda geração de comunidades e serviços, tendo como conceito a "Web como plataforma", envolvendo wikis, aplicativos baseados em folksonomia, redes sociais e Tecnologia da Informação. (in Wikipedia.org).

E é exactamente a questão da WEB como plataforma que faz toda a diferença e permite o desenvolvimento de aplicações com base em API's (Application Programming Interface) disponibilizados pelos principais fornecedores de serviços WEB. Estes pequenos programas informáticos permitem a comunicação automática entre diversos produtos ou serviços aumentando substancialmente a qualidade dos produtos que vão sendo desenvolvidos e a criação de redes de informação de enorme espectro. No ano de 2011 os API's do Flickr, Youtube e GoogleMaps, estavam entre os mais populares. Na minha opinião é sem duvida na questão da interoperabilidade dos serviços e na sua harmonia que se gera maior valor acrescentado nesta nova dinâmica.

O desenvolvimento da WEB como meio de transferência de informação teve um impacto sem paralelo na história do Marketing moderno e na forma como indivíduos e empresas se relacionam - indivíduos entre si, indivíduos com organizações, organizações com organizações e indivíduos dentro das organizações. Com a rapidez do consumo da informação a aumentar ao mesmo tempo que a comunicação visual se desenvolve através da imagem, video e multimédia, confere-se à programação WEB e ao marketing digital um peso demasiado importante para ser equacionado nos orçamentos globais das empresas do séc. XXI.

Devido ao aparecimento de inúmeros canais web e à organização de autênticas comunidades digitais que colaboram em milhões de projetos a nível mundial podemos constatar e filtrar o quê e quem efectivamente se destaca na corrida dos conteúdos, responsáveis, cada vez mais, pela diferenciação entre as marcas, mas também na forma como estas se relacionam com a sua envolvente.

Esta web para além de permitir produzir novas aplicações, facilitar a comunicação e a produtividade abriu muitas oportunidades para profissionais que nunca tiveram forma de expor o seu trabalho, levando-os a concorrer com empresas tradicionais e conceituadas. Fenómenos como o crowdsourcing criam valor e emprego e reduzem custos, ao mesmo tempo que permitem o controlo do processo, o desenvolvimento e a sua entrega.

Gostava de vos deixar aqui, alguns dos serviços que consumo como apaixonado por esta área e que me têm dado perspectivas fantásticas sobre o futuro da web:

1- ISOC - internet society, cujo registo é gratuito. Esta sociedade, que representa grande parte dos defensores e criadores do protocolo tcp/ip contribui decisivamente para a neutralidade da WEB fazendo dela um espaço neutro e aberto a todos. Podem encontrar este video elucidativo daquilo que se perspectiva em relação à utilização da internet no futuro.



2- O pai da Web social, com muitos recursos e certificações nas mais diversas tecnologias: http://oreilly.com/

3- Alguns dos melhores americanos tecnológico, com o líder Leo Laporte. Os melhores do mundo são constantemente convidados a participar: Gina Trapani, Kevin Rose, Kevin Marks, Mike Elgan, Danny Sullivan, entre outros pioneiros e líderes de opinião da WEB social: www.twit.tv

4- Uma das empresa que ajudará a sua Web a ser mais facilmente encontrada no mar da web: www.seomoz.org

5- Standards e padrões tecnológicos: W3C A World Wide Web Consortium (W3C) é uma comunidade internacional onde as organizações-membros, uma equipe de funcionários a tempo inteiro, trabalham juntos para desenvolver standards Web. Liderados pelo inventor da Web Tim Berners-Lee e CEO Jeffrey Jaffe, a missão do W3C é levar a Web ao seu pleno potencial: http://www.w3.org/
 
6- Adsi.pt associação que representa os interesses da sociedade de informação em Portugal. Aconselho qualquer actividade promovida por esta associação. Não se arrependerão.

7- Deixo igualmente uma referência ao Marketing Portugal por se ter posicionado muito precocemente na área do Marketing Digital abordando os assuntos mais importantes e dando espaço ao que de melhor se tem feito nesta área em território nacional. Os meus parabéns.

O que um director de marketing não pode ignorar sobre campanhas digitais

O que um director de Marketing não pode ignorar sobre campanhas digitais. Porque com a chamada "crise" o consumo está a cair a pique, as empresas têm um desafio pela frente: eliminar desperdícios e passar a justificar os investimentos feitos em marketing, nomeadamente em campanhas digitais.

Objectivos

Regra geral muito websites continuam a ser pensados com base no HiPPO (highest paid person’s opinion). Em empresas orientadas ao negócio isso não acontece. O website é pensado em função e com o objectivo de servir o negócio.

Para ilustrar vamos incluir um exemplo.

A Cofidis é uma empresa sem presença física, tem parceiros mas não possui lojas ou balcões. Os produtos têm de ser vendidos via Internet ou telefone, quanto mais vender pela Internet menores os custos com o call-center.

Esta é uma empresa para quem a optimização de umas décimas no online  pode ser bastante significativa ao final do mês. O objectivo do negócio da Cofidis é claro: vender crédito.

Vamos analisar como esse objectivo se reflecte no website.

Na imagem estão assinalados os elementos:

  1. Uso do Simulador/Pedido de crédito - O simulador está numa posição de destaque com três números indicando a facilidade em fazer um pedido de crédito, passos 1, 2, 3. É extremamente fácil de usar, quanto mais fácil maior a taxa de conversão.
  2. Slideshow - Destaque com imagem de um tipo de crédito + reforço da confiança. Aqui adicionam o factor humano com uma situação específica, "crédito auto" (pai e filho) e "lar e recheio" (casal), para criar empatia e envolvimento emocional com o visitante. Procuram reforçar a confiança e idoneidade da empresa com um banner da Escolha do Consumidor. De notar que toda a área é clickável e não apenas o botão Crédito Automóvel.
  3. Vários tipos de crédito - Provavelmente os mais populares e temáticos ou sazonais.

