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Marketing Pessoal - Emprego vs Mercado

Actualmente procurar emprego pressupõe a existência de uma proposta de valor.
Numa perspectiva de Marketing Pessoal, teremos que conhecer os nossos pontos fortes para nos conseguirmos diferenciar num mercado cada vez mais competitivo.

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Vendas e Marketing Pessoal com Paulo Ferreira

A minha empresa só olha para mim como um número! E...? - http://bit.ly/Qbinkc

Quais as principais limitações que se encontram nas empresas no âmbito das vendas?

Os vendedores, de uma forma geral, são uma profissão com uma imagem um pouco denegrida contudo, nenhum negócio vive sem vendedores. Como analisar esta contradição que o próprio mercado criou?
O que define um vendedor de sucesso?
Como é que as "vendas" têm reagido ao impacto do "digital"?
O Marketing Pessoal e as vendas andam de mãos dadas?
Há uma "guerra" antiga entre o Marketing e as Vendas. Faz sentido?
Dicas para trabalharem a sua Marca Pessoal?

A minha empresa só olha para mim como um número! E...?

 

A minha empresa só olha para mim como um número! E…?


Certamente que muitos de nós já se depararam com pessoas que estão constantemente a utilizar esta expressão. Se é um deles, não precisa de se manifestar. Provavelmente a pessoa que o levar a crer que é só um número, estará neste momento ao seu lado e não seria de todo agradável expressar a sua opinião de forma tão veemente… especialmente quando só ainda foram lidas algumas linhas. Mas vamos acreditar que nenhum dos prezados leitores se identifica com o cenário apresentado… Vamos designar aqueles que o fazem, simplesmente como “os outros”…


Mas confesso que um dos meus exercícios de (in)sanidade mental passa exactamente por desconstruir as ideias dadas como assumidas. E esta parece uma boa base para ser trabalhada… Logo à partida, atendendo ao facto de que “os outros” consideram esta como a principal causa para o não funcionamento das organizações. Compreenderia mais facilmente se o telefone tocasse incessantemente e os clientes fossem atendidos por uma mensagem gravada: ”A sua chamada é muito importante para nós. Por favor, não desligue.”; se as entregas estivessem com um atraso de 3 dias; se a produção não tivesse capacidade de resposta; se o nosso produto não tivesse aceitação no mercado; se a nossa estratégia estivesse mal delineada; se os fluxos comunicacionais não existissem; se estivéssemos com problemas de tesouraria. No extremo, compreenderia a não existência de café logo pela manhã… Mas aparentemente, tudo isso é redutor em comparação com o facto de sermos um número…


Mas a verdade é que ao longo de toda a nossa vida, sempre fomos e continuaremos a ser um número. É-nos dado um número mal nascemos e nos é colocada uma pulseira. É atribuído um número quando o pai sai disparado da maternidade para inscrever o rebento no clube de futebol do coração. Adoramos fazer as festas para os miúdos para festejar os aniversários. Que por acaso também é um número… Todos perguntamos a uma criança que idade tem… E ela responde com um número. Todos contamos o dinheiro que os pais e avós nos davam no Natal e aquilo tudo somado, dava… um número. Investimos horas a memorizar a tabuada e aquilo era só… números. Sabíamos quanto tempo tínhamos para ver televisão até chegar a hora do banho. Todos gostávamos de ter um certo número na nossa camisola de futebol. E quando adolescentes, os números dominavam a nossa vida: número de miúdas(os), dias de férias, as notas no Secundário… até as senhas na cantina… eram em números! E actualmente vivemos o duelo saldo bancário vs despesas… Outra vez os raios dos números! Neste preciso momento, “os outros” estarão a rejubilar. Se está a esboçar um ligeiro sorriso, isso poderá ser preocupante.


Então qual a razão pela qual durante tanto tempo sempre fomos um número (e convenhamos que gostávamos de o ser) e de um momento para o outro esse encanto desaparece?! O problema é que, uma vez entrados no mundo real dos negócios, aparece um novo facto. Pela primeira vez, as nossas capacidades enquanto profissionais passam a ser julgadas. E essas são as regras do mercado! Cada um de nós deve ser visto como uma acção, que se move num mercado com regras próprias, sujeito a especulação e inside trading mas que também tem players que reconhecem quando os activos são atractivos e decidem mantê-los em carteira. Investem em nós não por aquilo que nós valemos mas por aquilo que nós poderemos vir a valer. Julgo que todos sabemos isso quando somos recrutados, certo?


Neste preciso momento consigo ouvir “os outros” a gritar de pulmões cheios: “E o reconhecimento”? Calma… Reconheço (lá está…) que é um factor importante mas não vou ser idílico ao ponto de afirmar que as pessoas trabalham para serem reconhecidas. O ser reconhecido é uma consequência e nunca deverá ser um fim em si mesmo. Assumo, isso sim, que cada um deverá reconhecer o seu próprio desempenho e ser esse o seu driver. Assisto a inúmeras pessoas a manifestarem-se efusivamente que querem ser os melhores! Posição delicada… Em primeiro lugar, o serem os melhores deverá ser reconhecido pelos outros. E quem se auto-intitula o melhor está constantemente a ser colocado em xeque. São escolhas que teremos obviamente de respeitar. A questão é que essas pessoas passam toda uma vida à procura do reconhecimento e validação dos outros que não tem tempo de viver a sua própria vida. Até uma determinada fase da nossa vida trabalhamos para fazer curriculum mas chega a uma determinada fase que passamos a estar focados em fazer obra. E isso é algo que só depende de nós. “Os outros” gostam e tem necessidade de serem constantemente motivados porque só aí conseguem o trampolim para aguentar mais algum tempo. Mas tudo isso será transitório… Zig Ziglar retrata isso na perfeição numa das suas mais conhecidas frases: “As pessoas costumam dizer que a motivação não dura sempre. Bem, nem o efeito do banho, por isso recomenda-se diariamente.” E todos sabemos que não existe motivação sem auto-motivação. E o pensamento deverá ser o de ser melhor a cada dia que passa. E quem melhor do que o profissional que fui ontem para comparar? Alguém só é bom quando comparado com alguém! Se procuram isso, comparem-se com vocês mesmos!