O Objectivo do site é claro. A homepage está bem concebida e claramente orientada ao objectivo do negócio.

Objectivo: Levar os visitantes a usar o simulador e fazer o pedido de crédito online.

Estratégia Web Analytics

Os objectivos estão claramente definidos. O que medir ? Aqui pode surgir um problema, a recolha de informação para produzir relatórios com informação "não actionable".

A homepage da Cofidis está a cometer esse erro, faz tracking aos clicks em inúmeros elementos.

Porque é que a informação é irrelevante ? Até poderia não ser irrelevante não estivesse o site a usar o código do tracker antigo para os links quando já estão a usar o novo tracking code do Google Analytics, ou seja, estes clicks não estão a ser registados no Google Analytics. Isto está assim à provavelmente algum tempo.

Se a informação fosse usada já alguém tinha notado. Lição a reter: não recolher informação que não vai usar.

<a onclick="pageTracker._trackEvent('LinhaCredito', 'HP-Dest-ZonProd-LC')" href="http://www.cofidis.pt/html/produto_linha_credito_cofidis.html">

Ao clicar, o link funciona mas o evento não é registado: ReferenceError: pageTracker is not defined.

O nosso objectivo de negócio é bastante claro, gerar simulações e pedidos de crédito.

Como podemos medir e usar a informação sobre o uso do website para medir e melhorar a sua performance ?

Quais são as questões às quais queremos resposta ?

Primeiro é muito importante segmentar o tráfego em cinco perfis distintos (Clientes, Parceiros, Visitantes, Leads e Visitantes+Leads)  porque cada um destes visitantes faz um uso muito diferente do website.

Se não segmentarmos o tráfego toda e qualquer análise fica comprometida.

Estes são alguns exemplos de informação "actionable" que podemos retirar de uma estratégia de Web Analytics para o perfil de Visitantes+Leads (todos os visitantes menos clientes e parceiros).

Questão 1  Quais os tipos de crédito com mais simulações/pedidos ?

Ao medir o uso do simulador/pedidos podemos adequar a oferta na homepage ou perceber quais as melhores fontes de tráfego e campanhas a gerar simulações/pedidos para determinado tipo de crédito.

Questão 2 Quanto tempo decorre e quais as fontes de tráfego envolvidas entre a primeira visita e um pedido de crédito de tipo X ?

Sabendo o tempo que decorre entre a primeira visita e uma simulação/pedido de crédito tipo X  e quais as fontes de tráfego envolvidas podemos saber mais sobre o processo de decisão para cada um dos tipos de crédito e adequar a nossa estratégia.

Questão 3 Quem são os visitantes com maior valor potencial ?

Sabendo que a empresa ganha mais dinheiro quanto maior for o valor do crédito e maior prazo, vamos poder identificar os clientes de maior valor potencial.

Imaginemos que identificámos que os visitantes que simulam 10.000 € a 84 meses para crédito do tipo Lar e Recheio são provenientes da zona do Algarve.

Dado que houve um furacão recentemente podemos reforçar as campanhas online e offline no local e a nossa rede de parceiros na região.

Questão 4 Quais são as melhores fontes para gerar pedidos de crédito que se efectivam ?

Podemos identificar o site/campanha de email marketing com melhor taxa para pedidos de crédito que realmente se efectivam e assim melhorar o ROI para as campanhas digitais.

Informações específicas que vamos recolher com recurso ao Google Analytics.

  • Tipo de visitante ( cliente, parceiro, visitante, lead (quem efectuou pedido online)).
  • Utilizador do simulador ou não ( user, non-user).
  • Tipo de crédito (auto-novo, auto-usado, outros-projectos, lar-recheio, pack-ferias, credito-consolidado ) usado na simulação.
  • O montante inserido ( 5000, 10000, 20000, etc) na simulação.
  • O prazo em meses inserido (24, 30, 36, 42, 48, etc) na simulação.
  • Acção "simulaçao" e a acção "pedido de crédito".
Com a informação recolhida poderiamos criar dashboards para o Director Financeiro, Director de Marketing e para cada um dos responsáveis de cada um dos produtos de crédito com informação de acordo com as suas funções.

Campanhas Digitais

Vou abordar apenas campanhas de search pois não encontrei nenhum anúncio de display da Cofidis. Agora que temos uma estratégia de web analytics podemos analisar a performance das campanhas digitais de search marketing em cumprir os objectivos do nosso site (negócio).

Pontos fulcrais para qualquer campanha digital de search marketing.

  • Relevância entre keywords, anúncios e landing page. A página de destino (landing page) deve estar de acordo com o contexto do anúncio e da keyword que o mostrou.
  • Saber quanto está efectivamente a pagar por click.

Relevância entre keywords, anúncios e landing page

Os principais produtos da Cofidis são:

  • Crédito automóvel
  • Crédito pessoal
  • Crédito lar e recheio
  • Crédito consolidado

Ao pesquisarmos no Google por crédito automóvel obtemos um anúncio para o crédito automóvel para uma landing page dedicada ao crédito automóvel.

Mas se pesquisarmos por crédito consolidado obtemos um anúncio para crédito automóvel e somos direccionados para uma página sobre crédito automóvel.

O mesmo acontece para a pesquisa por: crédito férias.

Um exemplo de um anúncio mostrado a uma pesquisa irrelevante para a campanha: cartão crédito xbox live.

 

O call-to-action dos anúncios também poderia ter mais referências ao simulador já que esta funcionalidade serve o principal objectivo de negócio, angariar pedidos de crédito.

Os padrões acima são indicativos de uma gestão não cuidada que acaba por afectar o bottom line. Especialmente para empresas como a Cofidis que baseiam grande parte do seu negócio no online.

Na prática quais são as consequências ?

  • Menor taxa de conversão e CTR (click through rate)
  • CPC (custo por click) mais elevados
  • Menor ROI das campanhas digitais
  • Pior posição para os anúncios (cpc mais elevado para compensar ou perca de posição)

Quanto estou efectivamente a pagar ao Google  ?

Sabe efectivamente quanto está a pagar por click ao Google ?  É indispensável obter estes dados para poder calcular o ROI das campanhas digitais. De acordo com os termos e condições do Google a conta é da sua propriedade, se não tem acesso,  deveria ter.

Deve ligar a conta de Google AdWords ao Google Analytics, o que lhe irá permitir analisar a performance das campanhas digitais em relação aos objectivos definidos para o seu site, só assim pode determinar o ROI das campanhas digitais.

Remarketing em campanhas digitais

O que é o Remarketing ? Já teve a sensação que há anúncios que o "perseguem" onde quer que vá ? aparecem em todos os sites, alguns até fora de contexto ?

Imagine que visita o site da Cofidis, seja através de um anúncio ou não.  Ao chegar ao website o seu computador é identificado como visitante do site da Cofidis. A partir daí você vai passar a encontrar anúncios da Cofidis em sites que servem anúncios da rede Google. À data deste post a homepage da Cofidis tem uma tag de remarketing na homepage, que corresponde a uma campanha, activa ou não.

Este é o exemplo que não queremos seguir.

O Remarketing deve ser pensado estratégicamente, não só para não fatigar os seus potenciais clientes como para não estar a mostrar anúncios em situações que não são relevantes.

Imaginemos se trata de um cliente da Cofidis. Porque é que este cliente há de visualizar anúncios para aderir a crédito pessoal se já é cliente de crédito pessoal ?

A estratégia de Web Analytics permitir-nos segmentar os utilizadores e fazer Remarketing em situações muito mais relevantes, passo a ilustrar com um exemplo:

Um visitante (não cliente) foi ao site e fez uma simulação de crédito automóvel. Sabendo através do histórico que o prazo máximo entre a simulação e o pedido de adesão é de 60 dias, após o qual se considera o cliente perdido, podemos mostrar a esse visitante anúncios sobre crédito automóvel durante os próximos 60 dias com um limite de x visualizações por dia.

Este seria um exemplo de uma boa utilização do Remarketing.

Conclusões

Os websites devem ser pensados de maneira a servir os negócios. É essencial definir uma estratégia de medição alinhada com o negócio e que permita à organização tomar decisões ao invés de produzir reports. Só assim podemos promover uma cultura de performance dentro da nossa organização.

Como Director de Marketing é essencial ter acesso ao custo real das campanhas digitais, este custo deve ser importado para o Google Analytics de modo a que se possa avaliar o ROI de cada campanha.

Nao possuo qualquer ligação com a Cofidis, este artigo não inclui quaisquer dados que não sejam do domínio público.

 

O que pode o Marketing Digital fazer pelas PME´s?

Atualmente, grande parte das empresas – mesmo as mais pequenas – têm já uma presença online, seja através de um website ou, até, de uma página do Facebook. Contudo, quantas dessas empresas utilizam corretamente essas ferramentas, de modo a que sejam benéficas e lhes tragam resultados efetivos? Segundo um estudo do INE (2005), o segmento das PME’s representa 99,6% do tecido empresarial português. É por isso provável que você, que está neste momento a ler, trabalhe numa delas e se depare com o dilema de como utilizar corretamente as ferramentas digitais que colocam à sua disposição à distância de um clique. No artigo de hoje, procurarei apresentar algumas dessas ferramentas e de que forma poderá utilizá-las em proveito da sua empresa:

Website institucional –quando alguém procura algo, recorre à internet. É comodo, rápido e permite obter informação transparente (é fácil comparar). O website tornou-se, assim, numa ferramenta de comunicação indispensável, ele é o novo cartão-de-visita das empresas, sendo decisivo para que um potencial cliente entre em contato ou opte pela concorrência. Para ter um website eficaz, seguem algumas dicas:

  • Se tiver indeciso entre uma opção de design mais bonita mas que diminui a usabilidade do website, não avance. A usabilidade é o mais importante;
  • O cliente online não é mesmo que o offline – é muito mais exigente e impaciente. Se não conseguir o que quer em 3 cliques/passos, desiste. Por isso não insista em ter dezenas de páginas para levar a um objetivo. Think simple. Be objective.
  • O discurso online é bastante peculiar: deve ser claro e eficaz. Evite os adjetivos e advérbios.
  • Um website não deve ser encarado como uma ferramenta estática. Este é um dos grandes erros que a maioria das empresas faz. Não basta criá-lo, há que atualizá-lo regularmente com conteúdos de interesse.