Como tal, devemos olhar para a nossa própria pessoa como uma marca e trabalhá-la para que a mesma seja reconhecida por tudo e por todos, não porque esse é o nosso objectivo mas como consequência de um propósito que definimos para nós mesmos e que está alinhada com a cultura da organização que representamos.

Seja um especialista! Pense e aja como tal! Assuma-se! Crie as suas próprias regras e jogue com elas! Não coloque nas mãos e opiniões dos outros o benefício da dúvida…

Ficam alguns pontos-chave para criar e cimentar ainda mais a sua marca:

Posicionamento emocional – Está directamente relacionado com a forma como as pessoas se lembrarão de si. Notem que a palavra é lembrarão e não recordarão. Recordar pressupõe passado e ninguém quer isso. Quais as emoções positivas que consigo despertar nos meus clientes? E nas pessoas com que trabalho? E no vizinho com quem me cruzo todos os dias no elevador? Se não encontrou uma resposta, esse pode ser o primeiro passo. Atenção personalizada nunca é investimento sem retorno.

Comunicação – Bons comunicadores são sempre vistos como referência. E comunicar deriva do latim comunicare que significa colocar em comum ou dividir alguma coisa com alguém. Bons comunicadores são invariavelmente excelentes a cultivar relações. E estes são os pilares base para qualquer profissional: ser especialista em comunicação e estabelecer relações. Como está a comunicar a sua marca?

Personalidade – Aquilo que hoje mais é valorizado é a confiança e a credibilidade que as marcas conseguem transmitir aos seus interlocutores. Construa a sua marca de forma autêntica e positiva. Já chega de termos pessoas ao nosso lado num dia de sol a lamentarem-se que amanhã vai chover.
Visibilidade – “À mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta.” Dê a conhecer continuamente a sua marca para que seja recordada e referenciada por outros. “Os outros” preferem lamentar-se a trabalhar para algo que será sempre seu.

Distinção – Saia fora do trilho e expresse a sua marca de forma única para que se distinga das outras. Se nascemos originais, porquê morrer iguais?

Se trabalharmos diariamente estes pontos, invariavelmente o reconhecimento irá surgir não porque nós o tenhamos procurado mas por somos merecedores.


“No mundo dos negócios, todos são pagos com duas moedas: dinheiro e experiência. Agarre a experiência primeiro, o dinheiro virá depois.” – Harold Geneen


Uma última dica: se ao seu lado estiver um dos outros que se lamenta de só ser um número, fica a minha ajuda para a troca de presentes no Natal...

VENCER na vida fazendo o que mais gosta

Crítica Marketing Portugal:

Este livro "transpira" vontade e motivação. É um livro que transmite o caso real de alguém que foi tendo sucesso focando o seu esforço na satisfação dos seus clientes e na forma genuína e irreverente de transmitir informação.

Gary Vaynerchuk é considerado por muitos um "louco" dos vinhos. Diz o que tem a dizer e conquistou uma imagem de transparência na área, as pessoas (segundo ele) confiam quando ele diz que o vinho A é bom e o B não.

A relevância e o destaque deste livro vai para a capacidade que Gary teve em transmitir o esforço necessário para se ser considerado um especialista ou seja, ninguém nasce especialista em nada e, todos se podem tornar especialistas daquilo que gostam. Neste livro é francamente valorizada a mensagem de que para se chegar a algum lado é preciso TRABALHAR!

É um livro que nos ajuda a trabalhar a reflectir sobre o nosso Marketing Pessoal porém, como em todos os livros, é preciso termos capacidade para contextualizar tudo o que é escrito e tentar adoptar e adaptar (o que interessa) para a nossa realidade.

Gary faz ainda referência à utilização de ferramentas digitais, nomeadamente redes sociais e blogues, para ajudar a promover a nossa Marca.

empreendedorismo também tem uma presença constante no livro.  Vale a pena absorver a experiência de vida de Gary.

Vejam o seu vídeo-blogue e percebam o que vos espera - http://garyvaynerchuk.com/ e http://tv.winelibrary.com/ . Temos a clara noção que Gary se preocupa bastante com a sua Marca Pessoal, independentemente do sucesso projecto WineLibrary.

Sinopse

Gary Vaynerchuk transformou o negócio da sua família, uma pequena loja de vinhos, numa empresa líder nos EUA. Como o conseguiu? Um dia, consciente das potencialidades da Internet, criou um vídeo para promover a sua loja e colocou-o online. Este foi o primeiro passo de uma estratégia de marketing que o tornou conhecido nos EUA e permitiu multiplicar a facturação do seu negócio. Neste livro, Vaynerchuk explica de que forma conseguiu ter sucesso e demonstra como usar de modo eficaz o poder da Internet para criar um negócio bem-sucedido e desenvolver uma marca a partir daquilo que mais gostamos de fazer. Este é um livro imprescindível para quem quer ser bem-sucedido no moderno mundo dos negócios, recheado de dicas de empreendedorismo e conselhos sobre marketing online.

Gary Vaynerchuk foi considerado pela Business Week um dos 20 empreendedores a seguir e eleito pelaForbes um dos 25 nomes mais influentes da Internet. Biblioteca Marketing Portugal

Introdução ao Marketing Pessoal

  Chegou o momento de começar a falar de Marketing Pessoal em Portugal. Até porque dois temas relacionados começam também a ter maior expressão de forma organizada na sociedade. Falo do Networking e do Coaching.

O Marketing Pessoal interage com estas duas disciplinas de forma e em momentos distintos. O Coaching é importante de uma forma transversal ao apoiar o equilíbrio das dimensões da vida, na identificação dos valores pessoais, na definição dos objectivos, na definição da estratégia em todas as fases da gestão da vida pessoal e profissional. O Networking é uma ferramenta fundamental de relacionamento com o exterior.

O que é e o que não é o Marketing Pessoal?

Podemos começar por tentar definir o que é o Marketing Pessoal. Não é fácil. Prefiro a definição abrangente. Alguém disse "Tudo é marketing e marketing é tudo”. Transpondo para o campo pessoal, podemos dizer que Marketing Pessoal é tudo o que tem a ver com a pessoa. E quando digo tudo, é mesmo tudo.

Vejamos então o que não é Marketing Pessoal. Não é só etiqueta e boas maneiras. Não é só boa apresentação. Não é só capacidade de expressão. Não é só extroversão. Mas tem tudo isto.

Imagine que tem um emprego normal e que o horário de entrada é às 9h00. Chegar pontualmente às 9h00 todos os dias é Marketing Pessoal. Chegar às 8h30 é uma excelente acção de Marketing Pessoal. Chegar constantemente às 11h00 com desculpas esfarrapadas é anti  Marketing Pessoal.

Não podemos distinguir a vida pessoal da vida profissional em termos de valores e atitudes. Devemos fazer essa separação sim mas em termos de tempo. Deve haver momentos distintos, para a pessoa, a família e o trabalho. Mas os valores pessoais que regem todas as nossas actividades devem ser os mesmos. Procurando um equilíbrio em todas as dimensões da vida, os nossos objectivos devem permitir uma estabilidade pessoal, familiar e profissional.

Questionar, questionar, questionar..

Temos que nos questionar constantemente. Como exercício prévio há que saber quem somos, quais os nossos pontos fortes e fracos. Ter uma atitude de melhoria contínua da própria pessoa. Identificar os nossos valores fundamentais, aqueles dos quais não abdicamos. E fazer deles base para a nossa vida global.

Antes de começar sequer a pensar em como nos vamos promover, temos que saber se realmente somos alguém que vale a pena ser promovido. Temos que iniciar um processo de auto conhecimento e auto crítica que não pode parar nunca. Será um processo constante que nos acompanhará para sempre. Este processo pode demorar um dia ou um ano, mas não avancemos para o próximo passo sem ter este muito bem apreendido. Temos que ter a certeza absoluta que somos quem queremos que os outros saibam que somos. Porque no Marketing Pessoal temos que ser sempre verdadeiros, genuínos. Nada de máscaras.

 A importância da “Short-list” mental

Quando pensa em jogar de futebol qual o primeiro nome que lhe vem à memória? Provavelmente o Cristiano Ronaldo. Porquê? Porque temos, para cada actividade, uma short-list mental de nomes. Um dos objectivos do Marketing Pessoal é fazer com que o máximo de pessoas o tenha no topo da short-list mental para a actividade que você quer ser conhecido. Se for um agente imobiliário quererá que o máximo número de pessoas se lembre de si no momento de comprar ou vender um imóvel. Quererá que essas pessoas falem de si quando um amigo lhes diz que quer comprar um apartamento. Já imaginou o potencial? Na minha actividade como comercial numa empresa de instalações eléctricas, se eu estiver na short-list mental de todos os directores de obras das grandes construtoras, se for em mim que pensam em primeiro lugar quando precisam consultar uma empresa de instalações eléctricas para uma obra nova, já imaginaram o potencial para a empresa? E isto pode aplicar-se a qualquer coisa. Há pessoas que estão na short-list dos RP's e são convidados para todos os eventos e festas. Não tem que ser só trabalho. Pode ser aquilo que quiser que seja. Temos é que trabalhar para isso. E não é uma corrida de sprint. É uma maratona. Requer motivação, disciplina, regularidade, persistência, paciência.

Pense mais nos outros…

Para lá chegar há uma atitude de princípio que tem que tomar. Deixar de pensar em si e começar a pensar nos outros. Deixar de pensar em como pode lucrar com a pessoa que está à sua frente, mas pensar em como a pode ajudar. Pode ter a certeza. Marketing Pessoal é muito mais acerca do que faz em relação aos outros do que para si.

O Marketing Pessoal vai levá-lo ao sucesso. E o sucesso não tem que ser medido financeiramente. Pode ser reconhecimento pessoal, familiar, profissional. E não tem que ser a materialização destas relações. Pode ser, mas não tem que ser. E continua a ser sucesso. Depende do que o sucesso é para si. E pode ser qualquer coisa.

Use a sua inteligência emocional. A capacidade de se conhecer, de conhecer o outros. A atenção aos pormenores, às expressões, à linguagem corporal. A capacidade de decifrar todos estes códigos e agir. Agir em prol dos outros, na satisfação das suas necessidades.

Do ponto de vista profissional

Visto de uma perspectiva profissional, podemos dizer que somos uma empresa que tem um serviço para vender a um determinado preço. Temos uma marca que é o nosso nome, um serviço que é o nosso trabalho e um preço que é o que o mercado está disposto a pagar. Podemos então aplicar a nós o marketing que uma empresa aplica aos seus produtos e serviços. Mas para vingarmos temos que acrescentar valor. Temos que nos distinguir da concorrência. E evitemos a diferenciação pelo preço mais baixo. Procuremos introduzir uma mais-valia competitiva através de competências extra que nos diferem. Para isso apostemos na formação como melhoria contínua do nosso serviço. Identifiquemos uma necessidade no mercado, façamos a promoção das nossas qualidades que vão suprir essa necessidade, e façamo-nos pagar pelo preço justo.