Redes sociais –as redes sociais são a grande atração do momento e todos já o perceberam. Facebook, Twitter, Linkedin, Hi5, Flickr, fazem já parte do nosso vocabulário regular. Mas não faz sentido criar um login para cada uma das plataformas e usá-las indiscriminadamente para promover diretamente produtos e/ou serviços. Há que compreender que a presença nas redes sociais tem de ser estrategicamente pensada, para que seja coerente e ajude a concretizar os objetivos empresariais. Algumas dicas:

  • Pense quem é o seu público-alvo, quais são os seus objetivos empresariais;
  • Das redes sociais disponíveis, avalie em quais o seu público-alvo está e quais é que lhe permitirão atingir os seus objetivos;
  • O objetivo maior da rede social é de “partilhar” e “envolver”, por isso esqueça os discursos comerciais diretos;
  • Nas redes sociais, o seu atual e potencial cliente está disposto a partilhar e conversar – aproveite a oportunidade para dialogar com ele, compreende-lo melhor e aperfeiçoar-se;

Presença nos motores de busca – este ponto já foi focado no meu último artigo. SEO e SEA são duas peças importantíssimas para crescer e cimentar a presença no universo online. Email Marketing –continua a ser extremamente eficaz, quando bem segmentado e personalizado. Respeite as regras do email marketing. Não se sujeite a ser considerado SPAM. Algumas dicas:

  • Aposte na qualidade. Prefira envios para bases de dados mais pequenas e segmentadas, mas que possam ter real valor no conteúdo que vai ser enviado. Coloque um ícone de “subscrição de newsletter” nas outras plataformas digitais – website, blog;
  • Crie conteúdo relevante. Mais uma vez não seja excessivamente comercial, acrescente valor a quem vai ler;
  • Para melhor atingir os seus objetivos, coloque um link na sua newsletter que providencie pormenores ou facilite o contato.

Blogs corporativos –são uma importante ferramenta para desenvolver o relacionamento com os seus clientes. Além disso, são facilmente reconhecidos pelos motores de busca. Algumas dicas:

  • Desenvolva posts com conteúdos interessantes, que tenham a ver com a área de negócio da sua empresa;
  • Impulsione o feedback. Por exemplo, acabe o post com uma pergunta;
  • Divulgue os seus posts em outras plataformas;

Para além de uma utilização correta das ferramentas, é fulcral a sua monitorização. Não tenha medo de se iniciar no marketing digital. O mais importante é começar e ir aprendendo a ler os inputs derivados das diversas plataformas (dados estatísticos Facebook, dados Analytics que pode agregar ao seu website e blog, dados informativos derivados das suas campanhas Adwords).

Boa sorte e ótimos negócios!

 

Artigo escrito por: Paula Braz

O Marketing para além das Redes Sociais

Segundo Phillipp Kotler o Marketing tem evoluído ao longo do tempo em três versões1Marketing 1.0 focado no produto; Marketing 2.0 no consumidor; e Marketing 3.0 nos stakeholders2 e numa cultura de valores com um elevado sentido de missão.

A evolução tecnológica e a Internet vieram facilitar a comunicação e a colaboração dentro da sociedade. Hoje, milhões partilham conhecimento e doam o seu tempo a projetos como a Wikipedia, software open source ou a causas sociais e ambientais.

O mundo mudou e a Internet foi um dos principais catalisadores. Vivemos na era da participação, transparência, colaboração e da livre circulação de informação. O poder das massas cresceu como nunca antes.

 

A versão do marketing e a Internet

O aparecimento da Internet e das redes sociais originou a abertura de novos canais de comunicação. No entanto, a maioria das marcas e empresas não estava preparada para comunicar neste novo canal sob os novos paradigmas que a Internet impõe: autenticidade, transparência e respeito.

 A marca/empresa Marketing 1.0 ignora as redes sociais. O focus está centrado no  produto. Não tem uma cultura de valores orientada ao cliente e a falta de compreensão dos novos paradigmas da comunicação foram e continuarão a ser a causa de inúmeros ?pesadelos? de relações públicas.

A marca/empresa Marketing 2.0 vê a Internet e as redes sociais como um ambiente rico em potenciais consumidores. O interesse é maioritariamente económico e desprovido de valores ou sentido de missão para com os restantes stakeholders. Estas empresas só pensam no cliente, com o qual promovem uma comunicação unidirecional. Não se trata verdadeiramente de diálogo mas de um monólogo com respostas ?enlatadas?. Não existe colaboração entre stakeholders.

A marca/empresa Marketing 3.0 usa a Internet e as redes sociais para facilitar a conversação e colaboração com e entre os seus stakeholders. Os stakeholders são clientes, fornecedores, colaboradores, parceiros, acionistas e a sociedade em geral. O objetivo não é o lucro acima de tudo mas a promoção de uma atividade sustentável que promova o bem-estar de todos.

Esta marca/empresa estimula a comunicação many-to-many, como uma rede P2P em que todos comunicam entre si; dialoga com respeito, autenticidade e de uma forma coerente em todos os canais de comunicação. A informação flui livremente entre stakeholders, ajudando a criar colaboração no seio da comunidade.

Os stakeholders entreajudam-se e a empresa incorpora informação da comunidade no desenvolvimento de produto.

A era da transparência, respeito e autenticidade

A Internet democratizou a produção de informação e fomentou a colaboração entre stakeholders. Estes exigem uma crescente transparência, autenticidade e coerência de marcas e empresas. Cabe a cada marca/empresa definir a versão do marketing com que mais se identifica. Empresas como a Starbucks, Patagonia, SouthWest Airlines, IKEA, Caterpillar, entre outras, adoptaram o Marketing 3.0, um modelo baseado na satisfação de todos os stakeholders, sentido de missão, autenticidade, respeito, transparência e cultura de valores. Tornaram-se empresas altamente rentáveis3 e com elevados níveis de satisfação para todos os stakeholders.