Dê-se a conhecer

 Vejamos então o que podemos fazer para nos tornarmos conhecidos, agora que já nos preparámos para isso. Temos que sair e conhecer pessoas. Temos que abandonar a zona de conforto. Identifiquemos quem nos interessa conhecer. Participamos em eventos, workshops, seminários. O cartão pessoal é uma ferramenta fundamental. Temos que os ter sempre connosco e não ter receio de o tirar da carteira e entregar. Utilizemos as redes sociais, não como destino final, mas como meio de introdução para o contacto pessoal. Não esqueçamos que o contacto pessoal é o nosso objectivo máximo. O contacto virtual não é mais que um preliminar. Um passo muito importante é passar da condição de participante a organizador. Dá muito mais trabalho mas tem muito mais impacto. Num evento com 100 pessoas, é impossível que fique a conhecer todos os participantes, mas certamente todos os participantes ficarão a conhecer o organizador.

 

  O Jorge vai dar brevemente um workshop sobre este mesmo tema, para mais informações clique AQUI.

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Artigo escrito por: Jorge Lascas

Planeie a sua presença Online

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A presença online, não corresponde só à presença nas redes sociais, mas sendo estas  "plataformas", das mais dinâmicas neste mercado, vamos tentar centrar-nos nesta matéria e planear a nossa presença online, nas redes sociais. A metodologia apresentada neste artigo, poderá servir para qualquer “plataforma”, o procedimento é o mesmo e todas as etapas aqui apresentadas podem ser “moldadas” para os diversos tipos de solução online. Quase diariamente surgem novas redes sociais e novas ferramentas para dinamizarmos a nossa rede de contactos.

Com este artigo pretendo demonstrar que para tirar partido de todo este universo, é preciso utilizar uma metodologia, por mais simples que seja, para planearmos a nossa presença online. Existem inúmeras formas de planear, talvez tantas como o número de redes sociais disponíveis, por isso tenham este exemplo como uma solução, simples, para porem em prática o vosso “plano”. É importante ainda referir que este tipo de “plano” pode ser feito a título individual, para proveito pessoal, ou a título empresarial, tendo em conta os objectivos propostos pela empresa. Nas empresas e sem me alongar muito nesta introdução, relembro que um plano de Marketing deve ser desenvolvido em 2 fases (estratégica – médio e longo prazo e operacional – curto prazo). Seguramente, devido à evolução destas redes, devemos enquadrar este planeamento no curto prazo, numa vertente mais operacional, ou seja, se estamos a desenvolver um plano de presença online, para uma empresa, devemos ter a noção clara de que este plano, a curto prazo, deve ter como finalidade, contribuir para a estratégia de médio e longo prazo. A presença nas redes sociais deve ser utilizada para atingir uma finalidade clara, seja para as empresas, seja a título individual. Todos nós temos que estar consciencializados que não estamos sozinhos na “rede”, é preciso termos a noção de que uma “presença” descuidada, poderá trazer consequências desagradáveis. Por exemplo; Um estudante que não tem propriamente objectivos profissionais na “mira” da sua presença online e gosta de partilhar momentos de diversão, por vezes em excesso, deve ter a noção que um dia quando estiver numa fase de recrutamento para uma empresa, toda esta informação está livre e pode ser consultada pela empresa. Se a empresa recolher informação que não lhe agrade, todo o processo de recrutamento pode ser posto em causa. Quando refiro que devemos planear a nossa presença online, não estou propriamente a dizer que devemos fazer um plano, de 100 páginas. Se não quisermos fazer um planeamento exaustivo, basta tirar umas notas e pensar em cada etapa da estrutura que irei referir a seguir. Mesmo sem aprofundar muito, esta linha de raciocínio obriga-nos a pensar e a tomar medidas para o que queremos, não só hoje, mas também no futuro. No mínimo, recomendo que, os objectivos sejam escritos, para poderem ser acompanhados.

 

 

Plano Redes sociais

Neste esquema, abordamos, de forma simplista, todas as etapas a ter em conta no planeamento de Marketing. Na presença online, todos estes campos poderão e deverão ser analisados, embora com uma finalidade diferente daquela que por vezes utilizamos nos planos de Marketing. Não devemos ser demasiado exaustivos na análise, até porque este mercado é muito dinâmico e temos que estar sempre atentos. Quando analisamos cada rede social, temos que ter noção que na semana a seguir tudo pode estar diferente. É importante termos a capacidade de acompanhar as redes que consideramos indispensáveis, cruzando diversas variáveis (nº de utilizadores, taxa de crescimento, dinâmica da rede, adesão dos nossos pares ou clientes, etc.) O planeamento da nossa presença online deve então passar por 5 etapas:

1. Análise de diagnóstico: Se estivermos a preparar a presença online para "fins" profissionais, está etapa é crucial. Temos que saber responder a questões como;

  • Que redes e ferramentas para gerir as redes existem no mercado?
  • Quais as principais funções que cada rede disponibiliza?
  • Onde estão os meus concorrentes/clientes/pares/amigos?
  • Quais os indicadores dessas redes? (taxa de crescimento, traffic rank, nº de utilizadores, impacto na sociedade, etc.)
  • Qual o “target” de cada rede?
  • Regras e restrições na utilização das redes?
  • Como se comportam os utilizadores de cada rede?
  • O que diferente a rede X da rede Y?
  • Que recursos preciso para gerir todas as redes?
  • Tem custos?
  • Em que língua está a rede social? (domino o idioma? É nesta língua que quero comunicar com os meus clientes/pares/amigos?)
  • Tenho tempo para gerir muitas redes e muitos contactos? Que soluções tenho?
  • Quais os meus “pontos fortes” e “pontos fracos”? De que forma posso trazer valor acrescentado à rede?

Se pretendermos podemos criar uma “matriz” para analisarmos cada rede social, esta rede social irá dar-nos o “panorama” geral.

2. Objectivos Esta é obviamente uma fase crucial do plano. Estes objectivos surgem depois de um bom diagnóstico de situação. Devem ser objectivos mensuráveis, realistas e ambiciosos. É importante definir muito bem os objectivos da nossa presença online, respondendo a uma questão indispensável – para que quero estar online? Seguem algumas sugestões de objectivos na presença online;

  • Quero aumentar a minha visibilidade junto dos meus pares;
  • Quero aumentar a notoriedade da minha empresa;
  • Quero aumentar o “buzz” sobre o meu produto;
  • Quero avaliar a aceitação a um novo produto, a uma nova ideia;
  • Quero comunicar um produto/serviço;
  • Quero aumentar as minhas vendas
  • Quero aumentar a minha rede de parceiros;
  • Quero angariar mais clientes;
  • Quero fazer amigos;
  • Quero ser identificado como um especialista;
  • Quero recrutar profissionais
  • Quero encontrar emprego
  • Quero dar visibilidade a um projecto.

Os objectivos são infinitos e variam de pessoa para pessoa, de empresa para empresa, mas devemos ser exigentes nessa fase e ir ao pormenor das questões. É importante ainda quantificar os objectivos para cada rede. Por exemplo; Tenho uma serie de artigos que considero importantes de partilhar e quero aumentar a sua visibilidade. Para isso quero ter pelo menos 200 cliques no facebook, 100 no linkedin e 20 RT´s no Twitter.

3. Opções estratégicasEstas opções, para além de nos permitir “filtrar” as redes sociais em que queremos marcar presença, vão nos permitir diferenciar e sermos identificados pelo nosso “alvo”.

  • Segmentação

Para atingir os nossos objectivos, qual é o “taget” que me interessa? Cruzando a resposta a esta pergunta com a análise de diagnostico, vamos perceber rapidamente onde está o “target” que definimos ser importante para nós. Por exemplo; O meu objectivo é aumentar a minha rede de parceiros profissionais. Respondendo à questão de quem é o meu “target”, percebo que o meu “target”, são profissionais de Marketing com experiência na área. Ao recorrer à minha análise de diagnóstico, poderei verificar que, por exemplo, o Linkedin é, provavelmente, uma rede social em que tenho que trabalhar a minha presença online.

  • Posicionamento

O posicionamento é aquilo que nos vai diferenciar da concorrência e é a forma como vamos ser identificados pela nossa rede. Por exemplo; Recorrendo ao exemplo anterior, quisemos aumentar a nossa rede de parceiros profissionais, mas para isso quero que eles me vejam como uma empresa especialista em Marketing, para terem interesse em estabelecer a dita parceria. Se eu quero ser visto com um especialista em Marketing, ou a minha empresa quer ser vista como tal, não vou estar a escrever, por exemplo, artigos de arte. E importante que o posicionamento pretendido seja o posicionamento percebido e para tal não podemos “confundir” a nossa rede.

4. Marketing – MixEstas variáveis operacionais (curto prazo), são aquelas que nos permitem atingir os objectivos estratégicos numa empresa (longo prazo). Recorrendo aos tradicionais 4 P´s do Marketing, estas variáveis são;

  • Produto (product)
  • Preço (price)
  • Distribuição (place)
  • Comunicação (promotion)

No planeamento da presença online, também temos estas variáveis, embora adaptadas ao plano em questão. Produto – O que vamos “vender” no mundo online? Que produtos temos?. É importante referir que nos próprios podemos ser trabalhados como um produto. Se eu quiser aumentar a minha visibilidade e ser reconhecido como um especialista, tenho que analisar o “produto” que tenho para partilhar com os meus contactos, com a minha rede. Preço – Aqui analisamos o preço. Quanto vale cada produto meu? Posso desenvolver uma estratégia de “pricing” para as redes sociais? Qual? Distribuição – Onde vou distribuir o meu produto? Em que redes faz sentido? (por exemplo, numa empresa posso ter um conjunto de produtos, com diversos preços. Quando distribuímos o produto nas redes, temos que conseguir perceber se os utilizadores da rede terão algum interesse neste nosso produto. Se tivermos um relógio de 5.000 euros para vender, possivelmente será ineficaz distribui-lo numa rede social, maioritariamente, constituída por jovens estudantes). Comunicação – Como vai comunicar? Que mensagem quero passar? Qual o “alvo” para cada mensagem? Devo adaptar uma mensagem a cada rede? Como? Que tipo de “linguagem” devo usar? (por exemplo, para uma rede social constituída, maioritariamente, por adultos, profissionais, deveremos utilizar um tipo de comunicação diferente, do que para uma rede, maioritariamente, constituída por jovens estudantes). Devemos sempre procurar comunicar aquilo que se traduza em valor acrescentado para o utilizador de cada rede.

5. Plano de acções Para acabar o plano, devemos definir algumas acções para a nossa presença online. Há varias formas de o fazer e obviamente que as acções depende daquilo que queremos fazer na nossa presença. Entenda-se acção, tudo aquilo que poderemos fazer para dinamizar e rentabilizar a nossa presença online, desde o contacto com a nossa rede, actualização de perfil, inserção de uma mensagem publicitária paga numa das redes, publicação de um artigo, até à simples mensagem na “wall”. Cada acção deve ser definida, tendo em conta os objectivos definidos, o “target” escolhido e o posicionamento pretendido. Procurem que o plano de acções seja o mais completo possível. Que tenha datas, objectivos, alvos, mensagem a transmitir e um plano de contingência (que servirá para prevenir alguns imprevistos que nos desviem dos objectivos).