 

Promover a colaboração

No início de Julho de 2011 foi lançado o Google+. Após 24 dias contava já com 20 milhões de utilizadores e será no futuro mais uma rede social a ter em conta. O aumento do número de canais de comunicação traz vários desafios:

  • Aumento da dificuldade na gestão e custos de monitorização
    • O número crescente de redes sociais aumenta a complexidade da gestão desses mesmos canais, exigindo know-how técnico especializado, atualização constante e custos acrescidos.
  • Dispersão e desaproveitamento da informação
    • A wall do Facebook ou a timeline do Twitter são efémeras, não foram concebidas para suportar conhecimento: a informação apenas está disponível num curto período temporal e não é reaproveitada pela comunidade para se auto-suportar ou servir de referência no futuro.
  • Dificuldade na identificação/segmentação
    • A dispersão de informação não favorece a identificação dos stakeholders e uma comunicação personalizada.

O Facebook, Twitter ou Google+ são plataformas em que a informação tem por defeito uma duração temporal muito limitada. O sumo da comunicação entre stakeholders perde-se ao fim de poucas horas.

As BBS e os fóruns foram pioneiros na criação de comunidades colaborativas ao permitir a comunicação entre membros à volta de um tema organizado por tópicos e sem prazo de validade.

Hoje existem plataformas pensadas especificamente para empresas que procuram dialogar num ambiente colaborativo com os seus stakeholders (Marketing 3.0). O Get Satisfaction é uma dessas plataformas.

Numa comunidade colaborativa promove-se um espaço de diálogo onde os stakeholders não só se ajudam mutuamente, como contribuem para melhorar os produtos/serviços de que tanto gostam, através de críticas, sugestões ou ideias.

No entanto, a adoção de uma plataforma não é por si só suficiente para criar uma comunidade colaborativa: o marketing 3.0 não é apenas parecer, é ser.

É preciso autenticidade, transparência, respeito, coerência e um forte sentido de missão em prol de todos os stakeholders.

E você, que versão do marketing pratica?

“Seja autêntico e respeite os seus stakeholders, crie um espaço de diálogo e colaboração.” – João Correia

1. Philip Kotler, Hermawan Kartajaya, Iwan Setiawan - Marketing 3.0: From Products to Customers to the Human Spirit – Wiley 2010
2. R. Edward Freeman - Stakeholder Theory: The State of the Art - Cambridge University Press 2010.
3. Raj Sisodia, Jag Sheth, David B. Wolfe - Firms of Endearment: How World-class Companies Profit from Passion and Purpose - Prentice Hall 2007

 

 

No Social Media, qual a pior das crises?

No Social Media, qual a pior das crises? Uma má decisão ou uma não decisão?

 

Alguns dos motivos frequentes que as empresas colocam na ordem do dia para evitar ou, pelo menos, adiar a adesão a estratégias de marketing ao nível das redes sociais, resumem-se a uma questão:

E se alguém prejudica a minha marca na rede?

Até certo ponto, torna-se compreensível os comentários de alguns empresários quando sentem que ainda não estão preparados para uma acção nas redes sociais.

Torna-se uma decisão sensata a não adesão, quando não existem objectivos ou uma estratégia de marketing definida que possa integrar tal acção no meio online.

O que não se compreende é a passividade das empresas, perante um cenário de imaturidade no meio online, nomeadamente, ao nível das redes sociais, não definirem como prioridade uma atitude de integração nos seus planos de marketing, de uma estratégia de digital que possa fazer a ponte urgente entre o meio offline e online.

Com o advento do uso das redes sociais, temos verificado um crescente número de casos de marcas e instituições que têm sido alvo de buzz negativo nestas plataformas. De referir também que as crises sempre aconteceram no universo das marcas e que as redes sociais não são a origem do problema, mas sim, uma forma deste ganhar maior dimensão e visibilidade.

As crises no meio online não são piores que aquelas a que uma marca ou instituição está exposta através do meio offline. Mas um dado é certo, no meio online a disseminação da mensagem é muito mais rápida e abrangente, resultado da própria amplificação que a web 2.0 permite através do poder dado ao utilizador.

No entanto, utilizando a máxima e desgastada expressão de que as redes sociais são uma perigosa arma de contágio, é adquirido que o são trazendo resultados negativos  para as marcas mas, na maioria das circunstancias, também positivos.

O que se torna de extrema importância as marcas perceberem, é que não lhes cabe decidir se entram ou não no palco das redes sociais, aliás, arrisco mesmo dizer que num futuro próximo, nenhuma escapará.

A ausência de uma estratégia de social media, que permita à marca afirmar uma presença online, é muito mais negativo que qualquer problema que envolva gestão de crise da mesma numa rede social.

Se a marca não se encontra assumidamente presente no social media, ela não estará em posição para se defender nesse meio de qualquer ataque que possa resultar de uma possível acção que aconteça no meio offline. E esse ataque, claramente irá acontecer, pois a marca vai ser exposta, comentada e julgada.

O utilizador é um espécime de eximia perícia critica, com uma necessidade constante de motivos que lhe permitam sobreviver neste meio, obrigado para isso a gerar continuamente novo conteúdo. O ser humano, na verdade é o mesmo no meio online que é no offline, no entanto, quando encarna a pele de utilizador sente-se livre e ausente de qualquer restrição que a sociedade lhe possa impor no meio offline. Esse estado permite-lhe expressar-se deixando registos no online que dificilmente serão apagados, contrapondo ao tradicional boca-orelha do meio offline, caracterizado muitas vezes pela expressão do velho provérbio “Palavras, leva-as o vento”. 