Por exemplo; Objectivo – Aumentar a visibilidade pessoal e ser visto como especialista de Marketing Alvo – Profissionais de Marketing e estudante Mensagem – Acompanhem o meu trabalho! Acção – Elaboração de um artigo especializado, sobre Marketing. Data – 31/03/2010 Objectivo da acção – 120 cliques na rede A, 200 na rede B, 300 na rede C. Plano de contingência – Se no dia 20/03 estiver longe dos objectivos, reforço a divulgação nas redes com menos cliques. Envio mensagens personalizadas para os membros que poderão divulgar o meu artigo e promovo o BUZZ através de publicidade na rede Z. Para finalizar, faço referência a mais um ponto indispensável a ter em conta que considero fazer parte da execução do plano e não do plano em si – Controlo, Avaliação e Actualização.

Um plano de pouco serve se não for controlado, avaliado e actualizado. Como referi anteriormente o mercado das redes sociais é muito dinâmico e está em constante actualização, é importante mantermo-nos em alerta e periodicamente voltarmos a fazer o diagnóstico da situação, reformulando tudo o que for “afectado”. Por exemplo; Se surgir uma nova rede social, que “reúna” utilizadores com o perfil que procuramos, temos obrigatoriamente estar presentes nesta rede e reformular o plano com esta nova “aposta”.Para além da actualização é indispensável que haja um controlo, efectivo, dos resultados para que possamos avaliar a eficácia da estratégia “desenhada”. Só assim conseguimos perceber se estamos a atingir os objectivos, ou, o que podemos fazer para os atingir de forma mais eficaz e eficiente.

Bom plano e boa presença Online!

Passe o abismo para ser o melhor do mundo

 

Se formos a pensar, a diferença entre aqueles que atingem o sucesso e aqueles que desistem antes de lá chegar está na persistência e no foco.

O facilitismo afasta muita gente do sucesso e é por isso que não somos todos profissionais de futebol, músicos famosos ou artistas de televisão.

Como dizia Albert Einstein – “o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é do dicionário”-, é quando as coisas se complicam e o trabalho se torna “duro” que se faz a diferença. Se fosse fácil todos lá chegávamos da mesma forma.

 

 Podemos meter nas nossas cabeças que muitas pessoas de sucesso são “levadas ao colo” porém, acredito que independentemente disso, é através do seu esforço e dedicação que vão ditar o seu sucesso.

Não seja um encosto, seja o melhor do mundo! 

Se um actor chegar à TV através de um bom contacto (ou cunha, como quiserem chamar) mas não demonstrar competências e não trabalhar no duro para agarrar a oportunidade, irá acabar por ser desprezado pela sua audiência, mesmo continuando na TV por muitos anos. No meu ponto de vista deixou de ser actor e passou a ser um “encosto”, um problema que persiste em muitas empresas.

Seth Godin chama a esta passagem de Ponto Morto porém, se me permitem eu vou-lhe chamar de abismo. O mesmo autor refere ainda que devemos lutar para sermos os melhores do mundo e neste aspecto não podia estar mais de acordo. Para Seth, sermos os melhores do mundo não é estarmos listados num ranking da Forbes ou noutro qualquer, é sermos valorizados e apreciados pelo nosso público-alvo, pelo nosso universo. Uma mulher da limpeza pode ser a melhor mulher da limpeza do mundo para as pessoas para quem trabalha e é isso que importa. Os seus clientes estão dispostos a pagar mais para não perder a melhor mulher de limpeza do mundo. Se a mesma mulher da limpeza por algum motivo perder o seu emprego, certamente irá conseguir encontrar outro igual ou melhor porque os recrutadores e os clientes procuram as melhores soluções à disposição.

Este conceito é também importante para as empresas. De nada serve ganharmos prémios internacionais se o nosso público-alvo não nos percepciona como tal ou seja, podemos ser valorizados por especialistas na área mas o nosso cliente não estar minimamente interessado no nosso trabalho. Somos os melhores do mundo para os analistas mas completamente descredibilizados pelo nosso cliente. O que é mais importante para uma empresa, ser reconhecida com prémios e destaques nas revistas ou ser vista como a melhor do mundo para os seus clientes e potenciais clientes?

Considero esta visão muito importante para que se perceba que por vezes temos que insistir e manter o nosso foco para chegarmos mais longe. Temos que lutar com todas as forças que temos para passar para o lado de lá, para ir do fácil para o difícil porque é no difícil que está o sucesso. É no difícil, o outro lado do abismo, onde estão as oportunidades e onde está a diferenciação. No lado “simples” do abismo todos conseguimos estar tranquilamente.

Para conseguirmos atravessar este abismo temos mesmo que saber falhar, errar e aprender constantemente. Todos temos momentos em que queremos desistir e passamos sempre pela questão – “será que vale a pena o esforço?”. Porém, não tenho dúvidas que vale a pena se for esse o seu verdadeiro sonho.

Muitos dos cantores de sucesso começaram nas ruas ou tiveram que gravar vídeos no youtube para se mostrarem ao mundo. Acreditaram no seu talento e lutaram para mostrar o seu trabalho. Lembro-me de recentemente ver um documentário sobre a Katy Perry onde ela partilhava que tinha sido “corrida” por muitas agências até alguém valorizar o seu trabalho. Não chegou à “ribalta” da noite para o dia e sem qualquer esforço, teve que superar o abismo a todo o custo num dos sectores mais competitivos do mundo – a musica.