É por esta razão, entre outras, que a marca se torna vulnerável e uma fonte suculenta de matéria critica para todos os utilizadores, quer tenham ou não motivos para o fazerem. São eles que irão acabar por trazer a marca para o meio online, mesmo que esta não se sinta preparada para tal.

Nesse momento, todo o risco e impacto de uma acção negativa que esta possa sofrer, vai ganhar o tal efeito de amplificação característico da web, sem que essa torrente possa ser travada por uma justificação estratégica de gestão de crise. Afinal a marca havia decidido que não estaria preparada para estar online.

Assim, uma presença estratégica no meio online, nomeadamente nas redes sociais, permite às instituições actuarem eficazmente na gestão de crises, mais ainda quando a própria rede se torna a fonte de ignição da crise.

E porque a crise é um evento que motiva uma reacção e, na maioria das circunstancias, a criação de novas dinâmicas e oportunidades, saber lidar com esta exige sempre sensatez e criatividade.

Lidar com a critica é algo que exige bastante sensatez. Compreensão, paciência, análise de pontos de desconforto, consequências previsíveis e acções estratégicas a tomar, são tudo características inerentes a todos aqueles que gerem situações de crise em redes sociais.

Num cenário de crise, as redes sociais devem ser encaradas como uma forma rápida e eficaz de resposta num intervalo mínimo de tempo, o que pode ajudar a antecipar a propagação de comentários negativos.

Como todos sabemos, as primeiras 24 horas após o inicio do problema são decisivas para a dimensão que este possa tomar. 

O efeito de disseminação da mensagem, à medida que as horas vão passando no período das primeiras 24H, vai ampliando o efeito buzz a outras redes sociais diferentes daquela onde o problema teve inicio. É prática, nas primeiras seis horas, bloger’s, twitt’s e alguns portais colocarem os primeiras mensagens acerca do assunto, sendo que, entre as 12 e 24 horas, os utilizadores de redes sociais dão inicio às discussões e partilha de comentários. Nessa altura, uma das características dos utilizadores mais curiosos é a monitorização do assunto através de websites de bookmark e sites de partilha de fotos e vídeos.

Após as 24 horas horas começa a ser criado o verdadeiro conteúdo editorial acerca da matéria que geou a crise, dando inicio a toda a amplificação do tema. Assim, as primeiras 6 horas são o epicentro de todas as atitudes e decisões a tomar, que terão como consequência todo o rumo da gestão do processo de crise.

Contudo, para além do facto das redes sociais terem um papel fulcral na disseminação da crise, as mesmas permitem uma canal directo com todos os que têm vontade de interagir com a marca, sejam eles clientes, seguidores ou meros comentadores de ocasião. Permitem à instituição comunicar de uma forma sincera e sem enviesamento da mensagem, algo impossível quando falamos de meios de comunicação tradicionais offline.

É assim importante a qualquer organização a criação de um plano de comunicação para a gestão de momentos de crise no meio online.

Alguns dos pontos pertinentes a que um plano de comunicação digital anti-crise deverá responder são:

  • Quem dará resposta em nome da empresa?
  • Como será dada a resposta?
  • A reacção da empresa será pro-activa ou decorrerá a sequência dos comentários e diálogos estabelecidos no meio?
  • Quais as plataformas de comunicação online a utilizar?
  • Quais as fontes de maior influência nas redes sociais e outras plataformas?

Com base nestas questões a empresa pode criar o seu plano de gestão para este tipo de eventos, permitindo uma preparação prévia, dando-lhe a possibilidade de aperfeiçoar técnicas e estratégias e evitando, no momento critico, a perda de tempo essencial para estancar ou minimizar o impacto de uma crise.

Podemos criar um plano relativamente padronizado de processos para a gestão de crise, referindo, no entanto, que cada crise tem as suas características e a própria organização será obrigada, no decorrer desta, a perceber se será necessário a implementação de medidas extra.

Assim, é pertinente criar uma estrutura para gerir o processo que possa entrar em acção a qualquer momento. Essa equipa de colaboradores pode ser constituída por pessoas internas ou externas à organização, devendo cada um saber qual a acção que irá desempenhar. Poderão ser considerados colaboradores dos vários departamentos da empresa ou prestadores externos de serviços, como caso de agências de comunicação, marketing, entre outros, deverão estar preparados para a criação de conteúdos anti-crise.

Criar uma listagem com os influenciadores principias no meio online e estabelecer uma relação como estes antes de uma potencial crise, permite também às organizações trazer estes para próximo de si e envolver os mesmos em mensagens de apoio em momentos de crise. Eles poderão ser o primeiro contacto com os utilizadores em momento de crise, permitindo à marca ter defensores com um alto poder de influência na rede.

O desenvolvimento de peças de comunicação para o momento de crise, deverá também fazer parte do plano. O desenvolvimento de um vídeo, a captação de testemunhos positivos em relação à marca, ou mesmo, a criação de um website que possa reunir toda a informação acerca da crise, pode ajudar a minimizar a situação.

Como exemplo, a criação de um microsite pode permitir à marca ou instituição a sua visão  ou justificação acerca da matéria, pode reunir todo o tipo de peças relacionadas com este que foram geradas a favor da organização, pode dar a possibilidade aos utilizadores de se expressarem, entre outros.