Frequentemente vemos jovens a dizer que gostavam de ser jogadores de futebol profissional (ou de outro desporto qualquer) mas, quando têm que atravessar o abismo, trabalhar/treinar muitas horas por dia, com chuva, deixar de sair com os amigos, terem uma alimentação equilibrada, acabam por desistir. E desistem porque é difícil, muito difícil.

Esta visão ajuda-nos a enfrentar a concorrência, seja no âmbito pessoal seja no âmbito profissional. Sabemos que em “campos minados” onde a concorrência é feroz poucos vão entrar e poucos vão estar focados em conquistar o seu espaço, é aqui que reside a nossa oportunidade onde só os mais fortes, lutadores e persistentes conseguem alcançar objectivos. Há muitas empresas com bastante potencial e muitos produtos excelentes que acabam por “morrer” antes de saírem para o mercado porque, para estar no mercado é preciso lutar, negociar, partilhar, trabalhar e assumir responsabilidades. É mais fácil assumir que a nossa empresa ou o nosso produto não interessa a ninguém do que lutar para entrar no mercado. Não desista, tente entrar no mercado.

Um exemplo prático desta realidade tem sido aplicado pela Google. Vejam os esforços que faz a tentar passar o abismo para se confrontar no campo das redes sociais com o Facebook ou no sector do mobile com a Apple. Embora seja um abismo muito grande (gigante mesmo), a Google não deixa de tentar e a recente aquisição de um departamento da Motorola é prova disso mesmo. A Google promete voltar à carga e acredita nas suas competências e nos seus recursos.

Faça com que o abismo jogue a seu favor

Se o abismo “joga” contra nós quando temos que o superar, passa a jogar a nosso favor quando o superamos. A ideia é criar um abismo tão grande entre nós e a nossa concorrência que seja difícil de superar. Quanto maior for o abismo mais desistências vão haver e mais espaço temos para conquistar o mercado. Por exemplo, a Coca-Cola tem o abismo a seu favor. Todas as outras Marcas já se habituaram que não serão lideres neste mercado e já nem tentam lá chegar. É muito difícil conquistar o mercado da Coca-Cola não só pelos factores emocionais inerentes à Marca mas também pelo investimento (tempo e dinheiro) que eventualmente seria necessário para tentar ser o melhor, superando a gigante Coca-Cola (o que não invalida que um dia alguém o faça).

Ser o melhor do mundo para o nosso “target” deve ser uma obrigação. Não se contentem em ser o número dois. Para o vosso público-alvo têm que ser o melhor do mundo. Estou 100% de acordo com Seth Godin. Se for o melhor do mundo poderá estabelecer o seu preço e as pessoas estarão dispostas a pagar por si mas para isso, tem que ser mesmo o melhor. Como refere Guy Kawasaki, temos que saber encantar o nosso público-alvo. Já não chega interagir ou promover o relacionamento, temos que os encantar todos os dias.

Ryan Air para muitos passageiros é a melhor companhia aérea do mundo pelas oportunidades que proporciona para se viajar a preços reduzidos. Não é certamente a melhor companhia para toda a gente mas para o seu público-alvo é e isso é que importa.

Saiam da zona de conforto. É preciso arregaçar as mangas e trabalhar, com objectivos, com um propósito e com ambição. Foco!

Podemos meter nas nossas cabeças que muitas pessoas de sucesso são “levadas ao colo” porém, acredito que independentemente disso, é através do seu esforço e dedicação que vão ditar o seu sucesso.

Não seja um encosto, seja o melhor do mundo!

Se um actor chegar à TV através de um bom contacto (ou cunha, como quiserem chamar) mas não demonstrar competências e não trabalhar no duro para agarrar a oportunidade, irá acabar por ser desprezado pela sua audiência, mesmo continuando na TV por muitos anos. No meu ponto de vista deixou de ser actor e passou a ser um “encosto”, um problema que persiste em muitas empresas.

Seth Godin chama a esta passagem de Ponto Morto porém, se me permitem eu vou-lhe chamar de abismo. O mesmo autor refere ainda que devemos lutar para sermos os melhores do mundo e neste aspecto não podia estar mais de acordo. Para Seth, sermos os melhores do mundo não é estarmos listados num ranking da Forbes ou noutro qualquer, é sermos valorizados e apreciados pelo nosso público-alvo, pelo nosso universo. Uma mulher da limpeza pode ser a melhor mulher da limpeza do mundo para as pessoas para quem trabalha e é isso que importa. Os seus clientes estão dispostos a pagar mais para não perder a melhor mulher de limpeza do mundo. Se a mesma mulher da limpeza por algum motivo perder o seu emprego, certamente irá conseguir encontrar outro igual ou melhor porque os recrutadores e os clientes procuram as melhores soluções à disposição.

Este conceito é também importante para as empresas. De nada serve ganharmos prémios internacionais se o nosso público-alvo não nos percepciona como tal ou seja, podemos ser valorizados por especialistas na área mas o nosso cliente não estar minimamente interessado no nosso trabalho. Somos os melhores do mundo para os analistas mas completamente descredibilizados pelo nosso cliente. O que é mais importante para uma empresa, ser reconhecida com prémios e destaques nas revistas ou ser vista como a melhor do mundo para os seus clientes e potenciais clientes?

Considero esta visão muito importante para que se perceba que por vezes temos que insistir e manter o nosso foco para chegarmos mais longe. Temos que lutar com todas as forças que temos para passar para o lado de lá, para ir do fácil para o difícil porque é no difícil que está o sucesso. É no difícil, o outro lado do abismo, onde estão as oportunidades e onde está a diferenciação. No lado “simples” do abismo todos conseguimos estar tranquilamente.