A monitorização do meio online é outro facto de extrema importância. Não só em momentos de crise, monitorizar a marca no meio online permite-nos perceber qual o tipo de discurso que existe em torno desta, podendo ser feita uma filtragem e devido tratamento, de conversas de teor negativo para a marca. Torna-se importante um processo de monitorização com alguma periodicidade. Em regra, um tempo máximo de quinze em quinze dias será o ideal, no entanto, em períodos de crise, esta acção deverá ser desenvolvida a todo o instante.

Cabe à organização assumir o controlo das acções em momentos de crise.

O mais importante na gestão de um processo de crise é olhar o meio, neste caso o online, de uma forma activa participando no diálogo com todos os utilizadores e assumindo a responsabilidade e humildade, necessárias. Assumir responsabilidades num momento desses é, na maioria das vezes, uma acção sensata e positiva, pois muitos utilizadores encaram essa atitude de humildade e de bom senso.

Independentemente de existir já uma solução para o problema, torna-se importante que a instituição tenha uma atitude pro-activa dando respostas de forma rápida e consistente e, neste ponto, as redes sociais poderão ter um papel preponderante para que os seguidores da marca sintam uma feedback directo da mesma.

De assinalar que os meios de comunicação tradicionais, não deverão ser colocados de parte neste processo, devendo ser disponibilizado também o máximo de conteúdos actualizados para os estes.

Por fim, cinco tópicos gerais a realçar na dinâmica de um processo de gestão de crise no meio online:

  • Deve haver uma reacção no período de horas;
  • Devemos perceber se os utilizadores têm em seu poder a informação verdadeira ou, pelo contrario, se a informação disponível se trata de conteúdo inviesado, muitas vezes criado por concorrentes. Muitos comentários poderão ter informações incorrectas e serão, certamente uma fonte de criação de buzz negativo.
  • Acção constante de monitorização dos conteúdos gerados pelos utilizadores;
  • Numa situação de crise vão existir inúmeros comentários de ataque e defesa à marca. É importante perceber quais os conteúdos que deverão ser respondidos e quais aqueles que não deverão.
  • É importante perceber que as respostas a comentários deverão ter prioridades conforme a relevância dos mesmos. Em momentos de crise os assuntos são tratados de forma cíclica, fazendo com que muitos utilizadores recuperem assuntos sobre temáticas passadas. O importante é dar respostas com o foco nos tópicos de maior importância, sendo preferencial, dar resposta aos utilizadores considerados com maior pode de influência noa rede da marca.

A transparência da marca e a relação que esta tem com os consumidores deve ser algo trabalhado com uma dinâmica constante através das estratégias de marketing e comunicação da instituição.

Se assim for, em momentos em que a marca possa vir a ser exposta a uma crise, a mesma estará mais próxima dos seus públicos e, como consequência, terá maior facilidade em lidar com esta situação.

A gestão de crise no meio online, nomeadamente, ao nível das redes sociais, deve ser entendida como uma forma directa e eficaz da marca se poder justificar ou desculpar perante todos aqueles que interagem com esta. No entanto, este é um processo de alguma complexidade que exige às marcas uma preparação e planeamento prévios.

Não basta reagir, é necessário agir de uma forma inteligente e essa acção deve passar por uma rápida consciencialização das equipas de marketing e gestão geral das empresas, para a necessidade de trabalhar novas ferramentas de comunicação de uma forma profissional e coordenada.

 

 

Método AIDA no Marketing Digital

 

O método AIDA (Atenção, Interesse, Desejo e Acção), um dos mais usados no marketing tradicional, continua a ser válido no marketing digital, especialmente na criação de landing pages profissionais. Na implementação do método AIDA numa campanha de marketing digital, a imagem e restantes elementos multimédia ganham especial importância, pois permitem-nos enfatizar os quatro itens que o compõem.

Neste artigo vou usar uma Landing Page da WILDFIRE, que não foi criada por mim, mas que considero um excelente exemplo de aplicação do método AIDA. Quando começar uma campanha de marketing digital que use uma landing page, a primeira coisa que esta terá que fazer é chamar a captar a ATENÇÃO dos utilizadores. Perante a inundação de mensagens publicitárias a que os utilizadores estão sujeitos, porque prestaram atenção à sua mensagem em detrimento da mensagem do seu concorrente? Para chamar a atenção e destacar a sua mensagem das demais, deverá seguir uma estratégia que englobe: - Utilização de layout organizado; - Implementação de uma paleta de cores neutras e uma ou duas cores de contraste. - Oferta de ajuda ao utilizador; - Utilização das redes sociais para que o utilizador possa espalhar a mensagem;

No caso da WILDFIRE, destaco o layout muito bem organizado e um código de cores que cativa o olhar e o encaminha para as acções pretendidas. Depois de conseguir a atenção do utilizador, terá de despertar o INTERESSE dele. E como vai conseguir despertar o interesse do utilizador para a sua mensagem? Nada mais fácil! Utilize a técnica que os bebés utilizam há milhões de anos e com a qual conseguem que fiquemos babados a olhar para eles. O segredo está em oferecer quando o utilizador está à espera que lhe cobre. Esta oferta deverá ter valor e fornecer um factor diferencial de relevo para que o utilizador, percepcione na sua empresa uma entidade credível e que lhe dá algo de importante e inesperado. No caso apresentado, a WILDFIRE oferece conteúdos em vídeo, que ajudam o utilizador a entender o poder e mais-valias que poderá alcançar com a aquisição das suas aplicações para facebook. A partir do momento que o cliente tem interesse no seu produto é a altura certa para despertar o seu DESEJO.