Para conseguirmos atravessar este abismo temos mesmo que saber falhar, errar e aprender constantemente. Todos temos momentos em que queremos desistir e passamos sempre pela questão – “será que vale a pena o esforço?”. Porém, não tenho dúvidas que vale a pena se for esse o seu verdadeiro sonho.

Muitos dos cantores de sucesso começaram nas ruas ou tiveram que gravar vídeos no youtube para se mostrarem ao mundo. Acreditaram no seu talento e lutaram para mostrar o seu trabalho. Lembro-me de recentemente ver um documentário sobre a Katy Perry onde ela partilhava que tinha sido “corrida” por muitas agências até alguém valorizar o seu trabalho. Não chegou à “ribalta” da noite para o dia e sem qualquer esforço, teve que superar o abismo a todo o custo num dos sectores mais competitivos do mundo – a musica.

Frequentemente vemos jovens a dizer que gostavam de ser jogadores de futebol profissional (ou de outro desporto qualquer) mas, quando têm que atravessar o abismo, trabalhar/treinar muitas horas por dia, com chuva, deixar de sair com os amigos, terem uma alimentação equilibrada, acabam por desistir. E desistem porque é difícil, muito difícil.

Esta visão ajuda-nos a enfrentar a concorrência, seja no âmbito pessoal seja no âmbito profissional. Sabemos que em “campos minados” onde a concorrência é feroz poucos vão entrar e poucos vão estar focados em conquistar o seu espaço, é aqui que reside a nossa oportunidade onde só os mais fortes, lutadores e persistentes conseguem alcançar objectivos. Há muitas empresas com bastante potencial e muitos produtos excelentes que acabam por “morrer” antes de saírem para o mercado porque, para estar no mercado é preciso lutar, negociar

Seja realista, seja consciente!

Para finalizar, apenas lanço um alerta sobre o qual devemos reflectir, a passagem do abismo tem que ser feita com consciência. Temos que planear e procurar saber se temos recursos para o fazer. Temos que ser realistas. Actualmente, mesmo que quisesse, seria impossível ser jogador de futebol profissional de um grande clube europeu. Não tenho recursos, competências ou capacidade para o fazer, por mais que tente e por mais que treine, provavelmente já vou tarde. Não reúno as condições básicas para o conseguir.

Todas as pessoas de sucesso são pessoas normais e seres mortais com uma característica, lutam por aquilo em que acreditam mesmo quando tudo se torna mais difícil. Siga o exemplo destes “mestres” e quando tudo se tornar difícil não desista, é a verdadeira oportunidade de mostrar ao seu universo que é o melhor.

Boa sorte!

O "Personal Branding" já não é o que era...

 

Desde que se conhece o homem persegue objectivos, números e busca o sucesso. Actualmente a diferença entre todos os cidadãos que o fazem é o método que utilizam. O método? Claro que sim. A sua promoção para fins profissionais pode e deve obedecer não apenas ao tradicional “Curriculum formato normalizado”. Aqueles que se procuram destacar recorrem a métodos menos tradicionais. Os passos para tal poderão ser os seguintes:

Recorrer às novas tecnologias para elaborar Curriculum Vitae inovadores;

Observação da tipologia de empresa (a inovação está presente ou não na mesma?);

Reforçar as competências de que dispõe mas sempre com uma visão realista;

Não seja um “cliché” seja você e demonstre isso a quem o vê.


Além dos passos referidos anteriormente não se esqueçam do “Oceano de oportunidades” que é a Internet. As redes profissionais são cada vez mais uma tendência com resultados tangíveis. Contudo, não são uma receita milagrosa. Existem receitas milagrosas? Receitas milagrosas não mas inovadoras e bastante interessantes claro que sim.  Uma receita inovadora e que a meu ver poderá trazer-lhe resultados também eles inovadores e surpreendentes são os “Social Media Business Card”.

O que é um “Social Media Business Card”?

É como o nome indica um cartão de apresentação virtual com uma hiperligação para as redes sociais nas quais se encontra registado. Este tipo de cartão de apresentação possui váriasvantagens:

A sua gratuitidade faz dele um bom investimento e com um possível enorme “Retorno do Investimento” (ROI);

O seu público-alvo será tendencialmente maior do que aquele que disporia num cartão de apresentação formato standard;

Poderá partilhá-lo quando, como e com quem quiser sem limites geográficos;

Numa época em que “Sharing is sexy” poderá também você ser sexy;

A sua elaboração é extremamente simples, rápida e o seu layout bastante apelativo;

Poderá apenas partilhar a informação que julge relevante;

Apesar das vantagens este também possui algumas desvantagens:

Este cartão poderá ter um efeito “Big Brother is watching you”, ou seja, pessoas indesejadas poderão visualizá-lo também e estar constantemente a ser alvo de análise por estas;

O cartão não permite o contacto interpessoal directo que muitas vezes se revela fulcral para uma boa parceria profissional;

Após, uma análise das suas vantagens e desvantagens o saldo parece-me francamente positivo. Esta ferramenta será a meu ver uma tendência ao nível do “Personal Branding” no futuro.

Existem várias ferramentas a que poderá recorrer para construir o seu cartão de apresentação virtual. Deixo algumas sugestões: “Socialized Card”, “Card.ly”, “Retaggr”, entre outras.

Deixo a título meramente exemplificativo o meu cartão de apresentação online:

 

Espero que gostem da minha cara social. Sejam membros da época do ”Sharing is sexy” e obtenham tudo aquilo que pretendem.

Being creative and innovative is sexy!!!!

Referências:

http://www.dailybloggr.com/2010/02/5-cool-tools-to-create-your-social-media-business-card/ [ 30 de Janeiro de 2011]

 

 Artigo escrito por: João Miranda

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