O desejo pode ser criado através de promoções, descontos, oferta de produtos, etc… No caso da WILDFIRE, o factor desejo foi criado a partir de uma demonstração de resultados e da indicação de empresas famosas que já utilizam e recomendam os seus serviços. Tendo conseguido implementar os três primeiros factores com sucesso, o utilizador está pronto a comprar o seu produto / serviço e a tornar-se seu cliente. Dê o destaque merecido ao factor ACÇÃO. Não opte por esconder o botão de activação da acção pretendida (call to action).

A correcta implementação da paleta de cores definida para a sua landing page é crucial neste ponto. Utilize a cor de mais contraste no botão que leva à acção. Não caia na tentação de colocar uma cor berrante, completamente fora da sua paleta de cores, só para chamar a atenção. Dessa forma o descrédito será imediato e será recordado como um néon de pastelaria no centro da cidade (ruído visual).

No caso WILDFIRE, o destaque dado ao sign up foi dado com uma grande mancha na cor de contraste principal. Como os formulários de registo tendem a ficar cada vez maiores, e mais chatos de preencher J , criaram um segundo destaque ao facto do formulário demorar apenas 20 segundos a ser preenchido. Nesse destaque utilizaram uma mancha na cor contrastante secundária e numa forma geométrica diferente do botão da acção. De forma a aumentar a eficácia da sua landing page terá de monitorizar os resultados e fazer as rectificações necessárias (alterar escalas, paletes de cor, fontes, disposição de elementos, etc…) até que a landing page atinja ou supere os seus objectivos.

Medidas Anti-Crise

No artigo anterior (http://mktportugal.com/blog/?p=2549) falei da possibilidade do aparecimento de um cenário de crise com origem nas plataformas actuais de social media. Tendo em conta, por um lado o contínuo crescimento do número de subscritores que utilizam estas plataformas, e, pelo outro, a democratização da produção de conteúdos, actualmente, qualquer empresa com presença nas redes sociais, como o Facebook, Twitter ou Linkedin, poderá ter de enfrentar essa possibilidade, mais tarde ou mais cedo. Se é um facto que podemos aprender muito com os erros dos outros (ver o exemplo da United no artigo anterior) a verdade é que já existem empresas com boas práticas. Ora, tendo em conta que este ainda é um assunto relativamente recente e, em consequência, não exaustivamente estudado, as histórias de sucesso tem de ser partilhadas.

O CASO DELL Em 2006, a conhecida empresa fabricante de computadores, tomou consciência do seguinte facto: 50% das conversas online a respeito da empresa e dos seus produtos eram negativas. Actualmente, a empresa está entre as marcas que inovam em social media. Criou uma comunidade (www.direct2dell.com) que permite a partilha de opiniões entre a empresa e os seus clientes. Para além disso, utilizando o Twitter para comunicar ofertas exclusivas e tentadoras para os seguidores, a Dell vendeu, em apenas seis meses 1 milhão de dólares. Neste momento, as conversações negativas desceram 30% e mantêm uma tendência de diminuição, segundo o vice-presidente com o pelouro da comunicação, Bob Pearson. Então, que medidas devemos adoptar num contexto de crise?

  • Ter um plano. Murphy dizia que “se algo pode correr mal, então algo vai correr mal”;
  • Monitorizar sempre os social media e responder, de forma célere, aos tweets ou comentários que são feitos;
  • Entender o seguinte: as páginas alocadas nas plataformas dos social media não são realmente da empresa. Os social media são públicos e isto significa que os seguidores de uma marca têm o direito de fazer comentários negativos; a missão da empresa é trabalhar no sentido de se defender e transformar uma ameaça numa oportunidade;
  • Se possível, deve-se sugerir ao cliente o contacto directo através de mail ou telefone, para gerar uma discussão mais aprofundada;
  • Ter sempre um gestor SÉNIOR, com alguns anos de experiência em relações públicas, gestão de crise ou branding. O pensamento (comum) de que o trabalho feito nos social media se limita a publicar conteúdo ocasional acerca da empresa ou dos seus produtos é falso. E a ideia de que os social media são algo muito recente e que só a geração Y é que utiliza estes meios, é errada;
  • Perceber as particularidades de cada plataforma; por exemplo, se quiser enviar mensagens directas a um cliente no Twitter, tem de ser seguidor dele; se não for uma mensagem privada, TODOS podem ler a conversação entre a empresa e o cliente. Isto significa uma excelente oportunidade de ter notoriedade e referenciação positiva o que até pode transformar alguns leitores em potenciais clientes;
  • Aprender com os erros e as boas práticas dos outros; os franceses sintetizam esta prática de gestão com a frase “copier c’est gagner”.

Antes do aparecimento destes novos meios de interacção digital, um consumidor insatisfeito reclamava para dez conhecidos. Actualmente o mesmo consumidor, pode usar estas ferramentas de partilha de informação e espalhar a sua crítica para 100, 1.000 ou 100 mil pessoas... ou alguns milhões! (veja o número de “hits” deste vídeo no Youtube http://ow.ly/2iQIz) As consequências em termos de imagem, notoriedade e mesmo abandono da compra por parte dos consumidores, podem, em última instância, ser responsáveis pelo fecho da empresa. Estar disponível para ouvir o cliente, implica uma mudança de paradigma comunicacional em toda a organização... Mas, sobre isso, falarei num próximo artigo. Até lá, e caso a crise (nos Social Media) lhe bata à porta, lembre-se que, se a souber gerir, ainda vai conseguir mais clientes, melhor imagem, mais vendas.

 

Artigo escrito por: Jorge Basto Sobreira

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